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quarta-feira, 29 de junho de 2016

John Constantine, Hellblazer – Cidade dos Demônios


A magia está no sangue de John Constantine. Literalmente. Graças a uma infusão recebida de Nergal há muitos anos, há um poder sombrio misturado com todo o álcool e a nicotina que correm pelas veias do feiticeiro urbano de Londres. Isso já salvou o couro dele algumas vezes, mas também o colocou em encrencas outras tantas. Porém, onde quer que exista poder, haverá alguém para tentar tirar proveito dele. E, enquanto Constantine tem a manha da magia – além de ser um casca-grossa – pra manter o sangue do demônio em xeque, algumas gotas nas veias da pessoa errada podem criar um monstro. Ou uma cidade cheia deles! E basta apenas um acidente pra arremessar John em uma terrível conspiração que pode transformar Londres em uma filial do Inferno! História completa! De Si Spencer (Books of Magick: Life During Wartime) e Sean Murphy (Vampiro Americano: Seleção Natural e Joe, o Bárbaro).  

E ainda: uma história curta escrita e desenhada pelo genial Dave Gibbons (Watchmen).

Título: John Constantine, Hellblazer – Cidade dos Demônios
Autor:Si Spencer & Sean Murphy
Páginas: 132 • Formato: 17 x 26cm •
Acabamento: capa cartonada •
R$ 20,00
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terça-feira, 28 de junho de 2016

John Constantine, Hellblazer – Infernal Vol. 1: Hábitos Perigosos, de Garth Ennis



Depois de sobreviver a confrontos com demônios, elementais, membros de seitas e assassinos em série, John Constantine finalmente encontrou um inimigo do qual não consegue fugir e a quem não consegue enganar: o próprio corpo.

Décadas de fumo cobraram o preço inevitável e os pulmões torturados de John sucumbiram à malignidade. O diagnóstico é claro e inescapável: terminal, câncer não tratável. O maior mago do mundo tem, no máximo, mais dois meses de vida antes que seu corpo ceda. E ele sabe exatamente o que vai acontecer quando chegar a hora. O governante do Inferno tem planos muito especiais para a alma de Constantine… e a eternidade pode não ser tempo suficiente para que ele consiga infligir todo o tormento que pretende.

Esta coleção segue os passos de Origens e marca um novo ciclo na republicação da série John Constantine, Hellblazer. Batizada de Infernal, ela reunirá a celebrada fase de Garth Ennis nos roteiros de Constantine. GARTH ENNIS (Preacher), WILLIAM SIMPSON (2000AD), MARK PANNINGTON (Elektra: Reinado Sombrio), entre outros, são os responsáveis por essas aventuras que marcaram época.

Título: John Constantine, Hellblazer – Infernal Vol. 1: Hábitos Perigosos
Autor: Garth Ennis
Autor: Wagner William
Páginas: 212 • Formato: 17 x 26cm •
Acabamento: capa cartonada •
R$ 24,90
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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Cuba - Minha Revolução, de Inverna Lockpez, Dean Haspiel e José Villarubia







