quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Resultados da conferência com Killoffer


Antes de ir ao Rio de Janeiro para o Rio Comicon, Patrice Killoffer parou em João Pessoa e participou de três dias de eventos. O primeiro deles foi a exposição na Aliança Francesa, no dia 2/11. No dia seguinte, aconteceu o lançamento do livro Quando tem Que Ser, publicado no Brasil pela editora paraibana Marca de Fantasia. Por fim, no dia 4/11, Killoffer despediu-se da capital paraibana com uma conferência, que aconteceu no Zarinha Centro de Cultura.

Killoffer apresontou seu trabalho, falou de sua produção de quadrinhos e trabalhos publicitários realizados para diferentes empresas, inclusive para a Eurostar, empresa de trem que tem a viagem Londres - Paris como a mais famosa da empresa.

Brincalhão, Killoffer mostrou diversas imagens publicitárias que fez mas não foram aceitas pelas empresas, seguidas das que foram aceitas. Também mostrou cenas de outras obras em quadrinhos, desenhos que fez para exposições e falou um pouco de sua vida e dos acontecimentos que influenciaram suas escolhas profissionais. Nos contou sobre o livro Killoffer de Bolso, que foi feito por um amigo, como uma brincadeira, e muitos acreditam ser dele.

Apesar de retratar situações de sua família em seus trabalhos, como em Roupa Suja em Família, uma das histórias de Quando Tem Que Ser, Killoffer não acredita que os quadrinhos funcionem como terapia ou cura para traumas passados, mas que as histórias precisam ser contadas ainda assim, por mais difícil que seja expor os sentimentos. Quando indagado se já enfrentou problemas por retratar relacionamentos com amigos e familiares, Killoffer disse inicialmente que não. Então, lembrou-se de uma namorada finlandesa, que não aprovou algumas situações retratadas e citou que nunca mostrou Roupa Suja em Família para sua mãe, por falar justamente dela.

Killoffer respondeu perguntas sobre o cenário atual da HQ européia e confessou que está em crise, pois os novos talentos são grandes desenhistas, mas lhes falta ter o que contar. Ele acredita que nos próximos anos esta situação deve se alterar, já que isso aconteceu anteriormente. Na década de 1970, por exemplo, apareceram grandes talentos tanto no roteiro quanto no desenho, o que levou o mercado de HQs ao ápice.
Foto de Henrique Magalhães.

O quadrinista francês já teve trabalhos publicados nos jornais Le Monde e El País, não lê webcomics e prefere HQs de ficção às jornalísticas, por achar que o meio não garante a formalidade de que o jornalismo necessita. Seu trabalho mais recente é a série de publicações diárias Killoffer em... nas quais mostra aventuras e desventuras de seu cotidiano e vida profissional.

Killoffer terminou a conferência com uma breve rodada de autógrafos e animadas canções francesas. Veja abaixo algumas das imagens exibidas na palestra e ouça um pedaço da conversa com o autor.

Killoffer canta animadamente no final de sua palestra. Foto de Henrique Magalhães.







Leia mais sobre a exposição na Aliança Francesa.
Leia mais sobre a noite de autógrafos na Comic House.
Leia a resenha crítica de Quando Tem Que Ser, feita por Henrique Magalhães.

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Fábulas - Os Ventos da Mudança, de Bill Willingham

A edição anterior de Fábulas explicou os motivos pelos quais as fábulas foram parar em um bairro de Nova York e mostrou a batalha contra os soldados de madeira, enviados pelo Adversário. No meio da confusão, estabeleceu-se uma trama política, que tem seu desfecho aqui, em Os Ventos da Mudança.

O Príncipe Encantado leva a Cidade das Fábulas às primeiras eleições de verdade, quando resolve disputar o posto de prefeito contra o Rei Cole, que governou a cidade por todos os anos desde que estão no "mundo mundano". Enquanto os personagens votam, Neve passa por longas horas de trabalho de parto e os leitores vislumbram detalhes do passado de Bigby Lobo, que lutou contra os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.


O álbum é muito colorido e segue a mesma linha do anterior, com imagens e adereços que remetem a contos de fadas nas bordas das páginas, cada um deles condizente com a cena que se passa no momento. O roteiro de Willingham conta com uma excelente equipe de desenhistas e arte-finalistas para mais este volume da série ganhadora de 25 prêmios Eisner, composta por Mark Buckinham, Steve Leialoha, Tony Akins e Jimmy Palmiotti.

