sábado, 21 de maio de 2011

Liberty Meadows, de Frank Cho

Éden - Livro 1

Liberty Meadows reúne diversas tirinhas e contam o dia a dia de um misto de santuário animal com retiro de reabilitação (também para animais), que dá o nome ao álbum. Seu elenco é completamente maluco: um pato com estresse pós-traumático, um porco junkie, viciado em absolutamente tudo, um urso anão inventor, que sente falta de seus dias no circo e um sapo-boi com crises de hipocondria hilárias. Os responsáveis por eles são uma bela e valente psiquiatra de animais e um veterinário tímido, inseguro e com diversos problemas com a própria mãe. Comandando Liberty Meadows, há um diretor louco por pescaria cujo nêmesis é o astuto peixe-gato Khan.


Inicialmente, as tiras de Cho eram publicadas diariamente num jornal. No entanto, insatisfeito com as diversas censuras sofridas, Frank Cho decide parar de publicar tiras diárias e produzir direto para revistas em quadrinhos em 2001. O autor retrata a si mesmo como um macaco nas tiras e referencia diversos ícones pop, de autores, como Schulz (criador do Charlie Brown) e Walt Disney, a filmes, músicas e seriados. Amante da TV, Cho produziu diversas tiras em que aparecem o Discovery Chanel e Xena, a Princesa Guerreira.

Por vezes, as tirinhas de Liberty Meadows podem ser lidas independentemente, possuindo sentido completo. Geralmente o conjunto das tiras forma uma história, ainda que cada uma tenha sua autonomia. No livro, encontramos também tirinhas dependentes, que, juntas, narram um episódio da louca rotina do santuário. No final do livro, há vários desenhos coloridos da psiquiatra Brandy e dos animais residentes em Liberty Meaows.

Liberty Meadows, de Frank Cho
Éden - Livro 1
Título original: Liberty Meadows - Eden: Book 1
Publicado pela HQ Maniacs/Image em 2007
Capa dura, 23 x 30 cm 
132 páginas em preto e branco
R$ 32,90

Quer adquirir a sua? Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656
Email: vendas@comichouse.com.br 
Twitter: @Comic_House   
Av. Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)   


Comic House quadrinhos que não estão no gibi

terça-feira, 17 de maio de 2011

Frankenstein de Mary Shelley, adaptado por Marion Mousse

Ou O Prometeu Moderno
A adaptação deste clássico da literatura mantém o teor de suspense criado por Shelley, bem como comporta todo o roteiro original e o estilo de narrativa. A história começa a ser contada por carta, do capitão do navio que resgata Victor Frankenstein do gelo ártico à irmã. A continuação fica por conta do próprio doutor Frankenstein, em confissão ao seu salvador, de forma que o mais tenebroso segredo do cientista não morra com ele.




Mary Shelley escreveu, aos 20 anos, Frankenstein, ou O Prometeu Moderno, em 1817, por conta de uma aposta. O livro inicia o gênero de ficção científica, com um homem, descrente da sacralidade da vida, após a morte da mãe, disposto a provar que pode criar vida como quem cria um mecanismo.


As cores de Frankenstein, vindas da paleta de Marie Galopin, são escuras e enfatizam as sombras, mantendo o clima de mistério exigido pela história. O enredo e o suspense da narrativa original foram mantidos por Mousse.


Frankenstein de Mary Shelley, adaptado por Marion Mousse
Título original: Frankenstein
Publicado pela Salamandra em 2007
Capa dura, 22 x 29 cm 
144 páginas coloridas
R$ 46,00

Quer adquirir a sua? Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656
Email: vendas@comichouse.com.br 
Twitter: @Comic_House   
Av. Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)   


Comic House quadrinhos que não estão no gibi

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Eu, Wolverine, de Chris Claremont e Frank Miller.

Se Wolverine é, atualmente, um dos mais conhecidos X-Men, ele deve sua popularidade a esta obra, de Chris Claremont e Frank Miller. A história foi publicada pela primeira vez em 1982 e o encadernado reúne as edições Wolverine 1 a 4 e Uncanny X-Men 172 e 173.

