quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Paraíso, de Suehiro Maruo

O Sorriso do Vampiro

Suehiro Maruo conheceu as artes logo cedo, apesar de ter tido uma infância pobre. Aproveitava as poucas idas à escola para desenhar e se tornou obcecado pela estética do Japão e da Alemanha das décadas de 1920 e 1930. Passou uma breve temporada preso, por roubar discos de rock, na década de 1970. Aproveitou esse tempo para desenvolver sua própria técnica e sua visão de mundo. Iniciou sua carreira de desenhista após largar o segundo grau e começou criando para revistas eróticas. Logo foi reconhecido, chegou a desenhar capas para discos e, em cerca de 20 anos, publicou quase 30 livros. Paraíso - O Sorriso do Vampiro é um deles.
Os personagens são envoltos em mistério até mais da metade do livro, mesmo que as primeiras páginas já nomeiem cada um deles, o que serve muito bem à narrativa. Paraíso mistura o mítico vampiro à desaparecimentos e mortes inexplicáveis e às depravações da aristocracia, que promove festas luxuriosas. Até aí não há grande diferença nos elementos relacionados aos vampiros: crimes e sexo. A apresentação que Maruo dá a isso tudo é que inova as lendas dos vampiros.
As depravações de certos personagens parecem não conhecer limites. E nem ao menos se limitam ao âmbito sexual, mas se distribuem pelas mais diversas compulsões. Essa é a forma que Suehiro Maruo encontrou para registrar a crueza humana e mostrar o caos, fazendo de Paraíso tanto uma exposição de coisas inimagináveis quanto uma busca por respostas, tanto por parte dos humanos quanto dos vampiros. Makoto Tachibana busca sua irmã desaparecida e tenta justificar o comportamento anormal da mãe, que parece buscar a paz de espírito. Konosure Mori, junto à sua companheira Runa, quer encontrar seu caminho na existência como um ser imortal. Eles acreditam no mito da juventude eterna, sem saber se é ou não é verdade. E, dentre aqueles que procuram respostas, há quem busque vingança ou apenas prazer carnal.

Paraíso - O Sorriso do Vampiro, de Suehiro Maruo
Título original: Haraiso Warau Kyuketsuki 2
Publicado pela Conrad em 2006
Brochura, 16 x 23 cm
288 páginas em preto e branco
R$ 37,00

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

[1] Turma da Mônica Jovem: O Mundo Do Contra

Que a Turma da Mônica cresceu e esses jovens ganharam a própria série, em formato mangá, você provavelmente já sabe. Os traços mudaram ligeiramente desde a primeira edição, melhorando cada vez mais. Este, no entanto, é um mangá bem brasileiro. O formato de leitura é ocidental e os personagens não perderam os trejeitos da turminha dos quadrinhos originais nas representações de emoções e sentimentos (e aparições chibi) características dos mangás orientais.
A edição 29, O Mundo Do Contra, apresenta o início de uma nova história, dividida em duas partes. Um super-herói de quadrinhos é adaptado para o cinema e sua popularidade estoura a um nível alienante. Roberto Daniel Júnior, ator que interpreta o Tonho Estácio (a.k.a* Armadura Dourada) tem seu rosto estampado em cada esquina da cidade e interfere até nos compromissos da turma, acabando com o ensaio da banda.

Do Contra é o único que apresenta uma crítica ao filme e tenta alertar contra a alienação causada por ele. Somente a Mônica lhe dá ouvidos, não porque concorda com suas idéias, mas porque parece nutrir algum sentimento por ele. É o outro ponto da história. Mônica parece dividida entre dois amores, o Do Contra e o Cebolinha. Ambos gostam dela e têm uma leve rixa um com o outro. Antes de escolher, no entanto, ela convence o Cebolinha a criar um plano infalível para que o Do Contra invada a casa do Roberto Daniel Júnior e procure comprovações de que o filme, na verdade, é parte de um esquema de dominação mundial.
As revistas da Turma da Mônica sempre apresentaram referências do mundo pop. Neste caso, além do Homem de Ferro estampado em praticamente todas as páginas, podemos encontrar participação especial de Pink & Cérebro, menção à famosa marca de guitarras Fender e a diversos outros super-heróis.

