Hoje vamos conversar sobre "A Garota Dinamarquesa", um filme que não apenas pinta uma imagem vívida do amor e da identidade, mas também mergulha profundamente nas complexidades da transformação, tanto pessoal quanto artística.
segunda-feira, 5 de agosto de 2024
segunda-feira, 29 de julho de 2024
Comic House apresenta: Bate-Papo e Sessão de Autógrafos com...
O evento realizado pela Comic House, irá ocorrer dia 31/07, às 18h, no Espaço Cultural José Lins do Rego, em frente a Gibiteca Henfil.
Nessa que é a 58ª sessão de autógrafos produzida pela livraria, os quadrinistas Hugo Jesus e Samuel Gois participam de um bate-papo que será mediado por Manassés Filho, da Comic House.
Ao término do bate-papo Hugo Jesus, autografará “Contos dos Orixás” (104 páginas, colorido, R$ 50,00) e sua obra mais recente, Contos dos Orixás - O Rei do Fogo (120 páginas, colorido, R$ 50,00), ambas obras adaptam a mitologia e as tradições orais afro-brasileiras, buscando levar para os leitores jovens e adultos as narrativas de matrizes africanas acerca das divindades e heróis ancestrais; e Samuel Gois, que assina O mundo é um muído (192 páginas, capa dura, preto e branco, R$ 72,00), uma coletânea de suas tiras mais poéticas e sofridas criadas nesses mais de 10 anos de publicação física e online, inspiradas de uma relação (às vezes) saudável com sua depressão.
Na ocasião, os autores além de autografarem suas obras, também irão disponibilizar prints para compra.
Colecionadores de outras cidades podem adquirir antecipadamente seus exemplares autografados por meio no site comichouse.com.br
domingo, 28 de julho de 2024
Troféu HQMIX abre recadastramento de votantes
O Troféu HQMIX, que está em sua 36ª edição, está abrindo as inscrições de votantes já existentes e novos de 24/07/24 a 10/08/24. A convocação é para todos(as) que trabalham com quadrinhos no Brasil e queiram participar do maior troféu sul-americano da nona arte. A importância do HQMIX para desenhistas, roteiristas, editores e até para quem lê quadrinhos, este último, o inscrito deverá selecionar a opção "Outros" e especificar a categoria "leitor".
Atualmente são mais de dois mil votantes, todos que necessariamente trabalham com a produção e edição de quadrinhos. Essa nova abertura de cadastramento geral é importante para arregimentar o crescimento na produção e edição observado a cada ano. Nos três últimos anos, por exemplo, cresceu muito a participação das mulheres na área, o que mostra esta evolução dentro da produção no mercado editorial. Neste ano, foram mais de 1.500 inscritos para concorrer às 32 categorias listadas.
A Comissão Organizadora do Troféu HQMIX analisará as solicitações e aprovará aquelas que cumprem os requisitos estipulados no cadastro. Quem trabalha com quadrinhos poderá se inscrever por meio do site no link: https://hqmix.com.br/cadastro-para-votacao/. É bem simples e rápido.
A votação acontecerá logo que for revelada a lista de finalistas selecionada pela Comissão Julgadora do HQMIX no mês de setembro de 2024 em data a ser divulgada.
A 36ª edição do Troféu HQMIX tem o apoio do Governo do Estado de São Paulo, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, do Governo Federal, do Ministério da Cultura e da Lei Paulo Gustavo. O evento conta ainda com o apoio e parceria de seu padrinho, o apresentador Serginho Groisman, e do Sesc São Paulo.
quinta-feira, 4 de julho de 2024
Juscelino Neco, Paulo Moreira e Gabriel Jardim participam de evento em João Pessoa.
O evento realizado pela Comic House, livraria especializada em quadrinhos, sediada em João Pessoa, irá ocorrer dia 06/07, às 16h, no Espaço Cultural José Lins do Rego, em frente a Gibiteca Henfil.
Nessa que é a 57ª sessão de autógrafos produzida pela livraria, os quadrinistas Juscelino Neco, Paulo Moreira e Gabriel Jardim participam de um bate-papo que será mediado por Manassés Filho, da Comic House
Ao término do bate-papo, Juscelino Neco, autografará “Em perfeito estado” (104 páginas, preto e banco, R$ 50,00) sua obra mais recente que mistura o mistério, o sobrenatural e o feticheque; Paulo Moreira, autografa, “Só as melhores” (96 páginas, colorido, R$ 59,90,) que reúne uma seleção das melhores tirinhas produzidas por ele mesmo; e Gabriel Jardim, que assina Preto Tipo A (128 páginas, preto e branco, R$ 40,00), obra inspirada no realismo mágico de Gabriel Garcia Marques.