No ínicio dos anos 1980, os X-Men haviam se tornado muito populares e a máquina de matar canadense chamara bastante atenção. Claremont recebeu, então, o pedido de roteirizar uma minissérie estrelada por Wolverine. Não sendo grande fã do personagem, mas sabendo que precisava dar a ele um passado e maior sustentação, chamou Frank Miller, que se destacava com Demolidor na época, para a parceria.


Wolverine ganha, nas mãos da dupla, um amor do outro lado do mundo. Apaixonado por Mariko Yashida, Logan viaja para o Japão. A mulher é obrigada pelo pai a casar com outro homem, por motivos econômicos. Após ser humilhado em combate diante da amada, o pequeno brigão desconta sua fúria no Tentáculo e sua paixão em Yukio. Na luta entre fera e homem, Wolverine ganha um passado, um motivo para sua luta e um status civil de casado.

Eu, Wolverine, de Chris Claremont e Frank Miller
Título original: Wolverine
Publicado pela Editora Panini/Marvel em 2009
Capa dura, 17 x 26 cm 
145 páginas coloridas
R$ 25,00

Quer adquirir a sua? Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656
Email: vendas@comichouse.com.br 
Twitter: @Comic_House   
Av. Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)   



Comic House quadrinhos que não estão no gibi

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Super Tarde de Autógrafos


 



Se a sexta-feira 13 toca o terror em algumas pessoas, sempre haverá o sábado 14 para restabelecer a paz. Logo, data mais propícia para os quadrinistas potiguares e o artista plástico paraense João Henrique Lopes rumarem e apresentarem suas produções mais recentes.

O destaque ficará por conta das edições do Projeto 1ª Edição, uma parceria entre a Fundação José Augusto, a Gráfica Manimbú e os quadrinistas potiguares, coordenado pelo artista plástico e professor Luiz Elson Dantas.




       O Projeto 1ª Edição publicou, no início desse ano, 30 revistas em quadrinhos, com temas variados, que vão desde histórias cômicas, romances, aventuras de super- heróis e jornalismPrêmio Moacy Cirneo em quadrinhos, passando por sagas de ficção científica e narrativas  baseadas na história do Estado do Rio Grande do Norte, até um catálogo com os trabalhos enviados ao Prêmio Moacy Cirne de Quadrinhos, da Fundação José Augusto. 


Milena Azevedo e Wanderline Freitas
Titanocracia - Marcos Guerra







                                                                                                                               
 A Comic House convida seus clientes para passar uma tarde em companhia de Milena Azevedo, Luiz Elson Dantas, Joseniz Guimarães, Leonardo Feitoza, Eduardo Kowalewski, Dickson Tavares, Vinícius Dantas e a equipe da webcomic K-ótica, que estarão autografando suas respectivas revistas e à disposição para bater um papo sobre quadrinhos, projetos e eventos vindouros. 

Além dos quadrinhos do 1ª Edição, também estarão à venda exemplares da revista Maturi e do livro teórico Desenho na sala de aula, de Luiz Elson Dantas. 


Já o artista plástico João Henrique Lopes, residente no Pará, bancou do próprio bolso seu livro Elementos do Mangá, que tem por objetivo orientar aqueles que querem dominar o estilo da arte seqüêncial  japonesa – sejam eles de qualquer idade e nacionalidade – o livro identifica e analisa os principais elementos deste estilo,classificando-os em princípios(os elementos mais abrangentes) e técnicas(os de aplicação mais restrita. Um vez apreendidos os elementos,pode-se usá-los não apenas para fazer histórias em quadrinhos, mascotes, e todo tipo de ilustração em estilo mangá.


Sessão de Autógrafos
Horário: das 15:00 às 18:30 


Mais informações. Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656
Email: vendas@comichouse.com.br 
Twitter: @Comic_House  
Av. Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)  




Comic House quadrinhos que não estão no gibi

sábado, 7 de maio de 2011

Zestas, de Murillo e Resano

A HQ roteirizada por Joaquín Resano e ilustrada por Ernesto Murillo não tem nada de bonita ou delicada. A ideia era levar uma história de ação no estilo do velho oeste e adaptar a "locação" para o País Basco. O contexto histórico explorado é o conflito nacionalista entre o ETA - Euskadi Ta Askatasuna ("Pátria Basca e Liberdade" em basco) e a ditadura de Francisco Franco na Espanha. A região do País Basco ocupa parte do norte da Espanha e do Sudoeste da França. O local tem cultura e idioma próprios, este, inclusive, não tem parentesco com outros idiomas europeus da região. Na época da ditadura, as escolas foram proibidas de ensinar o euskara, idioma basco, e a manifestação da cultura foi suprimida ao máximo. O ETA, então, pegou em armas para libertar o país da ditadura. O movimento foi, de certa forma, parecido com os movimentos contra a ditadura militar no Brasil.

