sábado, 5 de março de 2022

Onde assistir aos indicados ao Oscar 2022

 


Por Renato Félix*

Antigamente o que já tivesse passado pelos cinemas estava fora de alcance quando saía a lista do Oscar. Hoje, o que não é diretamente produção para o streaming chega lá em poucos meses. Assim, poucos são os filmes que não estão disponíveis para que o cinéfilo se ponha em dia até a cerimônia, que este ano será em 27 de março. Nesta lista, estão todos os longas indicados, a que concorrem, onde podem ser assistidos e os trailers de cada um.

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ATAQUE DOS CÃES
 (The Power of the Dog), de Jane Campion
12 indicações: Filme, Direção (Jane Campion), Ator (Benedict Cumberbatch), Ator coadjuvante (Kodi Smit-McPhee, Jesse Plemons), Atriz coadjuvante (Kirsten Dunst), Roteiro adaptado, Fotografia, Montagem, Trilha sonora, Desenho de produção, Som.
Onde assistir: Netflix

A direção neozelandesa é a primeira mulher duas vezes indicada ao Oscar de melhor direção com uma história sensível e muito bem narrada sobre personagens masculinos deslocados em um ambiente que, mesmo nos anos 1920, ainda tem quase tudo do velho oeste. O filme também está indicado a oito Baftas e três SAGs, e ganhou três Globos de Ouro (filme/ drama, direção e ator coadjuvante [Smit-McPhee]).


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DUNA
 (Dune), de Dennis Villeneuve
10 indicações: Filme, Roteiro adaptado, Fotografia, Montagem, Trilha sonora, Desenho de produção, Efeitos visuais, Som, Figurino, Maquiagem e penteado.
Onde assistir: HBO Max, Apple TV, Google Play, Microsoft Store.

Primeiro de dois filmes em que Villeneuve adapta o clássico da literatura de ficção científica. Trata de um planeta que produz uma especiaria na qual governos de outros planetas estão de olho e de um jovem de família nobre que se revela o líder prometido dos nativos pobres do planeta. Os fãs do livro sonhavam com uma adaptação de respeito do livro desde a malfada versão de David Lynch, de 1984. Mas Villeneuve acabou não indicado a direção.



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AMOR, SUBLIME AMOR
 (West Side Story), de Steven Spielberg
7 indicações: Filme, Direção (Steven Spielberg), Atriz coadjuvante (Ariana DeBose), Fotografia, Desenho de produção, Figurino, Som.
Onde assistir: O filme já foi exibido nos cinemas, ainda não foi lançado em home video e chega à Disney Plus no dia 3 de março.

Spielberg revisitou um grande clássico da Broadway e do cinema, e um grande vencedor do Oscar: o original de 1961 ganhou 10 prêmios, incluindo melhor filme. A robusta lembrança no Oscar vem na esteira do sucesso de crítica e apesar do pouco interesse do público. A expectativa é que Ariana DeBose repita o êxito de Rita Moreno na premiação. Já escrevi sobre ele: leia aqui.



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BELFAST
 (Belfast), de Kenneth Branagh
7 indicações: Filme, Direção (Kenneth Branagh), Ator coadjuvante (Ciarán Hinds), Atriz coadjuvante (Judi Dench), Roteiro original, Canção original (“Down to joy”), Som.
Onde assistir: O filme estreia nos cinemas brasileiros em 10 de março.

A capital da Irlanda do Norte batiza o filme e é onde nasceu Kenneth Branagh, um especialista em Shakespeare que também fez outras coisas, até filme de super-herói. Aqui ele busca uma nota mais pessoal, baseado em eventos de sua própria infância. Indicado pessoalmente como produtor, diretor e roteirista, Branagh se tornou a primeira pessoa indicada em sete categorias diferentes do Oscar. O pessoal sentiu falta de Caitriona Balfe entre as indicadas.



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KING RICHARD –
 CRIANDO CAMPEÃS (King Richard), de Reinaldo Marcus Green
6 indicações: Filme, Ator (Will Smith), Atriz coadjuvante (Aunjanue Ellis), Roteiro original, Montagem, Canção original.
Onde assistir: HBO Max, Now, Looke, Apple TV, Google Play, Microsoft Store.