Além dos resultados das eleições, a parte final de Os Ventos da Mudança, que se apresenta em quatro partes, condizentes com as estações do ano, também trazem novos personagens, o desenrolar de questões abertas em A Marcha dos Soldados de Madeira e uma grande tensão: será que a Cidade das Fábulas está apenas mudando ou prester a ruir?

Fábulas - Os Ventos da Mudança, de Bill Willingham
Brochura.
Publicado em 2010 pela editora Panini/Vertigo
172 páginas.
Formato: 17 x 26 cm

R$ 24,90

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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Off Comicon - Evento de HQs Independentes


Muitos já sabem que o Rio Comicon começou hoje, 9/11, e vai até o dia 14/11, tendo como local o Ponto Cultural Barão de Mauá – Estação Central da Leopoldina. O que menos gente sabe é que, mais ou menos no mesmo período, acontece o Off Comicon, uma série de eventos de quadrinhos, que começa amanhã, 10/11 e vai até o dia 14/11.

O Off Comicon ocorrerá em diferentes localidades do Rio de Janeiro, dependendo do dia, e você pode consultar a programação no site oficial ou logo abaixo.
Um dos cartazes do evento, feito por Sama.

O Sama desenhando.
Um dos eventos programados para o segundo dia do Off Comicon é a festa L'Playground, que contará com artistas como André Dahmer, Ota e Allan Sieber Além de lançamentos, como o calendário "Pindura 2011" e a aguardada antologia "Golden Shower", idealizada pela Cynthia Bonacossa. Na festa, acontecerá também as Intervenções Samanicas. O artista Sama realizará desenhos, graffitis e pinturas em grandes dimensões ao vivo.

O Off-Comicon é organizado pelo site Ambrosia, o sebo Baratos da Ribeiro e a loja La Cucaracha, é voltado principalmente para artistas e selos independentes. Além de Sama, Dahmer, Ota e Sieber, participarão do evento os selos independentes Samba, Tarja Preta, Revista Machado, Golden Shower, Revista Quase, Beleleu, Revista Prego, Grupo Porco, Pindura, e os autores Fabio Lyra, Bruno Azevedo, Tiago Lacerda e Eduardo Filipe.
Desenho e texto de Sama.

Confira a Programação:
10/11 – Lançamento do livro “Ninguém Muda Ninguém”, de André Dahmer
Boteco Salvação (Rua Henrique de Novaes, nº 55. Botafogo)


11/11 – Lançamento da Revista Machado #3 e Nós – Dream Sequence Revisited


11/11 – Festa L’Playground e Ambrosia no Centro de Arte Maria Teresa Vieira
Rua da Carioca 85, 21h

12/11 – Happy Hour no La Cucaracha com lançamentos “Dependentes” e revista Golden Shower
Rua Teixeira de Mello 31, Loja H, Ipanema, 20h

12/11 – Festa “Oh, Play That Thing” com DJ Juca no Espaço Vintage
Av Gomes Freire, 147 – Lapa, 23h

13/11 A “Grande Festa dos Quadrinhos (in)Dependentes”
Rock n Drinks – Rua Aires Saldanha, 98A – Copacabana -  (21) 3439-1978

13/11 – Lançamento Calendário Pindura

13/11 – Festa Benflogin especial Nirvana, Foo Fighters e Hole
R. Vitório da Costa, 254 – Humaitá - Tel: (21) 2536-3150

14/11 – Aniversário de 3 anos da Festa College no Teatro Odisséia
Teatro Odisséia (Av. Men de Sá 66, Lapa).

*Texto com informações de Eduardo Filipe, O Sama, e Ambrosia.

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sábado, 6 de novembro de 2010

TV Cabo branco exibe reportagem sobre a vinda de Killoffer

A vinda de Killoffer à João Pessoa, antes mesmo de ir ao Rio Comicon, desperou interesse da imprensa paraibana. Este vídeo do jornal Bom Dia Paraíba, da TV Cabo Branco, que foi ao ar na manhã do dia 4 de novembro, mostra detalhes da exposição de desenhistas franceses, que aconteceu na Aliança Francesa, no dia 2 de novembro.

