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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

O estranho mundo de Junji Ito

Um pouco sobre a história e a carreira desse que é um dos grandes nomes do terror japonês

Reprodução (Imagem retirada do site: https://br.ign.com/manga/105701/feature/nao-acho-possivel-desenhar
-horror-sem-negatividade-diz-junji-ito-em-entrevista-ao-ign-brasil-leia )

Um fenômeno que acho bem curioso do terror é que, de tempos em tempos, um autor consegue furar a bolha e ser alçado a categoria de ícone pop. Stephen King conseguiu fazer isso. Lovecraft, ainda que de maneira póstuma, também.

Esse fenômeno, claro, não é algo restrito apenas à literatura. O cinema também experiencia isso, como fica evidente em nomes como o do diretor Robert Eggers ou da produtora A24, assim como os videogames (ainda que quase sempre negativamente, com polêmicas e repercussões negativas devido à violência e outros fatores), os quadrinhos e, por extensão, também os mangás.

No caso dos mangás, o terror tem uma tradição bem fascinante, visto que, não tendo sofrido uma perseguição tão intensa quanto os comics norte-americanos, o gênero conseguiu se desenvolver a pleno vapor, seja na exploração de temas e estilos, seja adotando movimentos, como o ero-guro. Essa liberdade vai produzir nomes de peso, como o do grande Shigeru Mizuki, Go Nagai, Hideshi Hino, Shintaro Kago, Kazuo Umezu e tantos outros nomes que poderia facilmente dedicar este artigo inteiro apenas na listagem.

Da esquerda para a direita: Shigeru Mizuki, Kazuo Umezu, Hideshi Hino

Contudo, por mais importantes que esses nomes possam ser para a história do mangá e, mais especificamente, para a história do mangá de terror, eles permanecem, em sua maioria, “apenas” como nomes importantes da indústria. Veja bem, não quero aqui diminuir a importância de nenhum deles, muito menos menosprezar as obras de arte que produziram. O que quero dizer é que, por mais importantes que sejam, nenhum deles conseguiu alcançar o status de ícone pop como o autor de que pretendo falar hoje.

Seu nome? Junji Ito.

Nascido em 31 de Julho de 1963, Ito teve contato com o universo do terror desde muito cedo, em parte por influência das irmãs mais velhas, que liam para eles muitos dos mangás que elas já haviam lido (isso numa época em que o autor ainda era bastante jovem, segundo ele mesmo na casa dos seus 4-5 anos). Nessa troca, Ito vai começar a se deparar com nomes como Kazuo Umezu e Shinichi Koga, autores veteranos que vão ser uma forte influência em suas obras futuras.

Além das irmãs, algumas experiências de vida também foram de extrema importância para seu fascínio pelo gênero. Dentre elas, duas que são quase sempre citadas em suas entrevistas e bibliografias são suas memórias da casa onde cresceu. Situada no interior do Japão, a casa possuía um banheiro separado, de modo que, para ir até ele, era preciso atravessar um longo corredor. Por mais que esse processo fosse algo quiçá tranquilo durante o dia, era a noite que a situação mudava de figura, com o corredor sendo tomado por grilos e aranhas que, ao lado das sombras e da música que a noite traz consigo, marcaram essa experiência para o mangaká.


Reprodução de https://jovemnerd.com.br/noticias/animes-e-mangas/junji-ito-5-mangas-para-conhecer

Outro ponto extremamente importante em sua formação como autor de terror está na sua cidade natal. A cidadezinha, próxima de Nagano, se tornou uma inspiração devido à natureza labiríntica de suas ruelas e vielas, ou, como o próprio autor viria a declarar:

“havia várias ruas estreitas entre os prédios, o que dava ao lugar a aparência de um labirinto. Eu costumava brincar de esconde-esconde nelas, ou então em prédios assustadores que haviam sido hospitais no passado. Acho que muito disso se refleteno meus trabalhos.” (Japan Society of Boston, 2023, tradução nossa)

Porém, por mais marcantes que tenham sido suas experiências iniciais, e apesar de sua paixão pelo desenho, o mesmo se manteria como um hobby por um bom tempo, visto que Ito viria a adentrar uma carreira bem diferente, se formando como técnico em odontologia.  A atuação como mangaká só viria em 1987, quando enviou uma história para a Monthly Halloween, onde ganhou a menção honrosa no Kazuo Umezu Prize, sendo avaliado por um de seus grandes ídolos, o próprio Kazuo Umezu.