É a história do pai das tenistas Venus e Serena Williams e de seu esforço para fazê-las campeãs. Aquela história de superação, com um final feliz que todo mundo já conhece desde o começo. Will Smith há muito tempo persegue um Oscar.

     


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DRIVE MY CAR
 (Doraibu Mai Ka), de Ryusuke Hamaguchi
4 indicações: Filme, Direção (Ryusuke Hamaguchi), Filme de língua não inglesa, Roteiro adaptado.
Onde assistir: Ainda inédito nos cinemas brasileiros, estreia em breve no Mubi.

Vencedor do prêmio da crítica no Festival de Cannes e do Globo de Ouro de melhor filme de língua não inglesa, o filme japonês é a produção do ano que conseguiu romper a barreira da língua e ser indicado também nas categorias de filme, direção e roteiro. São 3 horas de duração com a história de um diretor de teatro em luto, com a sensação de nunca ter compreendido a esposa falecida, tendo que lidar com uma motorista com quem tem que deixar o carro quando vai trabalhar em Hiroshima. É adaptado de um conto de Haruki Murakami.



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NÃO OLHE PARA CIMA
 (Don’t Look Up), de Adam McKay
4 indicações: Filme, Roteiro original, Montagem, Trilha sonora original.
Onde assistir: Netflix.

Muito visto e comentado, faz uma debochada metáfora sobre o negacionismo e a burrice coletiva, aqui com relação a um cometa que vai colidir com a Terra e erradicar a vida no planeta (mas poderia ser sobre o aquecimento global ou o coronavirus).








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O BECO DO PESADELO (Nightmare Alley), de Guillermo Del Toro
4 indicações: Filme, Fotografia, Desenho de produção, Figurino
Onde assistir: Cinemas

Del Toro refilmou um filme noir sobre sujeito que aprende num circo a ser um mentalista e depois usa o talento para ganhar dinheiro de gente rica.



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NO RITMO DO CORAÇÃO 
(Coda), de Sian Heder
3 indicações: Filme, Ator coadjuvante (Troy Kotsur), Roteiro adaptado.
Onde assistir: Amazon Prime Video, Looke, Apple TV, Google Play.

É a versão americana do filme francês A Família Bélier, com a história de uma família de surdos, onde apenas uma adolescente não é surda. Ela acaba sendo uma tradutora para a família, que vive da pesca, mas o conflito surge quando ela tem a possibilidade de abraçar o canto e entrar em uma faculdade de música. É um filme terno e bem-humorado, de que se gosta fácil. A protagonista, Emilia Jones, foi indicada ao Bafta, mas ficou fora do Oscar.



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LICORICE PIZZA
 (Licorice Pizza), de Paul Thomas Anderson
3 indicações: Filme, Direção (Paul Thomas Anderson), Roteiro original.
Onde assistir: Estreou nos cinemas dia 17 de fevereiro

PTA numa chave mais leve: o amor de dois jovens em 1973. Está indicado nas categorias grandes, mas, como sempre, o diretor parece ser subestimado pela Academia.



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TICK, TICK… BOOM!
 (Tick, Tick… Boom!), de Lin-Manuel Miranda
2 indicações: Ator (Andrew Garfield), Montagem
Onde assistir: Netflix

Andrew Garfield faz um tour de force na interpretação do compositor Jonathan Larson sob a pressão de terminar um musical e fazer com ele seu primeiro sucesso no teatro. E isso é contado por ele em um monólogo musical. Uma carinhosa homenagem ao compositor que morreu cedo e deixou o sucesso imortal de RentLeia minha crítica.



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A TRAGÉDIA DE MACBETH
 (The Tragedy of Macbeth), de Joel Coen
3 indicações: Ator (Denzel Washington), Fotografia, Desenho de produção
Onde assistir: AppleTV.

A adaptação de uma das maiores tragédias de Shakespeare ganha uma adaptação de visual bruto, geométrico, espartano e espetacular nas mãos de Joel Coen (em direção solo, sem o irmão Ethan). O filme foi reconhecido por isso e pela grande atuação de Denzel Washington.