Na ocasião, as obras anteriores de cada autor estarão disponíveis para compra na mesa da Comic House presente no evento e colecionadores de outras cidades podem adquirir antecipadamente seus exemplares autografados por meio do site clicando aqui
segunda-feira, 1 de julho de 2024
Sucesso da literatura pós-apocalíptica brasilieira ganha segunda edição, por Manassés Filho
Por Manassés Filho
O sucesso da primeira tiragem ter-se esgotado rapidamente deu-se pelo ineditismo da narrativa ao abordar o cotidiano de João, um arquiteto que vê seu condomínio fechado, em João Pessoa, ser invadido por um gás tóxico. Único sobrevivente, ele passa seus dias enterrando corpos, limpando casas e mexendo no passado dos seus vizinhos, familiares e amigos de infância.
Com Verde Gás, o autor trouxe ao leitor uma inversão do cenário da tragédia, ao apresentar a história ocorrendo justamente em um local que encontra-se atrelado a ideia de segurança e de onde muitas vezes encontram-se pessoas supostamente virtuosas que buscam apenas viver em paz e protegidas em seus Elysium, do mal que reside no mundo exterior.
A nova tiragem do livro vem com uma identidade visual renovada, novo prefácio e diversos itens extras para os apoiadores que venham a colaborar com a campanha.
Verde Gás entrou em campanha de financiamento coletivo no dia 12 de julho desta vez por iniciativa do próprio autor.
Acesse agora o Catarse, selecione a opção de colobaração que mais lhe agrade e garanta sua recompensa!
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| RPG Verde Gás - Um das recompesas para os apoiadores na campanha de relançamento |
domingo, 30 de junho de 2024
Corpo de Delito, uma violenta e densa HQ policial noir para você conhecer, por Manassés Filho
Por Manassés Filho
Iramir Araújo é prolífero autor maranhense que em suas obras aborda adaptações da literatura, temas históricos e regionais, mas que sempre tem um olhar incisivo sobre a condição humana.
A HQ encontra-se em pré-venda na loja oficial do autor na Gibizada.
Desenhos: Carlos Sales, Julio Shimamoto, Beto Nicácio, Solomão Jr, Bruno Azevedo, Romilson Freire, Marcos Caldas e Luiz Saindenberg.
quarta-feira, 17 de abril de 2024
A jornada do herói na HQ BEOWULF, por Vitória Lima
“A mais longa das jornadas começa sempre com o primeiro passo” (provérbio chinês)
A obra é um “prato cheio” para a aplicação das teorias de Joseph Campbell sobre a jornada do herói, que busca identificar o caminho perseguido pelo herói até atingir seu objetivo. No caso de Beowulf, acompanhamos o nascimento do herói, quando ele se oferece para defender os daneses, os súditos de Hrothgar, que festejam suas vitórias no salão festivo de Heorot. O herói se define como “Bewulf, filho de Ecgtheow, rei dos Wegmlunding, vassalo de Hygelac, rei dos Godos. Ele diz que liderou catorze nobres guerreiros através dos mares até aquela orla onde tinha chegado. A sua saga contra o monstro Grendel tem várias etapas e ele consegue derrotar o monstro em todas elas.
A leitura de “Beowulf” compensa e nos introduz no reino da coragem e da aventura, tão fértil e perseguido por escritores mais modernos, como Tokien e tantos outros depois dele, até os nossos dias.
domingo, 14 de abril de 2024
Os 34 anos de Darkman - A vingança sem rosto, por Lucas Freitas
Bem, não exagero ao dizer que Sam Raimi é um de meus diretores favoritos.
Para quem nunca viu esse filme, ele é uma sequência/reboot do “A Morte do Demônio” (The Evil Dead, 1981), que nos apresenta a história de um grupo de jovens que fica preso em uma cabana no meio de uma floresta, sendo perseguidos pelos espíritos demoníacos invocados a partir da leitura do Necronomicon. Mas, enquanto o primeiro filme é um filme de terror no sentido mais tradicional, “Uma Noite Alucinante” parte para um misto de terror, humor negro e ação, apresentando praticamente a mesma história, mas adicionando novos elementos e alterando uma série de pontos.
No entanto, o que realmente me pegou nesse filme, e que me fez correr atrás de toda a filmografia de Sam Raimi, foi a energia que parecia pulsar do filme. Sendo um projeto realizado entre amigos de longa data, existia, de fato, uma grande diversão no período das filmagens, mas também é muito mais que isso. Com uma câmera extremamente fluída, Raimi é um daqueles diretores que conseguem levar o espectador por um passeio visual, colocando-o em movimento junto com seus personagens enquanto apresenta tomadas e transições únicas. Não só isso, ele possuí um senso de timing e de ritmo espetacular, conseguindo contar uma história em um ritmo acelarado, mas que nunca chega a ser corrido, e alternando os momentos de humor, horror e ação com uma maestria única.
Essas características sempre acompanham os filmes do diretor que, mesmo em suas produções mais fracas, consegue criar uma experiência única e divertida, destoando sempre do feijão com arroz das grandes produções. De fato, tenho para mim que, mais do que um contador de histórias, Raimi é um apaixonado pelo cinema, e é essa paixão que ele sempre deixa aparecer em suas produções.