Neste cenário violento, não há espaço para ser bonzinho. Mas o nosso anti-herói, Zestas, não tem inclinação política alguma, diferente de sua irmã, Maia, que luta contra o franquismo. Zestas "empresta" armas do ETA para assaltar pequenos bancos e postos de gasolina com o único propósito de ter dinheiro para comprar heroína para si e sua namorada. Como a polícia e os traficantes possuem um acordo e há um posicionamento político da parte deles, Zestas se vê do mesmo lado daqueles que pertencem ao ETA. Ainda assim, a motivação de seus atos nada tem a ver com a ideia de luta contra a ditadura, apenas sobrevivência e busca pela carreira seguinte.
Zestas é uma história em quadrinhos intrincada e cheia de ação, que lembra um pouco todas as histórias de lutas anti-ditatoriais que conhecemos, mas tem suas características peculiares de território e cultura. Também vai mais fundo num assunto que poucas obras com o mesmo tema tratam: o uso das drogas e o submundo de viciados e traficantes que visam nada mais que o ganho próprio, vendendo raspa de gesso como heroína e se aliando ao lado político que mais favoreca os negócios ilícitos.

Zestas, de Ernesto Murillo e Joaquín Resano
Título original: El Zestas
Publicado pela Editora Conrad/ em 2001
Brochura, 17 x 23 cm
115 páginas em preto e branco
R$ 25,00

Quer adquirir a sua? Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656
Email: vendas@comichouse.com.br 
Twitter: @Comic_House  
Av. Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)  




Comic House quadrinhos que não estão no gibi

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Dead Boy Detectives, de Jill Thompson


Jill Thompson já trabalhou em vários títulos da DC Comics e do selo Vertigo, dentre eles Mulher-Maravilha, Monstro do Pântano, Livros da Magia e Os Invisíveis. No entanto é mais conhecida por ter criado a série The Scary Godmother e pelas suas releituras do universo de Sandman. Jill é fã do mundo criado por Neil Gaiman e é a artista preferida dentre os outros fãs. O próprio Gaiman já declarou gostar do trabalho da artista. Além de Dead Boy Detectives, Thompson também escreveu e ilustrou Pequenos Perpétuos e Morte - A Festa, que lhe rendeu o prêmio Will Eisner de 2004. Jill está confirmada para o FIQ 2011 - Festival Internacional de Quadrinhos, de Belo Horizonte, em Minas Gerais, que acontecerá de 9 a 13 de novembro. Mercadologicamente, isso poderá representar relançamento de alguma obra dela que encontra-se esgotada ou algo inédito nas prateleiras.

Jill Thompson durante a WonderCon  2009

Dead Boy Detectives é desenhado em estilo mangá (mas sua leitura é ocidental) e conta com uma participação especial da Morte, além de referências a outros personagens do universo de Neil Gaiman, inclusive o próprio Sandman. Roland e Paine são dois adolescentes ingleses, de épocas diferentes, que fogem da Morte em Sandman - Estação das Brumas. Decididos a continuar neste plano, trabalham como investigadores.

O trabalho da dupla nesta HQ vem dos Estados Unidos, através de uma carta da jovem Annika, que teme que sua melhor amiga tenha sido assassinada e os professores estejam envolvidos no crime. Tentando sempre manter o fato de serem fantasmas em segredo, os dois mortos auxiliam as garotas no que podem, inclusive tentando combater o bullying - atividade que matou tanto Roland quanto Paine e que pode ter causado a morte de Elizabeth, amiga de Annika.