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APRESENTANDO OS RICARDOS
 (Being the Ricardos), de Aaron Sorkin
3 indicações: Ator (Javier Bardem), Atriz (Nicole Kidman), Ator coadjuvante (J.K. Simmons),
Onde assistir: Amazon Prime Video

Os Ricardos do título são o casal principal da icônica série I Love Lucy, interpretados por Lucille Ball e Desi Arnaz, casados na vida real e produtores da série. Nicole Kidman e Javier Bardem estrelam o filme. É difícil demais imaginar Nicole como a careteira Lucille, Se desse certo, seria mesmo material para Oscar.




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A FILHA PERDIDA
 (The Lost Daughter), de Maggie Gyllenhaal
3 indicações: Atriz (Olivia Colman), Atriz coadjuvante (Jessie Buckley), Roteiro adaptado.
Onde assistir: Netflix

Esnobada pelos compatriotas no Bafta, Olivia Colman garantiu seu lugar entre as indicadas a melhor atriz. A versão jovem de sua personagem é vivida por Jessie Buckley, também indicada. Na história, elas interpretam uma mulher em conflito com a maternidade: Olivia rememora isso durante férias no litoral italiano.




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MÃES PARALELAS
 (Madres Paralelas), de Pedro Almodóvar
2 indicações: Atriz (Penélope Cruz), Trilha sonora original.
Onde assistir: Netflix.

O novo filme de Almodóvar é sobre duas mulheres de faixas etárias diferentes que se preparam em um hospital para terem bebês no mesmo dia, encontrando apoio e cumplicidade uma na outra. Notório diretor de atrizes, o espanhol vê Penélope Cruz conseguir a segunda atuação na categoria por um filme seu (ela já ganhou como coadjuvante, mas em filme de Woody Allen).



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SPENCER (Spencer), de Pablo Larraín
1 indicação: Atriz (Kristen Stewart)
Onde assistir: Cinemas

O diretor chileno já havia abordado Jacqueline Kennedy (que rendeu uma indicação a Natalie Portman) e agora abordou os dias em que a princesa Diana resolveu se separar do príncipe Charles.



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OS OLHOS DE TAMMY FAYE
 (The Eyes of Tammy Faye), de Michael Showalter
2 indicações: Atriz (Jessica Chastain), Maquiagem e penteado.
Onde assistir: Cinemas

Jessica Chastain ganhou um papel para deitar e rolar: a ascensão e queda de uma pastora de TV.



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A PIOR PESSOA DO MUNDO
 (Verdens Verste Menneske), de Joachim Trier
2 indicações: Filme de língua não inglesa, Roteiro original
Onde assistir: Inédito nos cinemas

O filme norueguês aborda a vida de uma jovem mulher indecisa sobre os rumos a tomar na vida. A comédia dramática é outro filme de língua não inglesa a ganhar indicações além desta categoria.



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ENCANTO
 (Encanto), de Jared Bush e Byron Howard
3 indicações: Filme de animação, Trilha sonora original, Canção original (“Dos oruguitas”).
Onde assistir: Disney Plus.

A animação da Disney explodiu de popularidade quando chegou ao streaming e a história de Mirabel, a garota colombiana sem poderes numa família onde todos têm dons especiais e que precisa descobrir o mistério que está ameaçando a magia de seus parentes. A curiosidade é que a canção que é o maior sucesso musical do estúdio nos últimos tempos, “We don’t talk about Bruno”, não foi indicada e por culpa da própria Disney, que não apostou nela e não a inscreveu.



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FLUGT
 (Flugt), de Jonas Pohen Rasmussen
4 indicações: Filme de animação, Filme de língua não inglesa, Documentário
Onde assistir: Ainda inédito nos cinemas brasileiros.

Com o título em inglês de Flee, o filme dinamarquês conseguiu a proeza inédita de ser indicado nas categorias de animação, documentário e filme de língua não inglesa (ou “filme internacional”, como rebatizou a Academia). É sobre um refugiado afegão que vai casar com o noivo e resolve revisitar seu passado. Foi premiado nos festivais de Sundance e Annecy (principal festival de animação do mundo). Aqui, passou no festival de documentários É Tudo Verdade.



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LUCA
 (Luca), de Enrico Casarosa
1 indicação: Filme de animação.
Onde assistir: Disney Plus.

