quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Black Hole, de Charles Burns

O Fim

Se no primeiro livro, Introdução à Biologia, Charles Burns nos apresentou à uma misteriosa, estigmatizada e estigmatizadora doença transmitida pelas relações sexuais, aqui ele explora as consequências para os infectados.


Aqueles que tem a má sorte de apresentar graves deformidades ou os que se vêem em risco dentro as próprias casas formaram um acampamento, aonde vivem à margem da sociedade. Chris se vê obrigada a ir para lá, apesar de sua manifestação não ser tão grave. Ela recebe ajuda de Rob, com quem firmou um namoro sério, até onde ele pode.



Pearson entregou-se ao relacionamento com Elisa, mesmo sabendo que ela está infectada. Enquanto para uns a doença é o fim, como no caso de Chris, para ele é um início. Uma mulher linda que ele ama, notar que seus amigos estão atrasando mais sua vida do que o apoiando e, consequentemente, afastar-se dele, uma manifestação da doença que é fácil de esconder - ainda que cause alguma preocupação.

Logo todos os personagens são forçados a reconhecer um outro lado da doença. Querendo ou não, eles são párias sociais, considerados como uma categoria inferior e diversas pessoas se assustam com aqueles cujas deformidades são mais graves. Logo se manisfestam os casos de violência - tanto externa como interna.

Junto à incerteza que acompanha a idade, muitos precisam lidar com as incertezas da doença. Não apenas com o que os outros pensarão quando os verem ou descobrirem, mas se permanecerão vivos no dia seguinte. Os desenhos são feitos propositalmente para causar desconforto, como nas imagens de doenças nos livros de Biologia. A própria situação deles é desconfortável, assim como para os que estão de fora.

Com este livro, Burns encerra a premiada série¹, ressaltando a evolução dos personagens em busca de uma saída e com uma única certeza: a de que a vida não poderá voltar a ser como antes.

Black Hole - O Fim, de Charles Burns
Publicado em 2008 pela editora Conrad.
Brochura.
187 páginas.
Formato: 16 x 23 cm
R$ 39,00

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¹Em Introdução à Biologia estão listados os prêmios: nove Harvey Awards e o Will Eisner Awards de Melhor Álbum de 2006.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Black Hole, de Charles Burns

Introdução à Biologia

A adolescência é, por si só, um período complicado, com suas transformações físicas, psicológicas, hormonais e emocionais. O sexo, a grande descoberta do período, já vem normalmente acompanhado de dúvidas, medos e anseios. Em Black Hole, as coisas se complicam um pouco mais.


Em meados de 1970, os adolescentes de Seattle encaram um fator a mais para complicar suas vidas: uma praga disseminada pelo contato sexual que causa as reações mais estranhas. Os infectados apresentam algum tipo de mutação, que se apresenta de maneira diferente em cada um. Enquanto uns escapam com simples manchas ou pequenas deformidades disfarçáveis, outros se tornam aberrações praticamente irreconhecíveis.

Pearson parece saber que as coisas vão mudar para ele na aula de Biologia, ao dissecar um sapo com a linda colega por quem tem um certo interesse, Chris. O buraco no ventre do sapo lhe dá vertigem e o faz passar mal. É o que ele encara como ponto inicial da história.

Numa festa, Chris encontra Rob, por quem se interessa e com quem sai para beber vinho no cemitério. Sem saber que ele estava "bichado", transa com ele na grama, para descobrir seu futuro antes mesmo de colocar a roupa novamente. De garota linda e popular, ela passa a ser discretamente rejeitada por todos, mas engata um romance com Rob. Em busca de drogas com seus amigos, Pearson conhece Elisa e, mesmo que apaixonado por Chris, interessa-se pelo seu jeito espontâneo e pela estranha cauda que ela possui.


Este primeiro livro começa a dar o tom de horror da história, seus traços em preto e branco impressionam por causa das figuras deformadas, mas ainda não exibem o terror que está por vir. As margens onduladas dos sonhos e das lembranças reúnem os fragmentos que compõem o medo daqueles que se tornam párias da sociedade durante esta narrativa. A adolescência comum não é nada comparada à de Burns, que levou nada menos do que nove Harvey Awards e o prêmio Eisner de Melhor Álbum de 2006.

Black Hole - Introdução à Biologia, de Charles Burns
Publicado em 2007 pela editora Conrad.
Brochura.
181 páginas.
Formato: 16 x 23 cm
R$ 39,00

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Os 300 de Esparta, de Frank Miller e Lynn Varley





A história de Leônidas impressionou muita gente através de gerações. O rei e general espartano, diante da ameaça de perder seu território para os persas, decidiu enfrentar o exército gigantesco de Xerxes, mesmo indo contra a decisão de todos os conselhos. "Nós não lutamos durante a Carnéa", disseram os Éforos. Com 300 de seus melhores soldados, Leônidas se posicionou nas Termópilas e esperou que os persas viessem.