Dead Boy Detectives, de Jill Thompson
Título original: The dead boy detectives
Publicado pela Editora Conrad/Vertigo em 2006
Brochura, 12,5 x 19 cm
141 páginas em preto e branco
R$ 28,00

Quer adquirir a sua? Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656
Email: vendas@comichouse.com.br 
Twitter: @Comic_House  
Av. Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)  



Comic House quadrinhos que não estão no gibi

terça-feira, 3 de maio de 2011

[1] As Novas Aventuras de Donald Duplo

Neste primeiro volume de uma aventura em duas edições, o Pato Donald redescobre sua identidade secreta, o DonaldDuplo, que trabalha para uma agência tão secreta que é conhecida apenas como Agência. Seus rivais também são ultra-secretos e conhecidos somente como a Organização.

Na primeira história, Donald é reintegrado à Agência e precisa proteger a vida de um ex-agente e atual maestro de orquestra. Por ter se aposentado, passou pelo Processo BAT - Botão de Apagão Total, no qual toda a memória de ter sido um agente secreto é deletada. O maestro é sequestrado enquanto Donald planeja sua aproximação e então o pato descobre que não está lidando com a Organização, mas com uma ex-agente dupla, que iniciou uma rede de espiões, com o intento de se vingar da Agência.
 

A segunda história, dividida em três partes, trata de um projeto que pode amenizar os efeitos do aquecimento global no planeta e, para fazer com que o submarino que pode resfriar o planeta chegue em segurança ao seu destino, a Agência monta uma intrincada trama de espionagem e contra-espionagem. Resta saber se não há traidores infiltrados em todo o processo.

DonaldDuplo é inspirado em outras histórias de espionagem, que nos fascinam há tanto tempo. James Bond, citado nesta HQ, inclusive, talvez seja o melhor exemplo e maior inspiração. Além das traquitanas tecnológicas disfarçadas, a aventura de Donald chama a atenção pela preocupação ambiental que carrega, especialmente na segunda história, na qual o agente se envolve com os mais diversos tipos de pesquisadores em seu trajeto, além da própria missão, que visa melhorar as condições do planeta.


As Novas Aventuras de Donald Duplo (Parte 1)
Publicado pela Editora Abril em 2011
Brochura, 13,4 x 19 cm
161 páginas coloridas
R$ 9,95

Quer adquirir a sua? Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656
Email: vendas@comichouse.com.br 
Twitter: @Comic_House  
Av. Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)  



Comic House quadrinhos que não estão no gibi

segunda-feira, 2 de maio de 2011

[6] X-Men Anual:A Formatura

Quando uma adaptação de quadrinhos ganhar as telas de cinema é certo se esperar muito material relacionado nas prateleiras, e com X-Men Frist Class, filme dirigido por Matthew Vaughn (Kick Ass), que estréia em junho, não poderia ser diferente. Em breve poderemos nos preparar para algumas edições para todos os gostos e preços, mas, por hora, a editora Panini já anunciou o volume 3 da série Biblioteca Histórica Marvel X-Men que, em conjunto a X-Men Anual vol. 6: A Formatura, aborda justamente a primeira turma de mutantes do Instituto Charles Xavier. Por enquanto vamos comentar este último e deixar a Biblioteca pra mais a frente

Este volume de X-Men Anual traz três histórias diferentes dos mutantes. A primeira, trata dos últimos momentos de Jean, Scott, Hank, Drake e Warren no Instituto Xavier, desafiando cópias bem realistas de inimigos enfrentados num passado próximo. Com Xavier fora da cidade, eles demoram a se tocar, no entanto, que o perigo não reside em possíveis inimigos, mas em amigos. Jean Grey perde o controle dos poderes (de novo) e não parece ter consciência disso.

A segunda história mostra um encontro romântico de Jean e Scott, no qual eles acabam encontrando o Homem-Coisa quando saem em busca de diversão. A criatura, no entanto, não oferece perigo e permite que o casal vislumbre cenas do futuro. O roteiro e desenho, ambos simples e bem-humorados são de Jeff Parker e Colleen Coover.

A terceira história da edição trata da nova formação dos X-Men, que treinarão no Instituto Xavier sob o comando de Ciclope. No entanto, os mutantes parecem mais preocupados em se divertir do que aprimorar os poderes, algo que preocupa Scott Summers. Até conhecer o passado de Tempestade, Wolverine, Noturno, Banshee e Colossus, Scott parece decepcionado e desapontado com a equipe, mas as histórias mostram o valor de cada um.  