Por Nina Sedova


Algumas dezenas de jovens desembarcam em solo cubano em busca de realizar uma revolução, após serem atacados, pouco mais que um punhado deles sobrevive... tempos depois, em 1º de janeiro de 1959, o exército rebelde marchava sobre Havana, protagonizando assim um dos maiores feitos da história recente do continente americano: um pequeno grupo de jovens inicia uma revolução que, após ganhar o apoio das massas cubanas, derrota um ditadura (apoiada pelos EUA) e subverte a ordem e o status quo no país.
Desde então, não sem motivos, a Revolução Cubana, seu atos prodigiosos e o regime que daí surgiu impressionou a todos, e gerou profundos debates e controvérsias. Cuba, então, tornou-se, na boca dos mais conservadores, o perigo comunista constantemente evocado para justificar suas posições (mesmo que isso consistisse na defesa de ditaduras). Por outro lado, entre os defensores do regime da Ilha, Cuba tornou-se uma espécie de paraíso, um lugar idílico, no qual o germe de uma sociedade comunista, justa e sem máculas principiava em nascer sob os auspícios dos discursos – com oito horas de duração – de Fidel.
No entanto, entre um extremo e outro, o que existe de verdade? Qual a natureza do regime castrista? Seriam os seus desertores traidores da revolução ou pessoas comuns fugindo de uma ditadura? Obviamente, as respostas a todas essas perguntas não são simples, precisam de explicações históricas e complexas, mas podemos encontrar algumas indicações (e provocações) a respeito disso no quadrinho “Cuba, minha revolução”.
O quadrinho tem um roteiro auto biográfico escrito por Inverna Lockpez(artista plástica cubana que vive exilada nos EUA. Uma breve biografia sua pode ser encontrada em http://www.invernalockpez.com/bio/index.htm) arte de Dean Haspiel e foi publicado pelo selo Vertigo em 2013, mas só chegou ao Brasil em 2014 com capa dura e um bom papel. Ao longo de pouco mais de 140 páginas acompanhamos a história de Sônia, uma jovem de classe média que se encanta com a Revolução e decidi dedicar sua vida a ajudar na construção de uma nova Cuba. O primeiro passo que Sônia dá nesse sentido é entrar na faculdade de medicina, a despeito de seu sonho de se tornar artista plástica, Sônia acredita que Cuba tem maior necessidade de médicos, e decidi sacrificar, mesmo que momentaneamente, seus interesses pessoais. Além disso, a jovem se alista numa espécie de milícia revolucionária onde recebe treinamento militar.
A partir de então se inicia uma relação de amor e ódio com a Revolução. Ao passo que Sônia acredita sinceramente na possibilidade de um novo país surgir sob a direção de Castro, uma série de contradições e problemas surgem no caminho. A Revolução passa longe de daquilo que foi idealizado por Sônia, e uma série de medidas autoritárias e burocráticas tomados pelo governo Castro conflitam com os princípios nos quais a jovem acredita.
A vida de Sônia, sua família e a defesa daquilo que ela acreditava ser a sua Revolução vão ficando cada dia mais difíceis: escassez de produtos de primeiro ordem, repressão, falta de liberdade de expressão, amigos presos, torturas, campos de trabalhos forçados para traidores e desertores da Revolução (estes podem ser dissidentes políticos ou apenas homossexuais) e uma longa lista de etc. A própria Sônia, em decorrência de um pequeno ato de insubordinação, amarga alguns duros meses na cadeia.
A decepção é inevitável, e a ruptura com o regime castrista também. A solução final, a fuga para os EUA, embora seja um clichê, não deixa de ser verdadeiro. E é exatamente no desfecho que encontramos o ponto mais baixo da história: a apresentação dos EUA como a “terra da liberdade”! Nada poderia soar mais falso, já que a própria história contada mostra que, ao menos em parte, os EUA são cumplices ou culpados pelas misérias do povo cubano. Seja apoiando ditaduras como a que precedeu o governo de Castro, seja ameaçando constantemente a ilha com invasões militares.
Apesar do final um tanto quanto hollywoodiano, o conjunto do quadrinho não é comprometido, e pode-se dizer que ele consegue construir um quadro complexo e realista da situação cubana sem cair em maniqueísmos ou simplismo, seja de um lado ou de outro.
Agora, um comentário sobre a arte: Dean Haspiel e José Villarrubia utilizam um recurso já bastante conhecido, com a história sendo contada toda em preto e branco, mas usando o vermelho para os elementos que o artista quer chamar a atenção, num estilo “A Lista de Schindler”. Um recurso que funcionou muito bem no quadrinho, pois consegue dar dramaticidade na medida certa, escapando de obviedades. O desenho de Haspiel é bom e convence, as cores de Villarrubia dão vida.
Em síntese, “Cuba: minha revolução” é uma boa história, não é ótima, mas é boa! Vale a pena ser lida, de 0 a 10, eu daria entre 6 e 7. E considerando que trata de assuntos e eventos tão marcados por produção panfletárias, a sugestão de leitura é ainda mais válida.