*Sigla para "also known as". Em bom português, "também conhecido como".

Turma da Mônica Jovem: O Mundo Do Contra
Parte 1
Publicado pela Panini/Maurício de Sousa Editora/Planet Mangá em 2010
Brochura, 16  x 21,3 cm
130 páginas em preto e branco
R$ 6,90

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Joquempô, de Rogério Vilela e Nelson Cosentino

Baseado numa história real que ainda não aconteceu
Volume 1: Ligue os Pontos

Os autores de Joquempô dividiram esta série como episódios de uma temporada. Este é o primeiro e nos apresenta o protagonista Marcel, um quadrinista que acorda de um coma de 3 anos e meio e, indo para uma lanchonete encontrar o amigo Reali, recebe uma mochila de um velho no metrô. Na verdade, o velho o aborda como quem convida pra um jogo de joquempô (pedra, papel, tesoura), Marcel não entende nada e o velho larga a mochila a seus pés. Tem então início um jogo em que a humanidade está dividida em três categorias, com diversos outros joguinhos, como "ligue os pontos", entremeados.


Brasil, 2014. Anos da Copa do Mundo de Futebol em terras tupiniquins e o governo resolve estender o carnaval por 10 dias consecutivos. Por meio das emissões televisivas representadas na HQ, surgem diversas críticas ao governo brasileiro, com personagens facilmente identificáveis. Há também uma forte crítica ao modo como se constrói o jornalismo televisivo.

A isso, se mistura o drama próprio de Marcel, que perdeu a família, e o mistério contido na bolsa, que o leva a festas estranhas, corridas de táxi malucas e à vontade de descobrir até onde o levará a sua curiosidade. Na mochila, além de uma arma, diversas bugingangas e uma arma, está o diário de seu pai, escrito antes que Marcel nascesse, mas parece ser bastante revelador.

Joquempô é um projeto apoiado pelo ProAc, Programa de Ação Cultural, da Secretaria de Cultura do estado de São Paulo.

Joquempô: Baseado numa história real que ainda não aconteceu , de Rogério Vilela e Nelson Cosentino
Volume 1: Ligue os Pontos
Publicado pela Devir/Fábrica de Quadrinhos em 2010
Brochura, 16,5  x 24 cm
56 páginas coloridas
R$ 19,50

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

[5] Ex Machina (diversos autores)

Volume 5 - Fumaça e Fogo

 

Mitchel Hundred, primeiro super-herói a se tornar prefeito de Nova York, teve que lidar com ataques terroristas na última edição, Marcha à Guerra. Agora, sua tarefa envolve lidar com a imprensa, que usa todos os artefatos possíveis para brincar com a imagem do prefeito e a possível existência de um espião entre os seus.


Dentre os eventos que o levam a realizar declarações públicas, está uma série de roubos realizados por um falso bombeiro, que ilude as vítimas para lhes invadir o apartamento e roubar os bens. Também tem que lidar com um estranho ato suicida de protesto nas calçadas da prefeitura.


Em Fumaça e Fogo, Hundred lida com incêndios, corpo de bombeiros, sua imagem na mídia e a rígida política antidrogas de Nova York. Mais fatos de seu passado vêm à tona. para que ações do presente se tornem mais claras para o leitor. 


Este volume reúne as edições 21 a 25 da série Ex Machina. O roteiro é de Brian K. Vaughan e a arte é de Tony Harris, que contam com o arte-finalista Tom Feister e o colorista JD Mettler.