O longa da Pixar estreou direto no streaming e conta uma história de aceitação das diferenças: dois garotos monstros marinhos que viram humanos fora d’água e vivem aventuras numa cidadezinha litorânea italiana. Uma história terna com um belíssimo visual. Leia minha crítica.



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A FAMÍLIA MITCHELL E A REVOLTA DAS MÁQUINAS
 (The Mitchells vs. the Machines), de Michael Rianda
1 indicação: Filme de animação
Onde assistir: Netflix

Um agitado e divertido longa sobre uma família disfuncional que se torna a última esperança da Terra quando robôs dominam o planeta. Os personagens bem construídos elevam esse filme além da média das aventuras animadas, mas há também um monte de sacadas visuais, brincando com filtros de Instagram, memes e o amor pelo cinema da personagem principal.



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RAYA E O ÚLTIMO DRAGÃO
 (Raya and the Last Dragon), de Don Hall e Carlos López Estrada
1 indicação: Filme de animação
Onde assistir: Disney Plus

Aventura da Disney sobre uma jovem guerreira de um reino fantástico que parte em busca de um dragão, quando todos acreditam que a espécie foi extinta, para salvar seu mundo.




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A FELICIDADE DAS PEQUENAS COISAS
 (Lunana A Yak in the Classroom), de Pawo Choyning Dorji
1 indicação: Filme de língua não inglesa
Onde assistir: Cinemas.

O filme do Butão, pequeno país asiático, é sobre um professor que quer se mudar para a Austrália e virar cantor. Enquanto isso não acontece, ele é deslocado para a escola mais remota do país. O que inclui, inclusive, um iaque que deve ser criado dentro da sala de aula.



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A MÃO DE DEUS
 (È Stata la Mano di Dio), de Paolo Sorrentino
1 indicação: Filme de língua não inglesa
Onde assistir: Netflix

Sorrentino revisita sua adolescência em Nápoles, nos anos 1980, mostrando a comédia e o drama de um jovem e sua família nos dias em que Maradona virou ídolo local jogando no clube da cidade. O diretor italiano faz aqui seu Amarcord.



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ASCENSION
 (Ascension), de Jessica Kingdom
1 indicação: Documentário.
Onde assistir: Ainda inédito nos cinemas brasileiros.

Uma observação sobre a China contemporânea, sua força de potência, as questões trabalhistas e de desigualdade social.



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ATTICA
 (Attica), de Tracy Curry e Stanley Nelson
1 indicação: Documentário.
Onde assistir: Ainda inédito nos cinemas brasileiros.

Uma volta, 50 anos depois, a rebelião em uma prisão americana marcada pela violência e o racismo.



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SUMMER OF SOUL (…OU QUANDO A REVOLUÇÃO NÃO PODE SER TELEVISIONADA) [Summer of Soul (…Or When the Revolution Could Not Be Televised)], de Questlove
1 indicação: Documentário.
Onde assistir: Telecine Play

Um registro do Harlem Cultural Festival, evento que celebrou a cultura negra em 1969, mas que acabou não tendo os mesmos holofotes do festival de Woodstock.






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WRITING WITH FIRE
 (Being the Ricardos), de Sushmit Ghosh e Rintu Thomas.
1 indicação: Documentário.
Onde assistir: Ainda inédito nos cinemas brasileiros

O filme mostra a jornada do primeiro jornal diário da Índia com uma equipe formada por mulheres e que enfrenta um ambiente ainda dominado por homens.






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FOUR GOOD DAYS
 (Four Good Days), de Rodrigo Garcia
1 indicação: Canção original (“Somehow you do”)
Onde assistir: Now, Looke, Claro Vídeo, AppleTV, Google Play.

É um drama de mãe e filha. A filha está a caminho de mais uma de muitas tentativas de se livrar das drogas e a mãe passa com ela alguns dias antes de que ela vá para a clínica.




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CRUELLA
 (Cruella), de Craig Gillespie
2 indicações: Figurino, Maquiagem e penteado.
Onde assistir: Disney Plus.