Título: Cuba Minha Revolução
Autores: Inverna Lockpez (roteiro), Dean Haspiel (arte) e José Villarubia (cores)
Formato: 17,5 x 23 cm
144 páginas
Capa Dura
R$ 48,00



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domingo, 23 de março de 2014

Os livros da magia – Edição definitiva, de Neil Gaiman, John Bolton, Scott Hampton, Charles Vess & Paul Johnson





Por Audaci Jr


Apesar de parecer um típico garoto de 13 anos, Timothy Hunter tem o potencial para se transformar no maior mago da Era Moderna.
Mas para escolher entre aceitar a sua poderosa sina ou dar as costas e viver como um mundano, Tim deve ser apresentado para a magia, mesmo não acreditando nela ou sendo alvo involuntário de quem a pratica, em especial uma irmandade denominada Chama Fria.
No intuito de proteger e, ao mesmo tempo, instruir o garoto sobre seu possível futuro, quatro dos maiores e mais misteriosos magos preparam uma jornada para demonstrar os perigos, o preço e as recompensas da magia.
Um jovem inglês de cabelos escuros, óculos e com uma coruja a tiracolo, com potencial para ser o maior bruxo de todos os tempos. As características pertencentes a Timothy Hunter poderiam muito bem se encaixar a Harry Potter, personagem criado pela britânica J.K. Rowling posteriormente à minissérie criada por Neil Gaiman, originalmente lançada entre os anos 1990 e 1991.
Para quem ainda acredita na polêmica, o próprio Gaiman já sentenciou o suposto plágio. “Eu disse a Rowling que achava que nós dois estávamos roubando de T.H. White (famoso escritor britânico da série Outrora e Futuro Rei): bem diretamente”, afirmou o criador de Sandman, em entrevista a revista January, em 2001.
Sobre o tema, Gaiman já rasgou roteiros por causa dessas coincidências, visto na introdução para a edição brasileira do Sandman # 32 (Editora Globo), o início do arco Um jogo de você. O motivo foi estar sintonizado involuntariamente com as ideias do romancista Jonathan Carroll, que o incentivou a continuar lembrando que todas as histórias já foram contadas e o mais importante é como cada escritor as abordará.
Independentemente da discussão de quem surgiu primeiro, a Panini publica a edição definitiva da minissérie que não só apresenta o protagonista adolescente, mas também vislumbra o universo mágico do Universo DC três anos antes da criação do selo Vertigo, emancipando personagens “para leitores maduros”.
De certa forma, é a “primeira” vez que a obra é produzida já compilada no Brasil. Tanto a Abril(que lançou a minissérie em 1991) quanto a Opera Graphica (que republicou o material em 2002) aproveitaram os encalhes das quatro edições e colocaram nas prateleiras (em 1992 e 2005, respectivamente) os encadernados das sobras das bancas e livrarias.
A ideia inicial da obra partiu da editora Karen Berger, que perguntou por telefone para Gaiman – o jovem escritor que já chamava atenção na época por causa de Sandman – se ele não gostaria de fazer um “quem é quem” no lado mágico da DC. Depois de desligar alertando a editora para “deixar de ser boba”, o autor refletiu uma maneira de a proposta dar certo e voltou a telefonar para Berger.
O resultado não é apenas um “passeio” pelos seres e praticantes da arte e ciência da magia, mas uma história sobre escolhas e um canal para outras narrativas de Neil Gaiman, principalmente sua maior criação, o Lorde Morpheus.
Pela primeira vez foi reunida a Brigada dos Encapotados (que teve uma minissérie homônima publicada no Brasil em 2001, pela Brainstore), formada por Vingador Fantasma, John Constantine (responsável pelo batismo do quarteto), Doutor Oculto e Mister Io (esses dois últimos mais “obscuros” como personagens do Universo DC).
O Vingador, inclusive, foi uma dos personagens que Gaiman queria escrever na época em que foi contratado pela editora norte-americana, mas ele já estava nas mãos de Alan Kupperberg. Sobrou para o escritor e o artista Dave McKean a Orquídea Negra e o que restou foi história.