Esse primeiro trabalho, mais tarde, viraria a ser serializado e se tornaria uma das obras mais famosas de Ito: Tomie. Mas vamos por partes sim?

Apesar desse reconhecimento inicial e de uma produção constante, Ito continuou a atuar como técnico, balanceando o trabalho na área de saúde com sua arte até 1990 quando, cansado da rotina dupla, decidiu se dedicar em definitivo ao mundo do mangá. Ainda assim, mesmo hoje o autor carrega muito do que aprendeu em sua época na área de saúde, seja no estudo de anatomia, seja na utilização de técnicas de odonto para adaptar seus lápis e pincéis para gerar os efeitos que ele quer no papel.

Um aspecto bastante curioso na produção de Junji Ito está na preferência do autor por histórias curtas. Enquanto autores como Shigeru Mizuki produziram séries como Ge Ge no Kitarou, por exemplo, a produção de Ito se caracteriza por ir no caminho contrário. Muito disso ocorre porque, como o próprio autor comenta, ele prefere o formato da história curta, visto que ela consegue conter e segurar melhor as peculiaridades do terror (algo que, como autor, eu tendo a concordar bastante). Contudo, não podemos descartar também outros fatores associados ao seu trabalho, como o pontapé inicial de seu processo, que sempre começa com uma ideia visual que ele vai desenvolver em formato de história, assim como o fato de Ito geralmente trabalhar sozinho, e ter uma arte detalhada ao ponto de uma página levar de 8 a 9 horas para ser concluída.

Cena de Uzumaki, de Junji Ito

Não que isso seja uma surpresa. Afinal, dono de um traço bem particular, o mangaká usa e abusa de detalhes em sua arte, trabalhando com texturas e sombras que dão volume, forma e até mesmo consistência aos seus horrores. Aqui, também é importante salientar o domínio que ele tem de sua mídia, visto que sabe usar como ninguém o contraste de preto-e-branco do mangá para criar ambientações e atmosferas bem desconfortáveis e opressivas – uma parte vital de sua obra, diga-se de passagem.

Da mesma forma, esse hiper detalhismo também é uma idiossincrasia do autor, visto que ele sofre daquilo que chama de “fobia do espaço em branco”, sentindo a necessidade de preencher sua arte, e a página, com o máximo de detalhes possível.

Como resultado, os mangás de Junji Ito nos entregam cenas e situações que, apesar de grotescas, tem uma forte carga de realismo, o que ajuda o leitor a entrar de cabeça na história que o mangaká se propõe a contar, uma vez que, por apresentar algo tão real, ele consegue suspender, ainda que momentaneamente, o senso de absurdo e surrealismo que suas histórias muitas vezes trazem.

Perceba que todos esses fatores casam maravilhosamente bem com o formato de história curta, mas isso não significa que Ito nunca tenha se aventurado em narrativas mais longas. De fato, muitos de seus trabalhos mais conhecidos, como Tommie, Gyo e Uzumaki, são séries, com as duas últimas surgindo entre o final dos 1990 e começo dos 2000. Ainda assim, esse está longe de ser seu formato preferido, de modo que são os contos sua verdadeira identificação.

Capas de edições nacionais de algumas das obras de Junji Ito: Tomie, Gyo e Uzumaki

Agora, diante de tudo isso, fica a pergunta: como um autor japonês, com um traço tão específico e um pendor tão forte para o grotesco, conseguiu ser alçado à condição de ídolo pop?

Bem, já falei em algumas ocasiões sobre como o terror é um gênero que consegue, como poucos outros, trabalhar e dar forma aos medos e ansiedades de um povo e de sua época. Assim, por mais que muitas vezes não consigamos falar ou identificar as sensações que estão lá, a ficção de terror surge para suprir essa lacuna. Se no período vitoriano os ingleses tinham medo do grande afluxo de estrangeiros que vinham para o Império, era quase que natural que um Drácula, um estrangeiro que vem para destruir o modo de vida britânico ao adotar seus costumes e normas, surgisse. Numa época em que a ciência e tecnologia surgiam e mudavam a visão de mundo, e do próprio homem e seu papel no universo, nada mais natural que os horrores cósmicos, e extremamente materialista, de H.P.Lovecraft ganhassem forma e se desenvolvessem. Numa época em que nosso país sofria com a violência e repressão de um sistema político,  moral e religioso,  Zé do Caixão apareceu vagando por uma cidadezinha do interior, trazendo consigo doses cavalares de violência e brutalidade para expor nossos terrores e tabus diante de nossos olhos que não queriam acreditar.