A escola de francês exibiu, além de obras de Killoffer, diversos outros artistas europeus( Enki Bilal, Moebius, Hermann entre outros), que trabalharam em cima de aspirações para o século XXI. O tema da exposição era Ils rêventle monde: images sur l’an 2000 (Eles sonham o mundo: imagens sobre o ano 2000) e havia obras até mesmo do final do século XIX e início do século XX.

No fim, a reportagem mostra o diretor da Aliança Francesa em João Pessoa, Mikael de la Fuente, também francês, que acompanhou Killoffer na noite de autógrafos e traduziu a palestra que aconteceu no Zarinha Centro de Cultura na noite do dia 4 de novembro. 

O livro Quando Tem Que Ser foi publicado no Brasil pela editora paraibana Marca de Fantasia e foi traduzido por Henrique Magalhães.



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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Mauricio de Sousa por Mais 50 Artistas


Quer algo melhor do que o grande nome dos quadrinhos brasileiros homenageado por 50 artistas? Sim! Mais 50 artistas, mais um volume com histórias da turminha que animou tantas infâncias retratadas por outros nomes das HQs. Brasileiros que publicam aqui, lá fora, no papel e na internet foram chamados para o MSP+50 e fizeram bonito.


Do mesmo modo que em MSP 50, cada artista seguiu seu estilo próprio. Se no primeiro volume as histórias focaram nos 50 anos de carreira de Maurício de Souza, aqui elas são mais diversas, sem deixar de lado as homenagens ao pai da turminha. Há inspirações em histórias já publicadas, em filmes, em mangás, outras HQs, mitologias diversas e em Alice no País das Maravilhas, de Lewis Caroll.

Muitos personagens secundários tiveram seu próprio foco. O próprio Sansão ganhou grande destaque. Piteco ficou mais heróico. Penadinho, ainda mais gozador. O paquerador Rolo perdeu o timing. Os personagens passaram por aquarelas, cartunização, arte digital, misturas de desenho com fotografia e até uma lembrança da xilogravura.
De heróicas a poéticas, as histórias são todas muito bem elaboradas e MSP+50 faz um belo par ao lado de MSP50. Há boatos de que em breve, a coletânea será um trio! Aparentemente um terceiro volume será lançado ano que vem. Resta esperar para ver se será realmente lançado e quem serão os artistas convidados para a edição!

Artistas que participaram desta edição: Mateus Santolouco; Rafael Albuquerque; Eduardo Medeiros; Emerson Lopes; Hector Salas; Ricardo Manhães; Roger Cruz; Lucas Lima; Gian Danton; JJ Marreiro; Jota A; Rogério Vilela; Adriana Melo; Marcatti; Iotti; Clara Gomes; Denilson Albano; Rafael Grampá; André Kitagawa; André Ducci; Mario Cau; Fernanda Chiella; João Lin; Diogo Saito; André Diniz; Kako; Williandi; Tiago Hoisel; Danilo Beyruth; Wellington Srbek; Will; Fábio Ciccone; Allan Sieber; Mozart Couto; Pablo Mayer; Marlon Tenório; Biratan; André Vazzios; S. Lobo; Odyr; Luis Augusto; Rafa Coutinho; Ric Milk; Marcelo Braga; Beto Nicácio; Caco Galhardo; Chico Zullo; Duke; J. Márcio Niccoloci e Romahs.

Mauricio de Sousa por Mais 50 Artistas
Brochura.
Publicado em 2010 pela editora Panini/Maurício de Souza.
216 páginas
Formato: 19 x 27,5 cm
R$ 58,00

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Patrice Killoffer na Comic House

Patrice Killoffer posa ao lado do cartaz, na frente da Comic House (03/11).

Ontem aconteceu o lançamento do livro Quando tem Que Ser, de Patrice Killoffer, na Comic House. O evento contou com a presença do autor francês, bem como do dono da editora Marca de Fantasia, Henrique Magalhães, que publicou o livro no Brasil, e Manassés Filho, organizador da noite de autógrafos e dono da Comic House.