Na Londres dos anos 1970, Cruella DeVil tenta se afirmar como uma jovem talento da moda e ainda se vingar. A vilã de 101 Dálmatas deixa de ser vilã nesta espécie de prelúdio, mas o filme é indicado por aquilo que realmente foi seu destaque. Leia minha crítica.



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CYRANO
 (Cyrano), de Joe Wright
1 indicação: Figurino
Onde assistir: Ainda inédito nos cinemas brasileiros.

Musical que adapta a história de Cyrano de Bergerac, que se acha muito feio para conquistar sua amada Roxanne e resolve ajudar um bonitão bocó com sua poesia e sensibilidade. Peter Dinklage interpreta o protagonista e a direção é de Joe Wright, de Orgulho e Preconceito.



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007 –
 SEM TEMPO PARA MORRER (No Time to Die), de Cary Joji Fukunaga
3 indicações: Canção original (“No time to die”), Efeitos visuais, Som.
Onde assistir: DVD, blu-ray, Now, Google Play, AppleTV, Microsoft Store.

A derradeira aventura de James Bond estrelada por Daniel Craig é o final em uma nota alta dessa fase do personagem. Mas foi indicado nas categorias técnicas de sempre dos blockbusters, não rompeu a barreira, como Skyfall. Leia minha crítica.




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CASA GUCCI
 (House of Gucci), de Ridley Scott
1 indicação: Maquiagem e penteado.
Onde assistir: Já exibido nos cinemas, lançamento em DVD, blu-ray e plataformas digitais no dia 22 de fevereiro.

Os fãs esperavam que Lady Gaga concorresse a melhor atriz, mas ela ficou de fora. O filme que mostra as intrigas de bastidores no império da moda acabou quase ignorado.



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UM PRÍNCIPE EM NOVA YORK 2
 (Coming 2 America), de Craig Brewer
1 indicação: Maquiagem e penteado.
Onde assistir: Amazon Prime Video

A continuação de um clássico da comédia dos anos 1980 leva o príncipe Akeem de volta a Nova York para encontrar um filho que ele não sabia que tinha. Com Eddie Murphy e Arsenio Hall fazendo vários personagens, o filme repete uma das indicações que o original também conseguiu.





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FREE GUY –
 ASSUMINDO O CONTROLE (Free Guy), de Shawn Levy
1 indicação: Efeitos visuais
Onde assistir: Star Plus.

Uma mistura de comédia e aventura em que um funcionário de banco descobre uma terrível verdade: é um figurante em um videogame.



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HOMEM-ARANHA 
 SEM VOLTA PARA CASA (Spider-Man – No Way Home), de Jon Watts
1 indicação: Efeitos visuais
Onde assistir: Cinemas

Os mais empolgados queriam até uma indicação a melhor filme para a aventura que promoveu o encontro entre os Homens-Aranha de três franquias. Era demais, claro, mas o filme até podia concorrer em umas categoriazinhas a mais que só a efeitos visuais. Leia minha crítica.




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SHANG-CHI E A LENDA DOS DEZ ANÉIS
 (Shang-Chi and the Legend of Ten Rings), de Destin Daniel Cretton
1 indicação: Efeitos visuais
Onde assistir: Disney Plus

Um dos mais fracos filmes do universo cinematográfico da Marvel, Shang-Chi não é exatamente um grande destaque nem nesse quesito.




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Texto extraído do blog Boulevard do Crepúsculo
de autoria do jornalista, Renato Félix.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

‘Benedetta’: Sagrado e profano misturados

 

Por Renato Félix*

BENEDETTA

⭐⭐⭐⭐
Diário de Filmes 2022: 7
Onde ver: cinemas.

Sagrado e profano misturados

Paul Verhoeven nunca foi de fugir de polêmicas e viu uma matéria-prima e tanto na história real da freira que, no século XVII, foi processada por alegar ter visões de Cristo e ter um relacionamento lésbico com uma colega de convento. Benedetta transita nessas duas vertentes e não alterna entre elas: as mistura, fazendo o sagrado se entrelaçar ao (muito) profano.

Benedetta (Virginie Efira) é tida como milagrosa desde a infância, quando entra para o convento. Crescida, vê chegar outra postulante que é exatamente o contrário: Batolomea (Daphne Patakia) não entra por vocação, mas para fugir do pai abusivo. O sexo, para ela, está longe de ser um tabu ou pecado, é algo extremamente natural.