Cada capítulo da jornada de Tim Hunter em Os livros da magia foi feito por um artista diferente, sendo protagonizado por um “tutor” diferente. Gaiman chegou a explicar que não concedeu a obra como Sandman, em que ele era um “ditador benevolente”: desta vez, deu mais liberdade narrativa para cada desenhista brilhar.
A primeira parte traz a pintura hiperrealista de John Bolton, responsável pela arte de A paixão do Arlequim (com roteiro de Gaiman) e Marada – A mulher-lobo (cocriação de Chris “X-Men” Claremont), dentre outras.
Junto com o Vingador Fantasma, Hunter viaja ao passado, descobrindo a gênese da magia e fatos como a verdade sobre a Atlântida e a queda dos anjos que se rebelaram contra Deus, incluindo Lúcifer Estrela da Manhã, que desempenhou papel importante em um dos principais arcos de SandmanA estação das brumas, e protagonizou um título solo da Vertigo.
Bolton faz o passeio pelas civilizações com enquadramentos mais abertos e splash pages(quadros de página inteira), com momentos cheios de simbolismo e participações de um jovem Merlin, Sr. Destino, o ilusionista Zatara (pai de Zatanna) e Sargon, o feiticeiro.
No segundo capítulo, o cinismo de John Constantine conduz o jovem ao mundo da magia no presente. Os perigos são mais palpáveis e Tim Hunter sai do comodismo de um espectador, já que o culto Chama Fria coloca sua cabeça a prêmio.
O desfile de personagens é maior nesse tomo, com a arte mais impressionista de Scott Hampton (da série Lúcifer) apresentando personagens como Espectro, Madame Xanadu, Barão Winter, Jason Blood (que está preso fisicamente ao demônio Etrigan) e Zatanna, além das pitadas de humor promovidas por Boston Brand, vulgo Desafiador.
O ápice da edição é uma assustadora festa de Halloween frequentada por vilões sobrenaturais do Universo DC, na qual Neil Gaiman dá muita moral a Constantine.
O mundo “encantado” de Faerie mostrado pelo Dr. Oculto é a premissa da terceira parte, com a delicada arte de Charles Vess.
Essa é a deixa para que Gaiman entrance o universo de Sandman, com a aparição do próprio. Quando Tim Hunter visita o palácio da Rainha Titânia, o leitor descobre o que aconteceu com Hamnet, filho de Shakespeare. Na história Sonho de uma noite de verão, em Sandman # 19(edição desenhada por Vess e vencedora do World Fantasy Awards), o autor deixou nas entrelinhas que a sorrateira e maliciosa soberana de Faerie tinha levado o garoto para servi-la.
O mercado em Faerie serviu também de base futura para Stardust, livro ilustrado de mais uma parceria Gaiman e Vess, lançado no Brasil em 2001, pela Conrad, e em 2007, pela Pixel Media.
Alguns elementos também apareceriam na série mensal de Os livros da magia – já sob o seloVertigo – que durou 70 números nos Estados Unidos (de 1994 a 2000). Por aqui, algumas edições escritas por John Ney Rieber (da fase do Capitão América posterior ao 11 de setembro e da minissérie A Brigada dos Encapotados) e Peter Gross (desenhista de Chosen e O Inescrito) foram publicadas pelas editoras AbrilMetal PesadoTudo em Quadrinhos e Atidude.
No último tomo, com uma diagramação pouco inspirada de Paul Johnson, Mister Io leva Hunter para o futuro até o final dos tempos, onde o garoto encontra mais dois dos Perpétuos, os irmãos de Sandman.
Verdadeiro guia, a maneira como Neil Gaiman conduz a narrativa tem uma eficiente química nos diferentes traços dos artistas, mesmo para quem não sabe sobre as origens dos personagens que passeiam pelas páginas do encadernado. Mas a obra funciona melhor para quem tem um conhecimento maior dos horizontes da ala mágica da DC.
Completando a edição luxuosa de Os livros da magia, com direito a um preço atrativo e capa dura, as capas originais divisando as quatro partes, uma introdução assinada por Roger Zelazny – autor de fantasia e ficção científica morto em 1995 (dois anos depois de escrever o texto) –, e esboços inéditos de Vess e Johnson.
Lá fora, o trabalho de Gaiman rendeu várias séries inéditas no Brasil, como Hunter – The age of magic e Books of magic – Life during wartime, além de seis adaptações em prosa (incluindo a minissérie original) por Carla Jablonski, lançadas em português pela editora Europa-América.