Ex Machina (diversos autores)
Volume 5 - Fumaça e Fogo

Título original: Ex Machina - Smoke, Smoke
Publicado pela Panini/Wildstorm em 2010
Brochura, 17 x 26 cm
130 páginas coloridas
R$ 16,90 

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

[4] Ex Machina (diversos autores)

Volume 4 - Marcha à Guerra


Mitchel Hundred, primeiro super-herói a se tornar prefeito de Nova York, foi eleito como político independente (sem ligação nem com o partido republicado nem com o democrata) em 2001, após ter impedido que o segundo avião se chocasse contra uma das Torres Gêmeas no atentado terrorista de 11 de setembro e assumiu o cargo em janeiro de 2002. Foi eleito com uma diferença pequena de votos e teve que enfrentar a corrupção, um crime ligado ao mundo das artes, uma nevasca e uma onda de crimes contra caminhoneiros.

Apesar de ter a habilidade de conversar com máquinas, Hundred está impedido de utilizar o seu poder em atividades oficiais. Isso não impede que converse com a própria televisão, por exemplo. Às voltas com os problemas da Grande Maçã, decide autorizar uma caminhada de manifestação contra a guerra do Iraque, esperando que isso lhe traga menos problemas do que proibi-la, atitude que feriria os direitos civis garantidos pela primeira emenda da constituição norte-americana.


A manifestação é atingida por gases desconhecidos, que logo se descobre que são gases de rícino e seria obra de algum terrorista. Uma pessoa de sua equipe sofre danos graves. O FBI se envolve nas investigações e o departamento de polícia nova-iorquino, além de procurar os culpados pelo ataque à manifestação e tomar medidas preventivas contra os próximos, ainda tem que lidar com uma onda de assassinatos contra supostos muçulmanos. Os assassinos na verdade, exterminam qualquer um que seja ou pareça ser árabe.

Além das situações políticas, o prefeiro Hundred se vê numa situação em que poderia resolver as investigações usando seu poder. Aparece então o dilema: usar o poder e desvendar o caso, mas ter as provas excluídas por terem sido conseguidas de forma ilegal ou deixar a polícia fazer o trabalho sozinha, com grandes possibilidades de não obterem êxito? Para finalizar, o passado de Hundred como super-herói, que não deveria se misturar ao momento atual, parece estar à espreita...
Este volume, vencedor do Eisner Awards de Melhor Nova Série, reúne as edições 17 a 20 da série Ex Machina, além de Ex Machina Special 1 e 2. O roteiro é de Brian K. Vaughan e a arte fica por conta de Tony Harris e Chris Sprouse. Os arte-finalistas são Karl Story e Tom Feister e o colorista, JD Mettler.

Ex Machina (diversos autores)
Volume 4 - Marcha à Guerra
Título original: Ex Machina - March to War
Publicado pela Panini/Wildstorm em 2010
Brochura, 17 x 26 cm
148 páginas coloridas
R$ 19,90 

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

[7] Preacher, de Garh Ennis e Steve Dillon

Volume 7 - Salvação

Jesse Custer, pastor de uma pequena cidade do Texas, é possuído por uma entidade conhecida como Gênesis, que é o resultado de uma relação proibida entre um anjo e um demônio. A vida do pastor muda completamente após este acontecimento e seus caminhos o levam a encontrar Tulipa O'Hare, uma antiga namorada, por quem Custer ainda é apaixonado, que virou assassina profissional, e o vampiro Cassidy. Após uma missão para resgatar Cassidy, o trio é separado e, quando Jesse Custer os reencontra, vê o amor da sua vida nos braços do vampiro. Estas e outras informações constam no prólogo de Preacher - Salvação. Assim, se é o primeiro volume da série que você pega, não ficará perdido.

Este álbum começa com Jesse chegando em Salvation, Texas, cidade onde cresceu. Logo, age como o benfeitor da cidade e é nomeado xerife pelo homem que ocupava o cargo, cansado de lidar com arruaceiros. Jesse lida com os problemas da cidade e tenta solucionar seus próprios mistérios. Ele não lembra como foi que perdeu o olho nem como sobreviveu a um acidente que deveria tê-lo matado.