Bartolomea acaba designada pela madre superiora (Charlotte Rampling) para acompanhar Benedetta, atormentada por suas visões. Benedetta é seduzida pela naturalidade sexual de Bartolomea. A partir daí, as visões erótico-religiosas de Cristo convivem com o sexo em que as duas chegam a usar uma imagem da Virgem Maria para masturbação. O sagrado e o profano totalmente misturados.

Isso surge como um espelho sublime para a mesma mescla que ocorre de uma maneira podre: as intrigas políticas e ambição financeira que levam a Igreja Católica a, por exemplo, aceitar Benedetta como profeta por pura conveniência (ter uma “santa” na cidade vai atrair dinheiro de fiéis e romeiros) e depois tentar se livrar dela por preconceito e inveja.

Se Benedetta é mesmo santa ou se apenas tem alucinações, isso importa menos que sua descoberta de si mesma e o ambiente repressivo e comercial onde está inserida. A partir disso, o filme tem desdobramentos às vezes previsíveis pela lógica, às vezes surpreendentes. A personagem nitidamente conquista a afeição Verhoeven, o que não é sempre que acontece.


Benedetta, 2021.
Direção: Paul Verhoeven. Roteiro: David Birke e Paul Verhoeven, com colaboração de Pascal Bonitzer, baseado no livro de Judith C. Brown. Elenco: Virginie Efira, Daphne Patakia, Charlotte Rampling, Lambert Wilson, Olivier Rabourdin, Louise Chevillote.

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Texto extraído do blog Boulevard do Crepúsculo
de autoria do jornalista, Renato Félix.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Uma carta para os Cavaleiros do Zodíaco


 

A arte e os heróis possuem um ponto de convergência ao nos concederem a possibilidade de mudarmos a percepção em relação a nossa própria história ao nos proporcionarem profundas reflexões sobre a condição humana. Entretanto, também é possível observarmos como eles também podem nos motivar, inspirar e até mesmo ressignificar a própria vida de alguém. Por isso, neste episódio irei comentar sobre os Cavaleiros do Zodíaco, ou melhor irei comentar sobre uma carta para os Cavaleiros do Zodíaco, e como ela me fez ver o incrível poder que emana da arte.


Cliquem no play do vídeo abaixo e assistam!




Espero que curtam ao vídeo, participem com seus comentários, compartilhem o episódio: https://youtu.be/L3Bdi9EUr8Y com seus amigos e familiares, e ao se inscreverem no canal venham fazer parte da família Comic House.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Kamen Rider Black RX contra a doutrinação ideológica das crianças


 

Sou um grande admirador de tokusatsus (séries japonesas live action). Em suas narrativas sempre é possível encontrar importantes metáforas que nos fazem refletir sobre a nossa própria condição humana ante aqueles vilões munidos de seu desejo incontrolável por poder e com ele desejam destruir, corromper e macular a bondade dos inocentes.

Neste contexto, um dos personagens que tenho uma grande admiração é o Kamen Rider Black RX, um herói quase que solitário em sua luta ao enfrentar um império extraterreno que deseja a todo custo invadir o planeta Terra, porém não apenas se utilizando do simples combate corpo a corpo, mas muitas vezes utilizando-se de estratégias maquiavélicas para trazer o caos e minar a capacidade da resistência da população.

E ao reassistir a série, me deparei com o episódio "Quem é o meu herói?" em que Kamen Raider RX, irá lutar contra uma das piores e mais odiosas táticas...a doutrinação ideológica.
Então, venham comigo e assistam ao episódio "Kamen Rider Black RX contra a doutrinação ideológica das crianças" e descubram como o mal é ardiloso e forte.

Cliquem no link do vídeo abaixo e assistam!



Espero que curtam ao vídeo, participem com seus comentários, compartilhem o episódio: https://youtu.be/QV-pGkB9Heg com seus amigos e familiares, e ao se inscreverem no canal venham fazer parte da família Comic House.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Como o empreendedorismo pode mudar sua vida




Costumo afirmar que o #empreendedor é alguém que possui muitas vezes um #sonho maior que ele mesmo. Sendo assim, seu sonho transforma-se em sua força motriz para trilhar uma jornada de construções e desconstruções de planejamentos, problemas e desafios diversos que em muitas vezes exercem o poder de teste ao verificar a capacidade do indivíduo de continuar firme ao que estabeleceu como objetivo e meta a se alcançar.