Frank Miller não cansa de dizer que "Ninguém em sã consciência jamais o acusou de ser um realista". Apesar de ter ido à Grécia e estudado o terreno para compor Os 300 de Esparta, não foi na história real de Leônidas que ele se inspirou, mas no filme de 1962, que assistiu com os pais quando era criança. Quando percebeu que Leônidas ia morrer e sabia disso o tempo todo, ficou impressionado e mudou sua visão de herói. Já não era mais aquele que fazia atos heróicos, mas aquele que os faziam porque era o certo a se fazer, ainda que precisasse pagar com a vida para isso. Decidiu então que contaria aquela história e baseou muitos de seus principais personagens no Leônidas que viu Richard Egan interpretar.


A HQ não é apenas uma história de heroismo, coragem e honra. Ela retrata também o outro lado da moeda: a vaidade e a corrupção. Desde antes de sair de Esparta já foi traído por seus compatriotas e um espartano desejoso de ser guerreiro mas sem a capacidade física necessária, o deformado Efialtes, engendrou a traição final.


O livro é belíssimamente colorido por Lynn Varley, ex-esposa de Frank Miller. Para contrastar com o preto e o vermelho, ela capricha nos tons terrosos para o dia e nos azulados para a noite. A obra não é apresentada no formato vertical, conforme 1ª ediçao brasileira, mas no horizontal, formato o qual o autor idealizou inicialmente. Frank Miller, ao reunir os cinco capítulos neste livro, procurou aproximar a apresentação à do cinema, crendo que isso enfatizaria o tom épico de sua narrativa.

Através de Frank Miller e de Dílios, narrador da história, a lenda de alguns homens que se colocaram contra muitos em defesa de sua nação continuou viva tendo sido, inclusive, adaptada para o cinema em 2007. Dentre as adaptações de quadrinhos para as telonas, realmente foi uma das melhores já feitas, respeitando desde o desenrolar da história até as cores utilizadas por Varley. Os 300 de Esparta ganhou os prêmios Will Eisner e Harvey Awards.

Os 300 de Esparta, de Frank Miller e Lynn Varley
Publicado em 2006 pela editora Devir/Dark Horse.
Capa dura.
84 páginas.
Formato: 33 x 24 cm
R$ 63,00



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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Fun Home, de Alison Bechdel

Uma tragicomédia em família

Nesta obra autobiográfica, Alison tenta se entender, entender sua família e, principalmente, o seu pai que é seu "oposto complementar". Com dois irmãos mais novos, Alison cresceu em uma pequena cidade interiorana, numa casa do século 19 que foi completamente restaurada pelo pai, Bruce.

Bruce não era arquiteto, engenheiro ou restaurador e sim professor de inglês. Tinha obsessão por coisas bonitas, enfeitadas, floreadas, com arabescos, penduricalhos e tudo o mais que tornasse uma peça linda, difícil de limpar e, na visão de Alison, inútil. Já a narradora logo desenvolveu um gosto por coisas simples, meramente utilitárias, a começar pelo seu cabelo, que sempre usou curto, como o de um menino.

Os traços em preto, branco e azul claro de Bechdel relatam como ela se sentia estranha, se comparada ao resto das pessoas que conhecia, no meio de uma família distante, não física, mas emocionalmente, e por quem ela nutria um misto de amor, medo e incompreensão.

As descobertas que faz sobre si mesma, seu pai e a relação entre os dois são entremeadas por grandes nomes da ficção e da literatura sobre homossexualidade. Para alcançar seu pai no mundo imaginário que ele construíra, começou a seguir as indicações de leitura dele. Para entender-se melhor, começou a ler escritoras que falassem de lesbianismo. Para auxiliar o leitor, todas as referências encontram-se espalhadas pelos quadros. É possível ver título e autor de todos os livros que Alison considera importante, mesmo que ela não os mencione.


A escrita é algo muito presente na obra, não apenas pelos livros, mas pelas cartas trocadas entre o pai e a mãe e entre ela e os pais, que são reproduzidas em diversas partes do livro. Alison faz de Fun Home uma história sobre descobertas familiares, sexuais, tentativa de entender-se (e, talvez, auxiliar outros a se entenderem) e uma espécie de homenagem à família e, principalmente ao pai. O livro ganhou o prêmio Will Eisner de 2007 e foi eleito o melhor livro de 2006 pela revista Time.