Os Livros da Magia
Autores: Niel Gaiman(Roteiro), John Bolton(desenhos), Scott Hampton(desenhos), Charles Vess(desenhos) & Paul Johnson(desenhos)
Capa Dura - 212 páginas
Formato: 17x26cm
R$ 25,90


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(Publicado originalmente no site Universo HQ no dia 01 de novembro de 2013)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

V de Vingança, de Alan Moore e David Lloyd






































V de Vingança - Edição Completa
Autores: Alan Moore (Roteiro) e David Lloyd (Arte).
Número de páginas: 304
Preço: R$ 24,90 (capa cartonada)


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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Venda: Sweet Tooth – Depois do Apocalipse Vol. 1: Saindo da Mata, de Jeff Lemire

  


Há uma década, o Flagelo assolou a humanidade como um incêndio descontrolado em uma floresta seca e matou bilhões. As únicas crianças nascidas após o evento são híbridas, uma nova espécie que mescla características humanas e animais, e é perseguida. Gus é uma dessas crianças ameaçadas, um menino com uma alma dócil, uma queda por doces e traços de cervo.

Mas garotos como ele têm a cabeça a prêmio. Quando seu lar é atacado por caçadores inescrupulosos, um homem misterioso e violento aparece para lhe salvar. O nome dele é Jepperd e ele promete levar o jovem até a mítica Reserva, um paraíso para crianças híbridas.

Enquanto cruzam o terreno ameaçador que os separa de seu destino abençoado, ambos serão postos a prova. Mas quem será mais afetado? Jepperd corromperá a inocência do jovem híbrido ou a pureza de Gus amolecerá o bruto coração de Jepperd?

Jeff Lemire(Homem-Animal), autor indicado ao prêmio Eisner, apresenta uma ousada visão pós-apocalíptica sobre o destino da humanidade, o valor da inocência e a inesperada amizade que pode brotar mesmo nas situações mais adversas.

Sweet Tooth – Depois do Apocalipse Vol. 1: Saindo da Mata.
Autor: Jeff Lemire
Formato: 17x26cm
Capa Cartão - Papel LWC
132 páginas
R$ 15,90 
 


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segunda-feira, 20 de maio de 2013

O Inescrito vol 1, de Mike Carey & Peter Gross





Tommy Taylor é o personagem principal de uma série de literatura fantástica que virou um fenômeno cultural. Fãs se reúnem em convenções para celebrar essa história mágica e renovar as esperanças de que seu autor desaparecido, Wilson Taylor, algum dia volte para escrever a derradeira aventura.

Mas Wilson deixou outra herança além de Tommy: Tom Taylor, seu filho agora abandonado e que serviu como inspiração para o personagem. Venerado por ter sido a inspiração para o garoto-mago, Tom frequenta os encontros de fãs como uma lenda literária viva.

Mas sua história está prestes a cruzar os limiares da ficção! Estranhos paralelos mortíferos entre a vida de Tom e Tommy o arrastam para um estranho submundo literário no qual o poder de uma narrativa é tão forte quanto o de um feitiço!

Mike Carey e Peter Gross, os aclamados criadores de Lúcifer, somam forças para revelar O Inescrito, uma ousada nova série sobre o universo das palavras, as palavras do universo e a linha tênue que separa as duas coisas.