Por sua vez, este sonho motiva milhares de pessoas anualmente a abrirem seus pequenos negócios. Para ser ter uma ideia, segundo levantamento do Serasa Experian, o mês de janeiro de 2021 foi responsável por um recorde no número de novos negócios no país em que foram registrados 312.462 aberturas de empresas para microempreendedores individuais (MEIs), o maior já registrado desde janeiro de 2010.

Entretanto, o desejo de empreender contrasta com com vários pilares necessários para que o #empreendedorismo realmente tenha o impacto positivo que tanto deseja-se.

E no episódio de hoje irei comentar "como o empreendedorismos pode mudar sua vida", como também você poderá ressignificar sua empresa e transformar a vida de várias pessoas.

Então, te convido à assistir este novo episódio do canal da Comic House, produzido com muito cuidado e carinho para vocês.

Clique no play do vídeo abaixo e assista!


Espero que curtam ao vídeo, participem com seus comentários, compartilhem o episódio: https://youtu.be/f_GbE8wrzgg com seus amigos e familiares, e ao se inscreverem no canal venham fazer parte da família Comic House.

Sugestão de livros sobre empreendedorismo:

  • Inovação e Espirito Empreendedor, de Peter Drucker;
  • A cauda longa, de Chris Anderson;
  • Vencer no caos, de Kotler;
  • Foco, Daniel Goleman;
  • A estratégia do oceano azul, de Kim e Mauborgne; e
  • A lógica do consumismo, de Martin Lindstrom.

sábado, 4 de setembro de 2021

Prepara-se para assistir a maior e mais completa análise sobre Mestres do Universo da Netflix

 



Mestres do Universo produzida e roteirizada pelo renomado Kevin Smith estreou na #Netflix com a proposta de dar continuidade a série dos anos 80 "He-Man e os Mestres do Universo", porém esta audaciosa retomada dividiu opiniões e expôs vários pontos de vista que por um lado criticavam em vários níveis a série negativamente e outros que elencavam seus pontos positivos.

E diante desta quase batalha épica de opiniões resolvi realizar "A maior e mais completa análise sobre Mestres do Universo da Netflix", em que irei comentar todos os episódios, apresentar todas as referências, expor as incoerências e fazer minha critica sobre a série.




Então, pelos poderes de Greyskull venham comigo e assistam este novo episódio do canal da Comic House, produzido com muito cuidado e carinho para vocês.

Espero que curtam ao vídeo, participem com seus comentários, compartilhem o episódio: https://youtu.be/Gqs6OcnGhS4 com seus amigos e familiares, e ao se inscreverem no canal venham fazer parte da família Comic House.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Devemos apoiar as livrarias?




Em meio a pandemia surgiu o movimento "#Apoieaslojasespecializadas", que rapidamente se espalhou pelas redes sociais como uma forma de motivar e conscientizar as pessoas a se unirem em prol das livrarias especializadas que vendem HQs. 

Entretanto, mesmo diante da crise que aflige as livrarias, devemos apoiá-las?". A resposta pode ser óbvia, mas ela encontra-se inserida em várias questões e reflexões pertinentes que ao nos aprofundarmos irão contribuir para que realmente possamos estabelecer um posicionamento real e necessário para fortalecermos esta causa. 

Com isso, o novo vídeo para o nosso canal no YouTube foi batizado de "Devemos apoiar as livrarias?", que apresentará um olhar mais amplo sobre o tema que envolve a crise do mercado livreiro, a formação do leitor e a fomentação da arte. 

Esperamos que curtam o vídeo abaixo, participem com seus comentários e o compartilhem com seus amigos e familiares.


   

Caso não visualize o vídeo, basta clicar no link https://youtu.be/8kTwlKKlaY0, em seguida assistir! 