Fun Home, de Alison Bechdel
Publicado em 2007 pela editora Conrad.
Brochura.
239 páginas.
Formato: 16 x 23 cm
R$ 45,00

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domingo, 5 de setembro de 2010

Valentina, de Guido Crepax

Valentina é uma personagem feminina completamente diferente das outras. Ela não faz papel de eterna vítima, de eterna noiva ou aventureira seduzida. Não se dá ao trabalho de correr atrás dos homens, simplesmente aproveita quando a chance aparece e lhe apetece; se aventura não pela sedução por parte do homem, mas pelo gosto da aventura em si e, se alguém seduz, é ela.


Para os anos 60, quando Valentina ganha vida, ela provavelmente apresentou uma revolução na forma como personagens mulheres são apresentadas. Inicialmente, o protagonista era Rembrandt, um homem com um poder misterioso que pode paralisar o oponente com a simples força do olhar e, neste momento, identifica-se como Neutron. No livro que reúne as histórias publicadas entre 65 e 66, Valentina aparece primeiramente como uma fotógrafa que ajudará Rembrandt em seu trabalho. A partir daí, ela ganha importância para o personagem, para a narrativa e para o leitor, passando a ser a protagonista das histórias subsequentes.


Valentina normalmente reúne histórias investigativas. De máfia de viúvas negras, assassinando homens ricos pela herança à roubos de objetos históricos valiosos, Valentina e Rembrandt passam pelas mais diferentes situações, até a mais longa e estranha delas, no volume que reúne as histórias de 66 a 68, quando investigam a origem do poder de Rembrandt-Neutron.


Além do aspecto investigativo, os quadrinhos também possuem um apelo sexual. Em diversas situações, Valentina mostra-se em situações sensuais ou eróticas, havendo até mesmo evocação de fetiches e sadomasoquismo. Adepta do amor livre, Rembrandt não é o único amante de Valentina, ainda que seja o mais frequente nas histórias. Crepax não apela para a pornografia, no entanto e mesmo cenas que transmitem idéias mais fortes são apresentadas com mais sensualidade do que a nudez explícita. Afinal, o que não se vê por vezes desperta mais interesse do que aquilo que se vê.


Valentina 65-66, de Guido Crepax
Publicado em 2007 pela editora Conrad.
Brochura.
142 páginas.
Formato: 21 x 27 cm
R$ 62,00









Valentina 66-68, de Guido Crepax
Publicado em 2007 pela editora Conrad.
Brochura.
152 páginas.
Formato: 21 x 27 cm
R$ 62,00

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sábado, 4 de setembro de 2010

Frankenstein, adaptado por Sérgio A. Sierra e Meritxell Ribas


A primeira coisa que chama a atenção nesta adaptação de Frankenstein são os traços, que fazem com que os personagens pareçam bonecos de madeira entalhada, o que gera um efeito diferenciado e muito bonito, além de não influenciar em nada na fluidez dos movimentos. Mesmo sendo um desenho, não parece que os personagens se mexam de forma "dura" por causa da lembrança do entalhe em madeira.


A história é escura - e tem que ser! O início dela parece ser mais iluminado, até que o protagonista, Victor Frankenstein, se afunda cada vez mais em sua obsessão e dá vida a algo que não deveria estar vivo. Quanto mais obcecado se torna o pesquisador, mais escuro parece o ambiente à sua volta.

Este livro é uma bela adaptação da obra de Mary Shelley, de onde saiu o Frankenstein original, tantas vezes adaptado das mais diversas formas e que chegou a alguns filmes ou histórias de terror como um monstro cruel, montado por um doutor maluco. Ainda que a criatura Frankenstein apresente alguma crueldade, a história não é uma narrativa maniqueísta de bem contra o mal.


Sierra captou bem essa mensagem e mostra o criador como um jovem perseguido pelas mortes de entes queridos, apaixonado por ciências naturais e perseguindo algo que antigos pensadores propuseram: usar a eletricidade para dar vida a um corpo morto. Victor não tem intenções maléficas, apenas procura a evolução da ciência pela qual tem paixão. A criatura também não é má, apesar da aparência abominável, que afugenta o próprio criador, o pai. No entanto, ele é inteligente, tem sede de viver e de companhia, mas se torna vingativo contra uma espécie que o ameaça e o rejeita, apesar de suas tentativas de ser aceito. Seu ódio volta-se para o pai, a quem ele considera o responsável por abandoná-lo privá-lo de amor. Ou seja, é um trama muito mais complexa um monstro-aterrorisa-cidade.


Os quadrinhos captaram a essência da obra e traduzem a narrativa muito bem, a seu próprio modo. Por ser um suporte diferente, algumas coisas ficaram de fora, como os capítulos que mostram os terriveis estudos de Victor Frankenstein antes de montar a criatura. No entanto, isso não faz falta nenhuma nos quadrinhos, que, a meu ver, acrescentam muito à história pelo simples fato de ser quadrinhos. Por ter lido os dois, acredito que coisas como as expressões de sentimentos são melhor traduzidas do que no livro.