[6] X-Men Anual
A Formatura

Título original: X-Men: Frist Class Fianls 1 a 4 e Uncanny X-Men: Frist Class Gigant-Size 1
Publicado pela Panini Comics/Marvel em 2011
Brochura, 17 x 26 cm
148 páginas coloridas
R$ 14,90

Quer adquirir a sua? Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656
Email: vendas@comichouse.com.br 
Twitter: @Comic_House  
Av. Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)  



Comic House quadrinhos que não estão no gibi

terça-feira, 26 de abril de 2011

[1] Dorothea, de Cuvie



Caça às Bruxas
Volume 1

A história se passa num período não identificado da Idade Média, provavelmente entre os séculos XV e XVI, em Nauders, uma vila da Germânia. Conta a história de uma "criança branca", pagã ou uma bruxa herege, como preferem os bons cristãos da época. Suas características são claramente albinas: pele alva, cabelos brancos, olhos vermelhos como o sangue. O que é tido como marca da boa sorte no vilarejo e pelas crenças anteriores ao catolicismo, agora é visto como a marca do demônio.


Dorothea é uma "criança branca" predestinada a grandes feitos. O principal deles é garantir a segurança de Nauders, bem como de outros iguais a ela. Ela foi criada e treinada para isso, como uma futura "sacerdotisa da espada", e torna-se uma guerreira melhor que muitos homens. Tanto que, quando a "Casa dos Brancos" em que vive é atacada por mercenários, que pretendem saquear o lugar sem culpa (por ser uma "casa de hereges"), Dorothea lida muito bem com a situação.

As ditas bruxas não parecem possuir poderes especiais. O único mencionado no mangá é uma possível habilidade de predizer o futuro, coisa da qual Dorothea não é capaz. No entanto, seu destino e sua vontade de ferro a empurram para fora de Nauders, para um mundo que a odeia e a teme, a fim de conquistar a segurança para sua vila e seu país. Ainda bem que a garota maneja uma espada melhor do que qualquer homem. Com isso, possuir poderes e magias não será necessário.


Dorothea é uma série composta por seis volumes e sua autora, conhecida pela produção de hentais, assina simplesmente como Cuvie. O mangá trata de uma história de guerra e mostra tanto os prejuízos causados  pelo preconceito em relação àqueles que são diferentes quanto coloca homens e mulheres em pé de igualdade. Afinal, temos uma Sybilla que parece entender muito bem os joguetes políticos e uma protagonista forte de corpo e de espírito, que lutará lado a lado com homens e mostra-se até melhor do que alguns deles.

Dorothea, de Cuvie
Caça às Bruxas (Parte 1)

Título original: Dorothea - Majyo no Tettsui - volume 1
Publicado pela Panini Comics/Planet Mangá em 2011
Brochura, 13 x 18 cm
178 páginas em preto e branco
R$ 9,90

Quer adquirir a sua? Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656
Email: vendas@comichouse.com.br 
Twitter: @Comic_House  
Av. Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)  



Comic House quadrinhos que não estão no gibi

segunda-feira, 25 de abril de 2011

[1] Code Geass, de Majiko

A Rebelião de Lelouch
Volume 1

Estamos no ano 2010 do calendário imperial. O Sagrado Império da Britannia declarou guerra ao Japão e venceu dentro de poucos meses, deixando o país devastado e tomando sua identidade. Agora, o lugar é conhecido como Área Eleven (Onze, em inglês), e os japoneses também não carregam mais o adjetivo pátrio, sendo conhecidos apenas como Eleven. Eles perderam a liberdade, os direitos e até mesmo o reconhecimento como seres humanos, já que são tidos (e tratados) como uma raça inferior pelos Britannianos.
Lelouch é um Britanniano, estudante de uma escola mista, para Britannianos e Elevens, carrega sua linhagem em segredo: é filho do Imperador da Britannia, está na linha de sucessão ao trono. No entanto, ele e a irmã e a mãe serviram de peões para os nobres no passado, portanto Lelouch prefere manter sua identidade em sigilo.