E não deixem de se inscrever em nosso canal no YouTube e visitar nossa loja virtual 

Venham para a Comic House, a loja onde os quadrinhos não estão no gibi.

sábado, 21 de agosto de 2021

"Vamos privatizar os Correios?" - Episódio 35 de nosso canal no YouTube


A privatização dos Correios é iminente e o governo deseja que ele seja vendido até o próximo semestre de 2022. Entretanto, é necessário pensarmos nos impactos que esta ação poderá desencadear na prestação de serviços aos pequenos empreendedores, municípios em localidades mais afastadas e a toda população brasileira.

Vamos privatizar os Correios? É a pergunta que o episódio de hoje traz para refletirmos sobre os pontos negativos e positivos caso a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) venha a ser privatizada.

Para assistirem ao episódio basta clicar no link https://bit.ly/3j2VBw3.
 

Esperamos que curtam o vídeo e ao se inscrever no canal venham fazer parte da família Comic House, .

E se puderem, compartilhem o episódio e deixem seu comentário.




O revolucionário 'Stuck Rubber Baby' chegou para você!



Stuck Rubber Baby (240 páginas em capa dura) retrata a vida de Toland Polk, um jovem gay que esconde sua sexualidade mediante o preconceito, injustiça racial, políticos segregacionistas, policiais corruptos e ainda das violentas represálias da Klan. Entretanto, sua amizade com uma estudante durante os agitados anos 60, o fará despertar a consciência de que para se alcançar a igualdade e o respeito é necessário lutar com todas as suas forças em um perigosa cruzada que poderá custar a sua própria vida.

Lançada originalmente em 1995 nos EUA, a HQ é conhecida por apresentar de forma harmônica e com muita sensibilidade a complexidade de todos os temas que aborda durante a conturbada década de 60.

 

Após seu lançamento, a obra foi adquirindo status de cult, além de ter sido contemplada com os prêmios Eisner, Harvey 's, UK Comic Art Awards na categoria Melhor Graphic Novel. Além disso, foi indicada ao Lesbian and Gay Book Award da American Library Association e ao Lambda Literary Award. Também foi vencedora do Comics Creators Guild Award no Reino Unido, do Prix de la critique na França e do Luche na Alemanha.

E após quase 30 anos de seu lançamento em seu país de origem, finalmente esta forte e arrebatadora história chega até nós, leitores brasileiros, em um edição comemorativa repleta de extras que inclui fotos raras, arquivos da época e uma introdução escrita pela renomada quadrinista Alison Bechdel das HQs "Fun Home" e "Você é minha mãe?".

 

Se gostou do leu, prepare-se, pois para comemoramos o lançamento de Stuck Rubber Baby, estamos com uma oferta imperdível para você leitor e fiel amigo da Comic House, em que estamos concedendo para você um desconto de 25%, ou seja, você deixa de pagar R$ 79,90 para pagar R$ 60,00 e ainda recebe frete grátis na compra de seu exemplar.

 

 

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sexta-feira, 2 de abril de 2021

A incrível história de vida das mulheres no cangaço


 

No episódio 26, de nosso canal no YouTube foi realizado um paralelo entre a HQ "Carniça vol 1" de autoria do quadrinista, Shiko, e o contexto histórico da participação das mulheres no cangaço. Entretanto, ao final do episódio, foi informado que iriamos produzir mais um vídeo, porém desta vez abordando "As mulheres e o cangaço" de forma mais histórica. E como promessa é dívida, chegou o momento de você conferir este novo vídeo produzido especialmente para vocês. Cliquem no play e confiram ao episódio.



Caso não visualize o vídeo, basta clicar no link https://www.youtube.com/watch?v=nXJp-v5pnxY, em seguida assistir!

sábado, 13 de março de 2021

Carniça - O cangaço feminino na nova HQ de Shiko



O movimento do cangaço muitas vezes é lembrado pelas figuras masculinas, mas a presença feminina foi atuante e marcante ao movimento.

No episódio de hoje, você irá conhecer a história do cangaço feminino por meio da nova HQ de Shiko, "Carniça e a blindagem mística" e testemunhar seus dramas e dilemas em mundo cercado pelo medo, bravura e perseguições constantes.


Caso não visualize o vídeo, basta clicar no link https://youtu.be/WiQpda_BUPY, em seguida assistir!