O Inescrito vol 1
Autores: Mike Carey e Peter Gross
Capa Cartonada, 148 páginas
Miolo: Papel LWC
R$ 18,90


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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Pré-Venda: Flex Mentallo, de Grant Morrison & Frank Quitely


Flex Mentallo
Autores: Grant Morrison(roteiro) & Frank Quitely(arte)
128 páginas - Capa Dura
Formato: 18,5 x 27,5cm
R$ 45,00
Previsão de Recebimento: 03 de junho


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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Hellblazer - A Cidade dos Demônios, de Si Spencer e Sean Murphy



Por Jéssica Figueredo



Um dos mais antigos anti-heróis da Vertigo, John Constantine, ganhou, em dezembro do ano passado, um encadernado especial para uma minissérie que celebraria os seus 25 anos de conflitos e batalhas pelos submundos do inferno e da terra. Escrito por Si Spencer (Books of Magic: Life During Wartime) com ilustração do mestre Sean Murphy (Joe, o Bárbaro), o volume somente ganhou publicação brasileira em agosto deste ano.

Tomando lugar na pequena e cinzenta cidade de Essex, ao norte de Londres, o mau presságio começa a rodear a cabeça e a alma do mago quando ele decide fumar um cigarro fora do bar e de repente é abordado por dois moleques prestes a pegar qualquer dinheiro para comprar droga. Usando uma de seus “truques de magia”, os moleques se viram um contra o outro e acabam machucando a si mesmos com a faca que carregavam. Mas Constantine não iria se safar fácil dessa.

No momento seguinte, John é atropelado por um carro – um acidente comum, digamos – e acaba sendo levado ao hospital, com um provável traumatismo craniano. Mas neste hospital, nem todos os médicos são bons samaritanos. Dois deles estão atrás de um mistério, algo que pudesse instigar seus intelectos mais do que salvar meras vidas no hospital, algo que pudesse dar a eles o controle total da raça humana. “Imagine, Johnathan... Poderíamos dominar o céu e a terra ao mesmo tempo”, prevê um deles, quando encontram no sangue de Constantine uma espécie de elemento maldito que torna todo e qualquer humano num ser diabólico.

É nessa hora que o leitor passa a perceber que não basta John apenas entrar em conflito com criaturas demoníacas e resolver seus “probleminhas infernais”. Ele mesmo também pode ser a causa de uma possível guerra demoníaca – e que, neste volume, está prestes a ser instalada em Essex, em Londres e, na mente dos médicos, por todo o mundo. Jonathan e seu parceiro, Sr. Yorke, reúnem então um exército de pessoas e animais que passaram pelo hospital, e fazem neles a transfusão que poderia, num instante, aniquilar a vida do mago. 
 
Sean Murphy é, realmente, um mestre no que pode ser considerado como “arte irregular”. Ele já tinha provado que gostava de construir cenas que fugissem o máximo do óbvio, criando planos estranhos e por vezes difíceis de acompanhar por aqueles acostumados com cada cena sendo contada dentro dos quadrinhos. Neste encadernado, o ilustrador abusa das cores escuras e cria cenas horripilantes, capazes de dar calafrios e provocar pesadelos até nos mais fãs de histórias de terror. 
 
Quando os personagens começam a mostrar os primeiros sinais da infecção feita pelos médicos, Sean Murphy desiste de colocar qualquer sentido linear ou coeso na história e altera totalmente o olho do leitor sobre os personagens, fazendo uma confusão de cenários, elementos e pessoas tão perfeita que quase ganham cheiro e som verdadeiros.

O escritor Si Spencer também não perde o prestígio nessa história. Desenvolvendo um texto assustador, mas que muitas vezes pode soar próximo à nossa realidade, ele mostra sua arte quando começa a instigar o pensamento maligno das pessoas ao redor da história. Porém, suas falas acabam se tornando longas demais, excessivas, como se faltasse um corte editorial no encadernado.

A parte principal da história, quando Constantine é pego pelos dois médicos e encara sua própria doença, é contada de lado – o leitor precisa virar o quadrinho na vertical para ler – e é a parte mais assustadora e instigante da história. Apesar disso, todas as situações de tensão acabam levando o quadrinho para um final sem graça e clichê, daqueles que terminam no mesmo lugar onde começou.

Acompanhado de um conto de natal escrito pelo gênio Dave Gibbons (Watchmen), no qual dispensa comentários, este encadernado não influencia diretamente na história do John Constantine, parece contar apenas mais uma das “demoníacas aventuras” que o mago mais antigo de Londres teve de enfrentar, em alguma parte da sua jornada. Apesar disso, é um quadrinho interessante, principalmente para aqueles que curtem histórias de horror. Mas totalmente proibido para menores de 18 anos.