E é exatamente nesse ponto que a obra de Junji Ito encontra seu ponto de conexão conosco. Por mais que se aventure nos terrenos do body horror e do horror cósmico, as histórias que o mangaká conta versam sobre questões bem humanas, explorando temas como os riscos da obsessão, do narcisismo extremado, da violência da guerra, e tudo isso embalado em um involucro tão grosteco e surreal que, mais do que se equiparar com nossos tempos, nos choca a ponto de nos tirar do automático e parar para perceber o mal estar nosso de cada dia que espreita por trás de nossa sociedade e suas relações.

E é ao oferecer essa visão do horror que tantas vezes deixamos passar que acredito que a obra de Junji Ito adquire sua força, ressoando de modo global com seu público.


***********


P.S: Ficou curioso para conhecer mais sobre Junji Ito? Bem, além das referências que deixei abaixo, você pode aproveitar para visitar a Comic House (presencial ou virtualmente) e adicionar alguns dos volumes do mestre do terror na sua coleção. Garanto que será uma experiência única.

Só cuidado com o que você pode encontrar...

Loja da Comic House

Perfil do Instagram da Comic House

 

Referências:

 

https://www.galeriadameianoite.com.br/post/shigeru-mizuki-e-a-influência-dos-quadrinhos-de-terror-norte-americanos

https://www.galeriadameianoite.com.br/post/a-versão-de-shigeru-mizuki-para-o-horror-de-dunwich

https://www.galeriadameianoite.com.br/post/os-peixes-de-gyokoo-e-a-criação-do-efeito-de-estranheza-em-uma-obra

https://br.ign.com/manga/105701/feature/nao-acho-possivel-desenhar-horror-sem-negatividade-diz-junji-ito-em-entrevista-ao-ign-brasil-leia

https://www.instagram.com/p/DeNKIt0mKWS/?utm_source=ig_web_copy_link&dlrf=MzRlODBiNWFlZA==&srtk=MzRlODBiNWFlZA==

https://www.japansocietyboston.org/post/junji-ito

https://www.youtube.com/watch?v=cGlXQg6JnaI&t=6s




segunda-feira, 23 de março de 2015

Mangás com desconto progressivo na Comic House

 