Mas então, toda essa introdução está aqui apenas para apresentar aquele que considero ser um dos filmes mais fascinantes do diretor mas que, ainda assim, não é tão conhecido ou comentado como a franquia Evil Dead ou suas produções mais recentes, como o próprio Homem-Aranha ou o Arraste-me para o Inferno: Darkman.
E vamos ficar por aqui para evitar entrar no terreno dos spoilers.
Se você nunca viu Darkman, eu recomendo bastante a experiência. Apesar da trama em si ser algo relativamente simples, a atuação de Liam Neeson como Peyton Westlake já é, por si só, digna de ser vista. Aqui, o ator dá ao personagem um peso e uma gravidade memoráveis, uma vez que o ator dá um show nas transições repentinas e abruptas emocionais de seu papel, e isso sem jamais descambar para o ridículo ou para o muito exagerado.
Não só isso, a própria construção de mundo de Darkman é algo digno de nota. Numa época em que filmes baseados em quadrinhos ainda eram uma parte bem pequena do meio cinematográfico, é curioso ver como a inspiração dos quadrinhos é bem forte no filme, ainda mais para um personagem original. Tanto no estilo quanto na narrativa, é notável o quanto as histórias em quadrinhos influenciam a construção desse mundo, seja no drama de Peyton e em sua relação conturbada com Julie Hastings (Frances McDormand), ou mesmo no tom exagerado e nas ações caricatas de seus vilões. Estes, são um espetáculo à parte, mais parecidos com personagens tirados de das histórias de Dick Tracy, cada um marcado por maneirismos, tiques e tocs extremamente específicos.
Bem, e se isso tudo ainda não foi o suficiente para te convencer a dar uma chance ao filme, considere que temos aqui uma planta baixa daquilo que o diretor fará anos depois em Homem-Aranha.
Mas isso será uma conversa para um outro dia.
Até a próxima!
sábado, 6 de abril de 2024
Ziraldo partiu, Senhor! , por Manassés Filho
Um dos meus primeiros pensamentos após lamentar a morte do grande Mestre, foi uma certa tranquilidade por saber que ele partiu dormindo.
É estranho compor um texto sobre alguém que não se conhece, mas que de alguma forma se fez tão presente desde a minha infância. Sendo assim, descrever a genialidade de Ziraldo é uma tarefa homérica tanto por sua importância artística, diversidade de estilos e sua riqueza textual.
Esse primeiro contato entre sua arte e jornal veio a se consolidar em 1950, com o início de sua carreira ao publicar na revista “Era uma vez...” e quatro anos mais tarde, vem a produzir uma página de humor para o jornal “A Folha de Minas.
Em 1957, formou-se em Direito na Faculdade de Direito de Minas Gerais, em Belo Horizonte. No mesmo ano, entrou para o time das revistas “A Cigarra” e, depois, a icônica “O Cruzeiro”. Em 1958, casou-se com Vilma Gontijo, sua namorada tinha sete anos e com ela nasceram seus filhos Daniela, Fabrizia e Antônio.
Sua ampla e crítica visão em relação ao seu país, o conduziram a fundar com outros humoristas na mesma década o icônico “O Pasquim”, que com um misto harmônico entre textos, humor, ilustrações, deboche, crítica e personagens inesquecíveis, como o Graúna, os Fradins ou o Ubaldo, o semanário entrou na luta pela democracia e consolidou-se como um dos principais veículos a combater a ditadura militar no Brasil.
Mas uma publicação como essa não passaria em branco para órgãos de censura da época, e um dia depois do AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968, Ziraldo foi detido em casa e levado para o Forte de Copacabana, mas essa ação não abrandou sua veia crítica.
Entretanto, Ziraldo, era um multiartista com produções que vão além das HQs, em 1969, publicou seu primeiro livro infantil, “FLICTS”. Em 1979, passou a se dedicar à literatura para crianças com obras que mesclavam o lúdico e o educacional como “O alfabeto do Ziraldo” e mais o recentemente o belo e poético “Menina Nina - Duas Razões para não chorar” que foi escrito para ajudar a explicar para a neta Nina sobre a morte da avó, Vilma, que foi mulher do cartunista.
Porém, entre suas obras, uma delas chama a atenção por sua ousadia, o imponente Mural do Canecão, por muitos anos a principal casa de shows do Rio de Janeiro e uma das principais do Brasil.
O mural foi produzido em 1967, ao longo de seis meses de trabalho, e ainda hoje chama a atenção pelo estilo inspirado nos traços de pintores como Pablo Picasso e Cândido Portinari.
Nele podemos ver uma "Santa Ceia" regada a cerveja, em um cenário carioca. Na época, em 1967, em pleno regime militar, a obra foi alvo de críticas e considerada transgressora.






































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