Enquanto não se sente preparado para retomar o trabalho anterior, por não conseguir respostas para suas perguntas, Jesse trabalha para a pequena Salvation. Ali, ele terá que encarar o forte preconceito existente no sul dos Estados Unidos, que impede que a própria cidade seja mais unida, o egoísmo e comodismo dos habitantes, um magnata que acha que pode comprar a todos e membros da temida Ku Klux Klan, bem como neonazistas.

Preacher, de Garh Ennis e Steve Dillon
Volume 7 - Salvação
Título original: Preacher - Salvation
Publicado pela Panini/Vertigo em 2010
Capa dura, 17 x 26 cm
260 páginas em preto e branco
R$ 62,00 


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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Hetalia Axis Powers, de Hidekaz Himaruya

Hetalia apresenta uma proposta bem diferente de mangá. Seus personagens são países (europeus e asiáticos em sua maioria) personificados. Himaruya conta que teve essa idéia em Nova York, quando encontrou um texto que fazia piada com as características de vários países. Pensou então em criar personagens que fossem os tais países e carregassem as características como parte de suas personalidades.

Primeira página do prólogo de Hetalia.
O mangá apresenta diversas pequenas histórias, que supostamente se passariam na época da Segunda Guerra Mundial. No entanto alguns eventos ocorrem em épocas diferentes, como que explicativos. A leitura é bem parecida com a dos mangás, mas têm uma peculiaridade: na maior parte das histórias, lê-se em colunas, não em linhas. É bem fácil discernir. As sarjetas que separam as colunas são bem maiores quando as histórias seguem este formato.

Era uma vez um homem de força lendária. Ele foi criado para ser mais poderoso do que Alemanha e Inglaterra. 
Mas... Algo deu errado.
Esta é a história de Hetalia e seus encantadores amigos do mundo inteiro.

Este é o texto da  página introdutória do mangá, que antecede o prólogo, colorido. O resto do álbum, em preto e branco, narra os conflitos mundiais como uma grande discussão entre amigos-inimigos, pessoas que se xingam, discutem e discordam, mas parecem não serem capazes de viver um sem o outro.

No final do mangá, é apresentado um pequeno resumo da primeira guerra e do Império Romano, com informações acuradas sobre os acontecimentos, já que são tratados de forma humorística como rixas pessoais na história.
Em japonês, Hetare significa inútil. Itália é retratado como um cara medroso, carente, guloso, viciado em macarrão (pasta) e bastante hábil na paquera, daí o título do mangá. Por vezes, os personagens são apresentados em versão "chibi" (pequenos), especialmente para tratar de quando eles eram "crianças" ou para mostrar sua dependência em relação a outros países.

Hetalia Axis Powers, de Hidekaz Himaruya
Volume 1
Título original: Hetaria Akushisu Pawāzu
Publicado pela NewPOP em 2010
Brochura, 15 x 21 cm
144 páginas em preto e branco (prefácio colorido)
R$ 19,90

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

[1] O Castelo Adormecido, de Linda Medley

Vol. 1 - A Maldição do Espinheiro

Muitos se lembram da história da Bela Adormecida, uma linda princesa, que recebe muitos dons das fadas madrinhas e uma terrível maldição de uma bruxa: iria espetar o dedo numa roca de fiar e morrer. O rei então, proíbe rocas e fiandeiras em seu reino, com o intuito de salvar a princesa. A história de Medley se passa de forma parecida. Começa com o conto da Bela Adormecida, cujos pais foram auxiliados por um grupo de feiticeiras na concepção. Essas bruxas, comandadas por Medora, foram convidadas de honra na festa de batismo da princesa. A irmã de Medora, Malda, uma feiticeira invejosa e gananciosa, não gostou do rei ter procurado o outro grupo e jurou vingar-se.