Killoffer desenhou e autografou livros do lado de fora da Comic House. Devido a seu hábito de fumar enquanto desenha, ele pediu, numa atitude inusitada, que fosse colocada uma cadeira no jardim do prédio Esquina 200, onde se localiza a loja, e ali interagiu com todos que participaram do lançamento, se mostrando muito simpático e receptivo.
Os desenhos e o maço de cigarro de Killoffer (03/11).
A presença de Patrice Killoffer no Brasil gerou um evento de três dias em João Pessoa. Começou com uma exposição na Aliança Francesa, na terça-feira (2/11), às 19h, com desenhos e pinturas. Naquela noite, foram distribuídas cópias francesas de 676 Apparitions de Killoffer. 
Imagens da exposição na Aliança Francesa (02/11).

Mais imagens da exposição (02/11).
Hoje acontece o encontro com o autor, às 19h, no Centro de Cultura Zarinha, localizado na Av. Négo, 140, Tambaú. A entrada, como nas noites anteriores, será gratuita. Killoffer responderá perguntas e conversará com leitores.

Depois da vinda à João Pessoa, Patrice Killoffer seguirá para o Rio de Janeiro, onde participará do Rio Comicon.

As fotos deste post foram tiradas por Mikael de la Fuente.

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O Complô, de Will Eisner

 A História Secreta dos Protocolos dos Sábios do Sião

Em 1864, o escritor francês Maurice Joly publicou clandestinamente o livro O diálogo no inferno de Maquiavel e Montesquieu, uma sátira ao imperador Napoleão III. Quase trinta e cinco anos depois, o livro caiu nas mãos de Mathieu Golovinski, russo exilado na França a serviço da polícia secreta do tsar Nicolau II. Golovinski então produziu uma obra que nada mais era do que um plágio grosseiro do livro de Joly, com o objetivo de provar a Nicolau II que havia uma conspiração judaica e que os judeus eram responsáveis pelas revoltas e outros males sociais na Rússia.

Nicolau II acreditou. Os russos compraram a idéia. O livro serviu como base para esta e outras ações antissemitas ao redor do globo. Neste romance gráfico, o último produzido por Will Eisner antes de sua morte, toda a trajetória do livro Protocolos dos Sábios do Sião é retratada, desde a criação do livro que serviu como base (e nada tinha a ver com os judeus). Diversas pessoas se deixaram levar pelas mensagens contidas no livro, mesmo depois do plágio ter sido abertamente desmascarado pela primeira vez no jornal The Times e diversas outras vezes em outros jornais.

Diversas pessoas esclarecidas, Eisner entre elas, vêm tentando mostrar ao mundo a farsa produzida na Rússia, mas ainda assim ela vem sendo usada para justificar diversas atitudes e possui cópias espalhadas pelo mundo inteiro. Os Protocolos dos Sábios do Sião foi usado por Hitler na Alemanha na promoção do nazismo no início do século passado e ainda é utilizado como justificativa para atentados antissemitas no nosso século.

Em O Complô, Eisner mostra a trajetória do livro, faz comparações entre o original, de Joly, e a falsa obra e tenta alertar para o fato de que muita gente utiliza qualquer justificativa que tenha à mão para expressar seu ódio, por mais frágil, absurda ou forjada que ela seja.

O Complô -  A História Secreta dos Protocolos dos Sábios do Sião, de Will Eisner
Publicado em 2006 pela editora Cia. das Letras / Quadrinhos na Cia.
147 páginas
Formato: 19,5 x 25 cm
R$ 46,00

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Jonah Hex: As Armas da Vingança, de Jimmy Palmiotti e Justin Gray


No sudoeste estadunidense do século 19 cavalga um ex-soldado, caçador de recompensas, com um idéia particular de justiça. Jonah Hex talvez possa ser enquadrado como um "fora da lei" pelo simples fato de que as leis convencionais não se aplicam a ele. No entanto, este justiceiro calado, taciturno, com rosto deformado por cicatrizes não trabalha contra a civilização - ainda que não participe tanto assim dela. Como já visto em Marcado pela Violência, Jonah Hex costuma ajudar as autoridades e famílias necessitadas, garantindo a justiça e a vingança de seu jeito... peculiar.

Armas da Vingança traz cinco histórias de Hex ligeiramente entrelaçadas, como se fossem resultados das viagens do nosso herói. Na primeira, durante um casamento o noivo é assassinado. Jonah Hex identifica o assassino e parte à caça do bando, descobrindo que eles são responsáveis por uma rede de crimes maior. Ao voltar para a cidade e receber a recompensa, encontra um velho companheiro da época da guerra, que aparentemente está em apuros. Resta a Jonah descobrir se o antigo camarada é realmente uma vítima ou está fugindo das consequências de seus atos.