Promoção até dia 25/03/15

Lobo Solitário #3, #4, #5, #6, #9, #10, #11 e #12 – R$ 12,90 cada
Sunkarea #1, #2 – R$ 11,90 cada
Beelzebud #7 e #9 – R$ 10,90 cada
Reborn! G # 6 – R$ 10,90
Triage X #6 – R$ 10,90
Blood Lad #5 e #7 – R$ 10,90 cada
Ga-Rei #10 e # 11 – R$ 10,90 cada
Claymore # 22 e # 24 – R$ 10,90 cada
Freezing #7, # 15, #17, # 21 – R$ 12,90 cada
The Gentleman Alliance #5, #7, #8, #10 – R$ 10,90 cada
Kekkaishi #6, #11 e #17 – R$ 10,90 cada
Toriko #3, #4 e #5 – R$ 10,90 cada
Deadman Wonderland #7 e #12 – R$ 10,90 cada
Kimi Ni Todoke #8, #18, #21, #22 – R$ 11,90 cada
Ataque dos Titãs #7, #8 – R$ 10,90 cada
Old Boy #3, #5, #7 e #8 – R$ 10,90 cada
07 Ghost #6 e 10 – R$ 10,90 cada
Sora No Otoshisimono #6 – R$ 10,90
Tempest – R$ 13,90
Doubt #1 e #2 – R$ 13,90 cada
Gate 7 #2 – R$ 12,90
Hitman #1, #2 e #3 – R$ 13,90 cada
Mar #12 – R$ 10,90
Black Bird #14 – R$ 9,90
Honey & Clover #7 e # 8 – R$ 9,90
Air Gear #13, #14, # 19, #20, #21 e #23 – R$ 10,90 cada
Trigun Maximum #6, #7, #10, #11 e # 12 – R$ 10,90
Megaman #2, #3, #4 e #5 – R$ 5,90
Hellsing #5 e #6 – R$ 5,90
Blue Dragon #1 – R$ 10,90
Princess Ai Rumores de outro mundo – R$ 9,99
Kill Dong #4 – R$ 10,90
Samurai Executor # 5 e #7 – R$ 14,90
CryFreeman #3 e #6 – R$ 9,50
Nightmare Make #2 – R$ 12,90
Dangu #6 e #9 – R$ 12,90
Eden #4, #6, #7, #8, #9 e #10 – R$ 4,00
Fairy Tail #22, #23, #29, #36 e #40 – R$ 11,90
Hiraku No Go #7, #8, #10, #15, #16, #17, #18, #21 e #22 – R$ 10,90
Bastard #15, #17, #19, #20, #21, #22 e #23 – R$ 10,90
Nana #4, #11, #12, #13, #14, #15 – R$ 10,90
Blue Exorcist #8 – R$ 10,90
O mito de Arata #4 – R$ 10,90
Ranma ½ #23, #24 e #29 – R$ 10,90
Peach Girl #5, #8, #13, #16, #17, #20, #21, #24 e #25 – R$ 5,50
Marmalade Boy #6 e #7 – R$ 10,90
Futari #3, #4, #5, #6 e #8 – R$ 5,90
Tarot Café #5 e #6 – R$ 10,00
O Tigre e o Dragão #7 – R$ 10,90
Tokyo Summer of the Dead #1 e #2 – R$ 10,90
Sunadokei #6 – R$ 9,90
Galism #2 – R$ 9,90
Paradise Kiss #4 - R$ 9,90
Kare Frist Love #10 – R$ 9,90
RG Veda 3 – R$ 10,90
Otomen #4 e #6 – R$ 9,90
Destino Cativo #4 – R$ 9,90
KareKano #4 – R$ 9,90
Brave #10 #5 – R$ 9,90
Astral Project 4 – R$ 10,90
Full Metal Sigma #1 e #6 – R$ 9,90
Eureka Seven #5 – R$ 9,90
Princess Princess #3 – R$ 9,90
Sugar Sugar Rune #4 – R$ 9,90
Assassination Classroom #3 e #4 – R$ 11,90
Cavaleiros do Zodíaco Next Dimension 4 – R$ 14,90
One Piece #9, #22, #26, #31, #34, #41, #47 e #48 – R$ 10,90
Love Hina(nova impressão) #1, #6, #7 e #8 – R$ 14,90
Bakuman #5, #7, #9 e #16 – R$ 10,90
Nura #2, #6, #8, #12, #13 e #18 – R$ 11,90
Guerreiras Mágicas(nova impressão) #1, #3, #4, #5 e 6 – R$ 16,90
Pokemon Black & White #1 – R$ 6,90
Highschool of the Dead # 3 e #4 – R$ 24,90
Yu Yu Hakusho(nova impressão) #1 e #3 – R$ 14,90
O senhor dos Espinhos #5 – R$ 12,90
Espírito de Culpa – R$ 13,90
Tom Sawyer – R$ 23,90
Dragon Ball #21, #21 e #33 – R$ 10,90
Vampire Knight #17 – R$ 10,50
O Homem de Várias Faces #1 e #2 – R$ 14,00(total)
Hush, Hush – R$ 19,90

terça-feira, 7 de maio de 2013

Pré-Venda: Love Hina, de Ken Akamatsu



Love Hina, de Ken Akamatsu, é a novidade da Editora JBC deste mês. Publicado originalmente pela Kodansha em 1998, o mangá foi um grande sucesso, atingindo a marca de 6 milhões de exemplares vendidos.
Em seu tom descontraído e muito divertido, Akamatsu apresenta ao leitor as peripécias, amorosas e acadêmicas, de Keitarô Urashima, um jovem japonês de 19 anos.

O mangá já foi publicado pela Editora JBC em 2005. Porém, devido ao grande número de pedidos, será lançado em nova versão que seguirá o formato tankobon, idêntico ao original japonês, e será impresso em papel off-set. A nova edição também receberá uma nova tradução e adaptação.

Com o novo formato, a série terá 14 volumes, mesmo número da publicação japonesa.

Ken Akamatsu começou sua carreira escrevendo fanzines (revistas feitas por fãs), ainda na faculdade de literatura. Mantendo seu tom despojado e brincalhão, Akamatsu adquiriu o costume de satirizar personagens famosos, sempre parodiando cenas clássicas de mangá.