Malda invade a festa de batizado e, antes que a última feiticeira dê um dom de presente à menina, ela proclama que a princesa terá todos os dons dados pelas outras e será perfeita por 15 anos, até que espetará o dedo em seu 16° aniversário e morrerá. Medora, ao invés do dom que daria, dá a salvação: transforma a morte em um sono profundo de 100 anos.
A vida da princesa transcorre normalmente, até que encontra o tal fuso, adormece por 100 anos e então um príncipe consegue quebrar a maldição do espinheiro e salvá-la. Ela abandona o reino com o príncipe recém-chegado. Começa então a história do Castelo. Enquanto a maior parte da população abandonou o reino, as três principais aias da princesa se mantiveram ali e transformaram o palácio em um refúgio. Agora, as mais estranhas criaturas habitam o local. Híbridos de humanos e animais, demônios da água, homens "amaldiçoados"...
É para lá que a Lady Jaina foge, grávida, após ser espancada pelo marido. No meio do caminho, ela é ajudada por ursos, porquinhos, halflings e, claro, pelo próprio cavalo. O Castelo Adormecido foca menos em heróis salvadores da pátria e mais em como os próprios personagens lidam com as situações, a diversidade e os meios de salvar a própria pele. Os desenhos e letreiros não deixam a desejar no tocante à quadrinhos de contos de fadas: lembram até os livros infantis, ainda que a história seja mais densa do que a que vimos na infância.
O Castelo Adormecido conquistou dois Eisner Awards (Melhor Série e Talento Merecedor de Maior Reconhecimento) em 1998, após ter sido indicado ao Eisner Awards de Melhor Artista e ao Ignatz Awards de Antologia ou Coleção de Destaque em 1996. Em 98 também foi indicado ao Lulu Awards, como Lulu do Ano. Em 2008, o romance gráfico foi selecionado para o Festival Angoulême. A Via Lettera já anunciou que lançará o segundo volume da série este ano.


O Castelo Adormecido, de Linda Medley
Vol. 1 - A Maldição do Espinheiro
Título original: Castle Waiting: The Curse of Brambly Hedge
Publicado pela Via Lettera em 2010
Brochura, 14 x 21 cm
216 páginas em preto e branco.
R$ 39,00

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sábado, 8 de janeiro de 2011

[4] 100 Balas: Inevitável Amanhã - de Brian Azzarelo e Eduardo Risso

Esta é a quarta edição da série 100 Balas. É possível ler sobre a edição anterior aqui no blog:
100 Balas: Laços de Sangue

A HQ conta com introdução de Bill Savage e histórias daqueles que receberam armas irrastreáveis de Graves, bem como dos complôs para acabar com a vida do agente. A primeira dela, O Mímico, apresenta uma reunião incluindo o Sr. Shepherd que acontece no meio de uma praça, onde ocorre um embate de gangues rivais, ligadas ao tráfico de drogas.

Peixe Estragado, em duas partes, conta a história de um  viciado. Na verdade, o viciado conta a própria história, de como ganhou uma arma com cem balas irrastreáveis para apagar aquele que o deixou no estado em que se encontra. Jack narra a história para Mikey, um "parceiro de vício". Veio de uma família com boa situação financeira, mas más relações pessoais. Perdeu todos os empregos recentes, a namorada e qualquer respeito.

Por fim, Balada de um Valete, também em duas partes, completementa a primeira história. É ligada diretamente a um cartel de 13 famílias que mandou acabar com os Minutemen - consequentemente, com o agente Graves. No entanto, ele sobreviveu e decidiu dar um aviso ao cartel. É uma narrativa que envolve violência, jogatina e vidas no limite.

O volume, como os outros, não segue à risca a ordem normal da disposição dos quadros. Os desenhos vazam pelas sarjetas, diversos quadrinhos são apresentados deslocados ou com tamanhos diferenciados, tudo para aumentar o dinamismo e a grandiosidade da história, a sensação do envolvimento dos figurões do crime organizado.

100 Balas: Inevitável Amanhã - de Brian Azzarelo e Eduardo Risso
Publicado em 2010 pela editora Panini Comics/Vertigo
Brochura.
146 páginas.
Formato: 17 x 26 cm
R$ 19,90

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