A segunda história é a que nos mostra que o justiceiro provavelmente tem um coração, ao lidar com uma garotinha e sua mãe. Na terceira história, uma família que vive no pântano causa problemas aos moradores de uma cidade, pelo seu hábito de alimentar os crocodilos de estimação com viajantes. Desta vez um dos viajantes sobrevive e morre aos pés de Hex, para quem explica toda a situação antes de falecer. Jonah Hex então dá um jeito de garantir sua recompensa e parte para conhecer a distinta família.

Na penúltima história, Jonah reencontra os circenses que encarou pela primeira vez em Marcado pela Violência. O leitor é apresentado a El Diablo, um "não-amigo" de Hex. Na última história, Jonah é salvo por um grupo de mórmons que moram num acampamento da montanha e, ao verem o solitário cavaleiro restaurado, pedem ajuda, pela própria sobrevivência.

Apesar de ter sido desenhada pelo mesmo artista, As Armas da Vingança apresenta ligeira diferença de arte entre uma história e outra. Este segundo volume reúne as edições 7 a 12 da série Jonah Hex. As anteriores são encontradas em Marcado pela Violência.

Jonah Hex: Marcado Pela Violência, de Jimmy Palmiotti e Justin Gray.

Publicado em 2010 pela editora Panini/DC Comics
Brochura.
148 páginas.
Formato:  17 x 26 cm
R$ 14,90
 
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Umbigo sem Fundo, de Dash Shaw



Escrito e desenhado quando Dash Shaw tinha apenas 23 anos, Umbigo sem Fundo foi considerado o livro do ano na ocasião de seu lançamento, pela New York Magazine, devido à maturidade, sensibilidade e profundidade com que trata de aspectos aparentemente triviais de uma família moderna.

A família Loony se reúne, após muito tempo sem manter contato, na casa dos pais, Maggie e David, que decidem se divorciar após 40 anos de casamento. Durante a semana em que passam na casa, cada um dos três filhos lida com a situação de uma forma diferente. Dennis, o mais velho, sofre perceptivelmente com a notícia. Não aceita a falta de desculpas ou explicações, acredita que o amor entre os pais não pode ter, simplesmente, acabado e passa a semana vasculhando cada canto da casa, bisbilhotando cada caixa, cada carta antiga, se arrastando por cada corredor secreto, atrás do verdadeiro motivo que levou à separação. Deixa de perceber sua própria família e a ansiedade de sua esposa, Aki.

Claire, filha do meio, já divorciada e com uma filha adolescente, Jill, aceita a separação com aparente calma. Tenta a todo custo esconder a temerosidade, os fantasmas que lhe assombram os sonhos e a preocupação com a filha. No entanto, a semana na velha casa na praia servirá tanto para que Jill conheça melhor a famíla quanto para a reaproximação de mãe e filha.
Já o caçula, Peter, o único representado pela visão que tem de si mesmo, é a personificação do lado disfuncional da família Loony. Distante em seu próprio mundo, indeciso, ligeiramente deprimido. É quem caracteriza a "Família Loony Buraco Negro": "cada membro é uma entidade flutuante e separada dos outros membros".

 O livro tem recursos únicos do universo dos quadrinhos explorados a fundo. Shaw faz um excelente uso desta linguagem a partir da lombada, que ao invés de conter apenas título, autor e editora, apresenta instruções de como classificar o livro. Em suas páginas, faz uso de closes, diversificação de quantidade de quadrinhos por página, plantas baixas, mapas e até representações de um típico jantar de família: vários parentes conversando ao mesmo tempo, o bebê chorando, uma adolescente engasgada e aquele desentendimento momentâneo onde a atenção se volta ao mesmo tempo para nada e para tudo.

Além dos recursos da estrutura dos quadrinhos, o autor ainda utiliza algo diferente para a narrativa. Enquanto todos os personagens são representados como seres humanos, Peter é antropomórfico: apresenta corpo humano e cabeça de sapo. É o modo como ele próprio se vê, e sua auto-imagem é projetada para o leitor.

Umbigo sem Fundo, de Dash Shaw
Brochura.
Publicado em 2009 pela editora Cia. das Letras / Quadrinhos na Cia.
720 páginas
Formato: 15,6 × 21,7 cm
R$ 60,00

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