Em 1993 o autor ganhou o prêmio Novos Talentos da Shonen Magazine e em 1998 publicou Love Hina, sua obra de maior sucesso. Outra obra importante deste autor foi Negima!, lançada em 2003 e publicada na íntegra pela Editora JBC.

Akamatsu é um autor ativo, sempre discutindo e propondo novas formas de publicação de mangás, como seu site J-Comi.

Love Hina,
Autor: Ken Akamatsu 
Formato tankobon, em papel off-set, algumas páginas coloridas,
Preço R$14,50 



Quer adquirir a sua? Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656
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Av. Nego, 255, Tambaú (João Pessoa-PB)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pré-Venda: Death Note – Black Edition, de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata





A obra de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata foi um fenômeno de vendas no Japão e acabou estourando no mundo, virando sucesso instantâneo na Alemanha, França, Itália, EUA, entre outros países. A série foi publicada no Brasil em tankobon pela Editora JBC em 2007, caiu nas graças do público, e agora volta em um formato inédito que agradará aos fãs e também a quem nunca leu esse mangá. 

A publicação de Black Edition vem para contemplar um segmento pouco explorado do mercado nacional de mangás: os colecionadores. Por isso esta edição mais do que especial será lançada em livrarias e lojas especializadas.

Em seis edições de luxo que compreendem dois tankobons em cada volume, com média de 450 páginas, Death Note BE virá com oito páginas coloridas no começo da edição, papel especial, capa envernizada e acabamento diferenciado, além de revisão da tradução. Tudo isso faz de Black Edition um item indispensável a qualquer coleção. 

A previsão é que Death Note – Black Edition chegue às livrarias e lojas especializadas ainda no primeiro semestre, em formato de luxo, papel especial, 8 páginas coloridas, ao preço de R$39,90 e periodicidade mensal. 
 
Imagem meramente ilustrativa, pois refere-se a edição estrangeira





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terça-feira, 26 de abril de 2011

[1] Dorothea, de Cuvie



Caça às Bruxas
Volume 1

A história se passa num período não identificado da Idade Média, provavelmente entre os séculos XV e XVI, em Nauders, uma vila da Germânia. Conta a história de uma "criança branca", pagã ou uma bruxa herege, como preferem os bons cristãos da época. Suas características são claramente albinas: pele alva, cabelos brancos, olhos vermelhos como o sangue. O que é tido como marca da boa sorte no vilarejo e pelas crenças anteriores ao catolicismo, agora é visto como a marca do demônio.


Dorothea é uma "criança branca" predestinada a grandes feitos. O principal deles é garantir a segurança de Nauders, bem como de outros iguais a ela. Ela foi criada e treinada para isso, como uma futura "sacerdotisa da espada", e torna-se uma guerreira melhor que muitos homens. Tanto que, quando a "Casa dos Brancos" em que vive é atacada por mercenários, que pretendem saquear o lugar sem culpa (por ser uma "casa de hereges"), Dorothea lida muito bem com a situação.

As ditas bruxas não parecem possuir poderes especiais. O único mencionado no mangá é uma possível habilidade de predizer o futuro, coisa da qual Dorothea não é capaz. No entanto, seu destino e sua vontade de ferro a empurram para fora de Nauders, para um mundo que a odeia e a teme, a fim de conquistar a segurança para sua vila e seu país. Ainda bem que a garota maneja uma espada melhor do que qualquer homem. Com isso, possuir poderes e magias não será necessário.


Dorothea é uma série composta por seis volumes e sua autora, conhecida pela produção de hentais, assina simplesmente como Cuvie. O mangá trata de uma história de guerra e mostra tanto os prejuízos causados  pelo preconceito em relação àqueles que são diferentes quanto coloca homens e mulheres em pé de igualdade. Afinal, temos uma Sybilla que parece entender muito bem os joguetes políticos e uma protagonista forte de corpo e de espírito, que lutará lado a lado com homens e mostra-se até melhor do que alguns deles.