O rapaz presencia um acidente com um avião militar e tenta ajudar, mas acaba colocando em risco tanto sua vida quanto a do amigo Suzaku. Ele consegue fugir dos militares por um certo tempo, mas a única coisa que impede sua morte é o poder que ganha, decorrente de um estranho pacto que faz com a garota que estava sendo transportada como carga no avião. Lelouch não tem idéia do que seja o poder ou de como usá-lo corretamente, muito menos de quem é a garota a quem deve a vida (e um favor), mas tem uma certeza do objetivo que dará ao novo poder: destruir o Império da Britannia. Com isso em mente, ele parte em busca de seus próprios peões, para dar início a sua revolução.
A história original de Code Geass é de Ichirou Ohkouchi e Goro Tanaguchi. Foi transformado em mangá pela mangaká Majiko e seus assistentes, Nagao e Ueda, e possui oito volumes. Posteriormente, foi feito também o anime da série. Há mais três adaptações de Code Geass, cada uma contanto uma história alternativa diferente.


Code Geass, de Majiko
A Rebelião de Lelouch (Parte 1)
Título original: Code Geass - Lelouch of the Rebellion volume 1
Publicado pela JBC em 2011
Brochura, 13,7 x 20,5 cm
205 páginas em preto e branco
R$ 10,90

Quer adquirir a sua? Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656
Email: vendas@comichouse.com.br 
Twitter: @Comic_House  
Av. Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)  


Comic House quadrinhos que não estão no gibi

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A Dália Azul, de Raymond Chandler e Filippo Scózzari

Muitos foram os artistas que trocaram farpas durante a composição de uma obra conjunta. Com o escritor americano e o desenhista italiano, não foi diferente. O roteiro original de A Dália Azul foi concebido às pressas, para o cinema. Chandler detestou tudo no final. O filme foi bem aclamado pela crítica, mas o roteirista, afundado na bebida, odiou cada passo da produção, desde a escolha dos atores, até a finalização. 35 anos depois, Scózzari tira a história do buraco do esquecimento no qual Chandler fez questão de colocá-la e relança-a como história em quadrinhos. Raymond Chandler ao lado de Dashiell Hammett é dos maiores escritores da literatura policial noir. Ele criou um dos personagens mais emblemáticos da literatura, o detetive particular Philip Marlowe, eternizado nas telas de cinema por Humphrey Bogart.



Não foi por conta própria ou por causa de Raymond Chandler, no entanto, que Filippo começa o projeto para a quadrinização de A Dália Azul. Foi por causa de Oreste Del Buono, uma figura importante para o mundo editorial italiano, que queria ver a obra na revista que estava financiando. Scózzari brigou com Chandler sozinho, em sua cabeça, é verdade. E brigou também nas páginas deste álbum.

Além de ter feito suas alterações na história, dando-lhe tons de sarcasmo, humor e ironia, que não estão presentes no original. Tal toque, claríssimo a cada início de capítulo, deixa o noir ainda mais instigante, dando maior tempero ao mistério da história. Trata-se do assassinato da mulher de um oficial da Marinha americana, Johnny, que chega da guerra e descobre que sua esposa não lhe tem sido fiel. Sai de casa após uma briga e, na manhã seguinte, torna-se um foragido, pois Helen foi morta por uma arma que carrega as iniciais do marido. Começa então a busca pelo assassino. As suspeitas pairam, inicialmente, sobre Johnny e recaem no amante de Helen, mas há muito mais investigações a serem feitas.


Scózzari dá um tom de metalinguagem à narrativa, ao reclamar com o autor do roteiro original no início dos capítulos e ao incluir alguns detalhes na história. Acabamos, portanto, acompanhando duas narrativas no lugar de uma: a história do assassinato e a da feitura dos quadrinhos. São estilos diferentes que se entrelaçam e dão um sabor especial à obra.

A Dália Azul, de Raymond Chandler e Filippo Scózzari
Título original: La Dalia Azzurra
Publicado pela Conrad em 2004
Brochura, 21 x 27 cm
104 páginas em preto e branco
R$ 32,00

Quer adquirir a sua? Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656

Twitter: @Comic_House
Av. Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)

Comic House quadrinhos que não estão no gibi