Hellblazer: A Cidade dos Demônios
Autores: Si Spencer(roteiro) e Sean Murphy (arte)
Capa Cartonada - Formato 17x26cm
132 páginas
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Fábulas vol 12: A Era das Trevas, de Bill Willingham



 

 Por Jéssica Figueiredo

A idéia de modernizar contos de fadas não é novidade na cultura pop. Roteiristas reciclam esse conceito à vontade no cinema, fazendo filmes e seriados de todos os gêneros: animação, comédias românticas, suspense, terror, e até romances “água com açúcar” – como a massificada Saga Crepúsculo. Colocar princesas em apartamentos suburbanos, humanizar feras, desencantar fadas madrinhas e incluir elementos da vida urbana nas fábulas dos Irmãos Grimm se mostrou como uma espécie de arte pronta, feita para dar boas risadas e conquistar rapidamente o público de filmes pipoca. Com Bill Willingham, a história foi um pouco diferente.

Sempre interessado em lendas antigas e mitológicas e contos de magia, Bill começou sua carreira de escritor de HQs perto dos anos 70, publicando histórias isoladas e autorais em diversas editoras quase tão iniciantes quanto ele. Mas foi apenas em 2002 que ele teve sua epifania, colocando nas bancas o primeiro volume da série que consolidaria seu nome no mundo dos quadrinhos: Fábulas.

Publicada pela Vertigo, a série encontra-se hoje no seu 15º volume, com o 12º chegando ao Brasil em agosto deste ano. Intitulado “A Era das Trevas”, este volume dá continuidade à história das Fábulas após elas contra-atacarem e derrotarem de vez o vasto império do Adversário, numa guerra com muitos mortos, pouco sangue derramado, mas com apenas um guerreiro saindo dolorosamente ferido: o Garoto Azul. Nesse meio tempo, poderíamos até pensar que a Cidade das Fábulas estaria em paz. Porém, não só uma, mas três ameaças ainda maiores – nas quais nem mesmo a líder dos bruxos do 13º andar, Frau Totenkinder, consegue distinguir – surgem das trevas e começam a literalmente destruir o mundo no qual as fábulas se disfarçam de humanos.

Acompanhado de um excelente time de desenhistas, Bill Willingham não dispensa a ironia, e dá sua versão dos contos de fadas, criando uma história na qual nem mesmo no maior desespero ou tristeza, os personagens perdem seu senso de humor. A série começa dando a entender que o principal vilão da história novamente será o Adversário, uma vez que ele está de volta à Cidade das Fábulas, mas uma sucessão de imprevistos acontece no decorrer das páginas, deixando o leitor extremamente curioso para saber qual vai ser o próximo desafio que os contos terão que enfrentar.

O grande príncipe d’”A Era das Trevas” é o gênio Mark Buckingham (responsável pelos números de Sandman “Morte, O Preço da Vida” e “Morte, O Grande Momento da Vida”), que ilustra praticamente todos os capítulos desta edição. Como se pudesse usar toda sua extensa paleta de cores, Mark desenha com maestria as boas situações de devastação da série, sem nunca desperdiçar o que parece ser sua especialidade: o uso das sombras. Além disso, seu estilo pode ser reconhecido em qualquer página, principalmente pelas ilustrações nas bordas de cada cena, tecendo uma espécie de cenário à parte, muito mais amplo e cheio de significados.