Dorothea, de Cuvie
Caça às Bruxas (Parte 1)

Título original: Dorothea - Majyo no Tettsui - volume 1
Publicado pela Panini Comics/Planet Mangá em 2011
Brochura, 13 x 18 cm
178 páginas em preto e branco
R$ 9,90

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Comic House quadrinhos que não estão no gibi

segunda-feira, 25 de abril de 2011

[1] Code Geass, de Majiko

A Rebelião de Lelouch
Volume 1

Estamos no ano 2010 do calendário imperial. O Sagrado Império da Britannia declarou guerra ao Japão e venceu dentro de poucos meses, deixando o país devastado e tomando sua identidade. Agora, o lugar é conhecido como Área Eleven (Onze, em inglês), e os japoneses também não carregam mais o adjetivo pátrio, sendo conhecidos apenas como Eleven. Eles perderam a liberdade, os direitos e até mesmo o reconhecimento como seres humanos, já que são tidos (e tratados) como uma raça inferior pelos Britannianos.
Lelouch é um Britanniano, estudante de uma escola mista, para Britannianos e Elevens, carrega sua linhagem em segredo: é filho do Imperador da Britannia, está na linha de sucessão ao trono. No entanto, ele e a irmã e a mãe serviram de peões para os nobres no passado, portanto Lelouch prefere manter sua identidade em sigilo.

O rapaz presencia um acidente com um avião militar e tenta ajudar, mas acaba colocando em risco tanto sua vida quanto a do amigo Suzaku. Ele consegue fugir dos militares por um certo tempo, mas a única coisa que impede sua morte é o poder que ganha, decorrente de um estranho pacto que faz com a garota que estava sendo transportada como carga no avião. Lelouch não tem idéia do que seja o poder ou de como usá-lo corretamente, muito menos de quem é a garota a quem deve a vida (e um favor), mas tem uma certeza do objetivo que dará ao novo poder: destruir o Império da Britannia. Com isso em mente, ele parte em busca de seus próprios peões, para dar início a sua revolução.
A história original de Code Geass é de Ichirou Ohkouchi e Goro Tanaguchi. Foi transformado em mangá pela mangaká Majiko e seus assistentes, Nagao e Ueda, e possui oito volumes. Posteriormente, foi feito também o anime da série. Há mais três adaptações de Code Geass, cada uma contanto uma história alternativa diferente.


Code Geass, de Majiko
A Rebelião de Lelouch (Parte 1)
Título original: Code Geass - Lelouch of the Rebellion volume 1
Publicado pela JBC em 2011
Brochura, 13,7 x 20,5 cm
205 páginas em preto e branco
R$ 10,90

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

[2] Spicy Pink, de Wataru Yoshizumi

Neste segundo e último volume de Spicy Pink, Sakura Endou, uma mangaká de 26 anos, está namorando o cirurgião plástico Koreeda. O namoro começou como um acordo entre os dois, como visto no primeiro volume da série. Quando o relacionamento dos dois parece estar engatando, surge um fantasma do passado. Natsuko, a ex-namorada de Koreeda, resolve que quer o cirurgião de volta. Sakura, que acreditava que a mulher estava morta, se vê cheia de ciúmes.

Clique aqui para ver a resenha de Spicy Pink, volume 1

Tanto o trabalho de Sakura quanto o de Koreeda começam a exigir mais dos profissionais e eles passam a se ver menos.O sumiço do namorado aliado à presença de Natsuko fazem com que Sakura perca um pouco a cabeça. O mesmo vale para Koreeda que, além dos desencontros, sente ciúmes do ex-namorado de colégio da mangaká e de um escritor que virou parceiro constante da moça, já que estão produzindo juntos uma adaptação de livro para mangá.

Natsuko, no entanto, tem uma história, um motivo para procurar Koreeda, que diverge do simples sentimento de possessividade por terem um passado juntos. Os segredos mantidos no relacionamento e os sentimentos não revelados podem colocar as coisas em cheque. O mesmo vale para Misono, amiga de Sakura e também mangaká, que está em seu primeiro namoro sério e precisa aprender a abrir mão de certas coisas e conversar com seu noivo.

Apesar dos temas sérios, a história é repleta de humor e certas situações que deveriam ser tensas, como propostas indecentes tanto no lado pessoal quanto no profissional, são apresentadas de forma cômica, para contrabalançar eventos mais pesados, como violência doméstica, apresentados neste volume.