Frankenstein, adaptado por Sérgio A. Sierra e Meritxell Ribas
Publicado em 2009 pela editora Arx
Capa dura.
96 páginas.
Formato: 17 x 24,5 cm
R$ 44,00

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Nota da redatora (1)

Neste fim de semana, excepcionalmente, teremos dois textos: um hoje, sábado, e um domingo, para compensar a falta do texto da sexta-feira. (Culpa única e exclusivamente minha, que precisei adiantar um projeto.)
Na terça-feira, dia 7 de setembro, honraremos a pátria tanto com uma nova resenha no blog quanto com a Comic House aberta.
Agradecemos todas as visitas e esperamos que estejam gostando do material produzido!





Comic House quadrinhos que não estão no gibi
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Capitão América: A Escolha, de David Morrell e Mitch Breitweiser

Capitão América: A Escolha reúne seis histórias contando o processo de morte do Capitão América e seu envolvimento com o suposto substituto. Jimmy Newman é um soldado americano, que se alistou no exército após o ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro 2001, para tornar o país - e o mundo, se possível - um lugar mais seguro para sua família.

Este jovem está no Afeganistão, com dúvidas sobre o que está fazendo, se é certo, se a luta vale a pena, quando encontra com o Capitão América pela primeira vez. A partir daí, Jimmy passa a ter a ajuda do super-herói para salvar seus companheiros das investidas inimigas. No entanto, ninguém mais além do cabo Newman parece ver o herói.

Enquanto os dois conversam, o Capitão América conta sua trajetória, desde que se tornou um super-herói e o porquê até as explicações sobre seu recente definhamento e como será feita a escolha do substituto. É uma história de bravura, coragem e honra.



Os desenhos de Breitweiser são realistas e elegantes e há algo interessante na forma como a história é contada. Em algumas cenas, a orientação da página muda para o formato horizontal. De quebra, ainda há um presentinho para quem adquirir a revista: um belo poster dos X-Men, assinado por Gabriele Dell'Otto.

Capitão América: A Escolha, de David Morrell e Mitch Breitweiser
Publicado em 2009 pela editora Panini Books/Marvel
Capa dura.
144 páginas.
Formato: 17 x 26 cm
R$ 24,00

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sábado dos Meus Amores, de Marcello Quintanilha






O livro de Quintanilha reúne seis histórias em quadrinhos, de tamanhos variados, retratando de forma poética o cotidiano em diferentes cidades do Brasil, a começar por uma linda borboleta amarela, flutuando no céu de uma agitada capital, exibindo-se aos transeuntes que não prestam atenção em Plena de Flôroi.

Os "rituais futebolísticos" são algo bem presente em qualquer casa em que more um aficcionado por futebol. O flamenguista Edgard, morador da periferia do Rio de Janeiro é um deles e tem a certeza de que seu time depende dele para vencer e mantem seus rituais ao custo da própria vida, se necessário. Seu amigo, no entanto, desconhece sua superstição e lhe causa desgosto em De como Djalma Branco perdeu o amigo em dia de jogo.

Dorso conta a história de Humaitá, ou William, um trabalhador braçal forte, com um segredo, que influencia um novato a seguir o seu caminho. Seu patrão desconfia de seu segredo, acredita que seja um problema mental e procura ajudá-lo.

Selma é uma estudante em Escola primária. Evangélica, moradora de uma pequena vila pesquira, está sendo alfabetizada e pede a ajuda de Tiago, por quem é secretamente apaixonada, para concluir a tarefa de casa antes da festa. Através de seus poucos conhecimentos, nos deparamos com o sincretismo religioso e étnico brasileiro, lindamente retratado através dos olhos de Selma.

Atualidade fala de uma prática bem comum quando a loteria acumula, o bolão, e as consequências para um trabalhador que não lavou as mãos.


A fuga de Zé Morcela retrata a confusão que um trabalhador de circo causou numa pequena cidade do interior de São Paulo (presumo eu, pela fala dos personagens) ao tentar se fazer mais importante em um jogo de carteado.

O niteroiense Quintanilha fez um lindo trabalho ao pegar detalhes da vida de brasileiros das mais diferentes regiões e juntá-los no colorido Sábado dos Meus Amores. Nada mais justo que tenha sido essa a primeira HQ brasileira a ser transformada em aplicativo para o iPad, o tablet da Apple. O próximo álbum da Conrad a virar aplicativo do iPad deve ser Chibata!.

Sábado dos Meus Amores, de Marcello Quintanilha
Publicado em 2009 pela editora Conrad.
Capa dura.
64 páginas.
Formato: 21 x 27 cm
R$ 42,00

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