Fábulas vol 12: A Era das Trevas
Autores: Bill Willingham (roteiro) e Mark Buckingham(arte)
Capa Cartão » 180 páginas
Formato 17x26cm
Preço R$ 24,90 


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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Vikings - A Viúva do Inverno, de Brian Wood & Leandro Fernandez





Por Jéssica Figueiredo


Após ter a publicação interrompida em julho de 2011, quando foi colocada para fora das módicas páginas da revista Vertigo, a série Vikings ficou em falta por alguns meses, com a promessa de que voltaria às bancas em edições encadernadas. Promessa cumprida, e a primeira destas edições saiu em fevereiro deste mês, através da Panini Comics, trazendo uma história inédita e bem distinta das publicações anteriores.
Escrita por Brian Wood (ZDM – Terra de Ninguém, Local), ilustrada por Leandro Fernandez (Justiceiro MAX), “A Viúva do Inverno” não é uma história comum de um guerreiro viking em busca da sua glória nos grandes salões de Odin (como seria comum supor encontrar num quadrinho nomeado de “Vikings”). Na verdade, Brian Wood eleva os sentimentos à flor da pele, e constrói uma história emocionante, narrada por uma jovem mulher cujo marido infectado acabou de morrer e a última coisa que lhe resta é sua filha. Algo inédito na seqüência de histórias desta série.
 
Hilda é a primeira mãe solteira a ter voto na assembléia local, espécie de “governo cristão” que comanda o vilarejo. Por seu marido ter sido um comerciante muito bem sucedido, ela têm posição lá dentro – e a história começa a tomar corpo quando ela decide apoiar a decisão dos anciãos da assembléia de trancar os portões da cidade, expulsando os infectados.  
Assim, com muros de “dois metros de espessura, mais uma camada de bétula de cada lado, separados por um metro de mata congelada”, e passando um dos piores invernos dos últimos tempos, o vilarejo do Rio Volga estaria protegido. Mas a realidade se mostra outra quando o mal se aproxima, e aquele que deveria proteger aquele povoado revolta-se contra ele. “Somos uma cidade em autoexílio, a decisão tomada numa amarga divergência. E nossos invernos duram sete meses”, profecia Hilda, prevendo a continuidade de humilhações, guerras, aflições, desgraças e violência que viria a seguir.   


Os ataques ao povoado, a matança provocada pelo líder dos soldados do vilarejo, sua inveja por querer a todo custo adquirir a autoridade de uma cidade em ruínas, e o inverno que só piora, são acontecimentos que ficam ainda mais difíceis de digerir quando apresentadas junto à narrativa gráfica do Leonardo Fernandez. Usando cores que lembram o frio como preto, verde e azul, o artista consegue retratar de forma clara os conflitos e as expressões dos personagens, ilustrando com maestria uma história triste e cheia de destruição, mas ainda muito envolvente. Além de glorificar as várias “splash pages”, aquelas que ocupam uma página inteira do quadrinho, usadas para finalizar praticamente todas as edições deste volume.  
Em depoimento ao Vertigo Comics, Leonardo fala sobre as splash pages: “Eu posso dizer que Brian quer dizer alguma coisa com elas, ele está nos dando um ritmo na leitura. Considerando como era diferente o passar do tempo naquela época, comparado à vida moderna, entre trânsito, celulares, trabalho e por aí vai... Há uma clara vontade de dizer: ‘vamos devagar, olhe este momento, envolva-se com a história’. E a chave é que a maioria dessas páginas não mostra uma clássica cena de ação, mas uma especial.

Tirando o foco dos contos de guerra clássica dos Vikings e apostando num um tom confessional e bastante emocional, Brian Wood não apenas descreve os terríveis conflitos de uma comunidade, mas também procura levantar perguntas sobre o bem e o mal, o político e o corrupto, o poder e a humilhação. É como se ele quisesse propor um duelo de valores na mente do leitor, e dessa forma colocar em cheque o significado da vida e da morte. Estas considerações são feitas pela Hilda durante todo o quadrinho, até que certo momento, quando comete seu primeiro assassinato, ela se pergunta: “Que tipo de mãe sou eu agora?” 

Violenta ao extremo, “A Viúva do Inverno” se destaca por ser uma história, acima de tudo, dolorosa. Mas que vale à pena pela gama de reflexões que ela desperta no passar das suas 191 páginas. 




Vikings - A Viúva do Inverno
Autores: Brain Wood (roteiro) & Leandro Fernandez ( arte)
191 páginas » Capa Cartão
Lombada Quadrada » Papel Couchê
Editora Panini Comics
R$   23,90 

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