Spicy Pink, de Wataru Yoshizumi
Parte 2 (final)

Título original: Spicy Pink
Publicado pela Panini/Planet Mangá em 2010
Brochura, 13,7 x 20 cm
202 páginas em preto e branco
R$ 9,90

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Bem-vindo à N.H.K.!, de Tatsuhiro Takimoto e Kendi Oiwa

O mangá Bem-vindo à N.H.K.! explora com humor um fenômeno social do Japão, os hikikomori, pessoas jovens que se retiram do convívio social, isolando-se completamente. É o caso de Tatsuhiro Sato, um jovem de 21 que trancou a universidade e vive trancado em casa, alternando entre o impulso de ir às ruas e arrumar um emprego e um comportamento suicida. Acidentalmente, ele conhece Misaki Nakahara, uma garota que afirma poder ajudá-lo a deixar de ser um hikikomori.
Confuso, assustado e neurótico, Sato decide que a culpa de ter se isolado não é sua, mas da N.H.K., a rede de televisão Nippon Hōsō Kyōkai. Sato "descobre" que a sigla, na verdade significa Nippon Hikikomori Kyokai (algo como "Sociedade Japonesa dos Hikikomori") e que a organização quer que os jovens japoneses se isolem e vivam em função da TV e da internet.
Em meio a esta paranóia, Sato descobre que seu irritante vizinho de baixo é um ex-colega de escola, Yamazaki Kaoru, viciado em pornografia e, apesar de esquisito, um dos personagens mais consistentes. Juntos, decidem montar um erogen, jogo de computador (ou video-game) erótico, e assim deixarem de ser hikikomori e ganharem algum dinheiro.
Oscilando entre o universo de hentai (pornogafia), paranóias e vontade de se tornar uma pessoa sociável novamente, Sato mostra outros sub-temas japoneses, como otaku (fã obcecado por algum assunto), lolicon (complexo de lolita - ou pedofilia) e suicídio na internet. Apesar de apresentar alguma nudez, Bem-vindo à N.H.K.! não tem grande carga de sensualidade, sendo o indício de romance inocente, inclusive.

Bem-vindo à N.H.K.!, de Tatsuhiro Takimoto e Kendi Oiwa
Título original: NHK ni Youkoso!
Publicado pela Panini/Planet Mangá  em 2010
Brochura, 13,7 x 20 cm
194 páginas em preto e branco
R$ 9,90


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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Otomental, de Mayumi Yokoyama

A Obsessão de Otome
Parte 2 de 2

Para ler a resenha da primeira parte, clique aqui. 

Otome termina o primeiro volume de Otomental dividida entre dois amores, com direito a ser perseguida pela ex-namorada psicopata de Toyo e tudo. Misao, eternamente apaixonada por Toyo, usará Tokio, o amigo de infância de Otome, o máximo que puder. Até que as duas garotas precisam se juntar, para impedir que o banshou da escola seja espancado por uma gangue de outra escola. A confusão entre gangues acaba fazendo com que cada um dos adolescentes enxergue o caminho que deve seguir.
A segunda metade deste volume trás duas histórias independentes. A primeira, O Rapaz ao Meu Lado, narra a vida dos adolescentes Satomi e Satoshi. Melhores amigos, mas que vivem numa disputa eterna sobre quem é o melhor, o mais rápido ou mesmo quem tem o pior machucado. Ambos entram numa disputa para ver quem consegue primeiro uma companhia para passar o Natal. O que nenhum deles sabe é que estão dispensando a melhor companhia possível e entrarão numa fria, cada um a seu jeito.
A última história, Colégio Santa Liberdade, se passa no colégio Santa Liberdade. Riko Kamiya pede transferência para lá, depois de ter estudado a vida inteira em colégios extremamente rígidos, quer experimentar um pouco da liberdade que o colégio diz dar aos alunos. Logo é chamada para participar do grêmio estudantil e, como presidente, descobre situações perigosas e até mesmo ilegais ocorrendo nas dependências da escola. Sua primeira atitude é tentar ordenar tudo. Será que ela conseguirá?


Otomental - A Obsessão de Otome, de Mayumi Yokoyama
Parte 2 de 2
Título original: Otomental
Publicado pela Panini/Planet Mangá  em 2010
Brochura, 13,7 x 20 cm
192 páginas em preto e branco
R$ 9,90

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Paraíso, de Suehiro Maruo

O Sorriso do Vampiro

Suehiro Maruo conheceu as artes logo cedo, apesar de ter tido uma infância pobre. Aproveitava as poucas idas à escola para desenhar e se tornou obcecado pela estética do Japão e da Alemanha das décadas de 1920 e 1930. Passou uma breve temporada preso, por roubar discos de rock, na década de 1970. Aproveitou esse tempo para desenvolver sua própria técnica e sua visão de mundo. Iniciou sua carreira de desenhista após largar o segundo grau e começou criando para revistas eróticas. Logo foi reconhecido, chegou a desenhar capas para discos e, em cerca de 20 anos, publicou quase 30 livros. Paraíso - O Sorriso do Vampiro é um deles.
Os personagens são envoltos em mistério até mais da metade do livro, mesmo que as primeiras páginas já nomeiem cada um deles, o que serve muito bem à narrativa. Paraíso mistura o mítico vampiro à desaparecimentos e mortes inexplicáveis e às depravações da aristocracia, que promove festas luxuriosas. Até aí não há grande diferença nos elementos relacionados aos vampiros: crimes e sexo. A apresentação que Maruo dá a isso tudo é que inova as lendas dos vampiros.
As depravações de certos personagens parecem não conhecer limites. E nem ao menos se limitam ao âmbito sexual, mas se distribuem pelas mais diversas compulsões. Essa é a forma que Suehiro Maruo encontrou para registrar a crueza humana e mostrar o caos, fazendo de Paraíso tanto uma exposição de coisas inimagináveis quanto uma busca por respostas, tanto por parte dos humanos quanto dos vampiros. Makoto Tachibana busca sua irmã desaparecida e tenta justificar o comportamento anormal da mãe, que parece buscar a paz de espírito. Konosure Mori, junto à sua companheira Runa, quer encontrar seu caminho na existência como um ser imortal. Eles acreditam no mito da juventude eterna, sem saber se é ou não é verdade. E, dentre aqueles que procuram respostas, há quem busque vingança ou apenas prazer carnal.

Paraíso - O Sorriso do Vampiro, de Suehiro Maruo
Título original: Haraiso Warau Kyuketsuki 2
Publicado pela Conrad em 2006
Brochura, 16 x 23 cm
288 páginas em preto e branco
R$ 37,00

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Hetalia Axis Powers, de Hidekaz Himaruya

Hetalia apresenta uma proposta bem diferente de mangá. Seus personagens são países (europeus e asiáticos em sua maioria) personificados. Himaruya conta que teve essa idéia em Nova York, quando encontrou um texto que fazia piada com as características de vários países. Pensou então em criar personagens que fossem os tais países e carregassem as características como parte de suas personalidades.

Primeira página do prólogo de Hetalia.
O mangá apresenta diversas pequenas histórias, que supostamente se passariam na época da Segunda Guerra Mundial. No entanto alguns eventos ocorrem em épocas diferentes, como que explicativos. A leitura é bem parecida com a dos mangás, mas têm uma peculiaridade: na maior parte das histórias, lê-se em colunas, não em linhas. É bem fácil discernir. As sarjetas que separam as colunas são bem maiores quando as histórias seguem este formato.

Era uma vez um homem de força lendária. Ele foi criado para ser mais poderoso do que Alemanha e Inglaterra. 
Mas... Algo deu errado.
Esta é a história de Hetalia e seus encantadores amigos do mundo inteiro.

Este é o texto da  página introdutória do mangá, que antecede o prólogo, colorido. O resto do álbum, em preto e branco, narra os conflitos mundiais como uma grande discussão entre amigos-inimigos, pessoas que se xingam, discutem e discordam, mas parecem não serem capazes de viver um sem o outro.

No final do mangá, é apresentado um pequeno resumo da primeira guerra e do Império Romano, com informações acuradas sobre os acontecimentos, já que são tratados de forma humorística como rixas pessoais na história.
Em japonês, Hetare significa inútil. Itália é retratado como um cara medroso, carente, guloso, viciado em macarrão (pasta) e bastante hábil na paquera, daí o título do mangá. Por vezes, os personagens são apresentados em versão "chibi" (pequenos), especialmente para tratar de quando eles eram "crianças" ou para mostrar sua dependência em relação a outros países.

Hetalia Axis Powers, de Hidekaz Himaruya
Volume 1
Título original: Hetaria Akushisu Pawāzu
Publicado pela NewPOP em 2010
Brochura, 15 x 21 cm
144 páginas em preto e branco (prefácio colorido)
R$ 19,90

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