sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Obra máxima de Gianfranco Manfredi, Mágico Vento ganha edição especial colorida


No Velho Oeste norte-americano, na década de 1870, o soldado Ned Ellis escapa milagrosamente da explosão criminosa do trem no qual viajava a serviço do exército dos Estados Unidos, perdendo os sentidos e acordando sem memória.

Uma farpa de metal que se alojou em seu cérebro, entretanto, concedeu-lhe dons mediúnicos especiais e garantiram a ele a posição de xamã dos índios Sioux, que o acolheram depois do acidente e o rebatizaram como Mágico Vento.

De lá para cá, foram centenas de aventuras de faroeste, com pitadas clássicas e doses cavalares de terror, fantasia e mistério, em tramas que iam do detetivesco ao bizarro, passando pelo humor e até romance, nas quais Mágico Vento estava sempre ao lado de seu fiel amigo jornalista Willy Richards – mais conhecido como Poe, graças a sua semelhança com o famoso poeta e romancista norte-americano Edgar Allan Poe (1809-1849).

Apresentando fatos históricos e personagens reais que se entrelaçavam com um dos mais cativantes universos das HQs, esse caldo de estilos era temperado com histórias inteligentes e bem construídas, que tornaram Mágico Vento um sucesso não apenas na Itália, onde foi criado pelo roteirista Gianfranco Manfredi para a Sergio Bonelli Editore, mas em outros países (dentre eles o Brasil, no qual foi publicado de 2002 a 2013, pela Mythos Editora), culminando com prêmios recebidos em alguns deles.

Desde sua estreia, em junho de 1997, Mágico Vento tem angariado fãs dentre os apreciadores de variados gêneros de quadrinhos, alguns dos quais garantem ter se rendido aos gibis de western graças a esse personagem.

E não seria para menos, levando-se em conta as histórias envolventes e os desenhos produzidos por artistas primorosos, como Goran Parlov, Ivo Milazzo e José Ortiz, apenas para citar os mais consagrados que já empregaram seu talento nas aventuras de Mágico Vento. As ilustrações das capas das edições, sempre uma atração à parte, tiveram a assinatura de Andrea Venturi, Pasquale Frisenda e Corrado Mastantuono (que tem um carreira consolidada nos quadrinhos Disney).

Texto extraído do site Universo HQ


Título: Mágico Vento - Forte Ghost
Autor: Gianfranco Manfredi
Páginas: 204 • Formato: 16,9 x 26,7cm •
Acabamento: Capa Dura •
Preço: R$ 69,90
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Elric – O Trono de Rubi, uma HQ essencial para sua coleção



O trabalho de Michael Moorcock já ganhou diversas adaptações para os quadrinhos, mas nenhuma é tão épica quanto o trabalho do roteirista Julien Blondel junto a um grupo de desenhistas em Elric – O Trono de Rubi, adaptação que foi recentemente lançada no Brasil pela Mythos Editora em uma edição especial com os dois primeiros volumes, O Trono de Rubi e Stormbringer.

A história se passa no reino de Melniboné, com grande parte da ação na cidade de Immryr. Lá encontramos Elric, o Rei Albino que tem seu trono desafiado por seu primo Yrkoon por conta de sua passividade em relação as guerras. Além de todos os perigos e armadilhas, ambos terão de lidar com as manipulações de Arioch, Senhor do Caos e o Duque dos Infernos Abissais.

Blondel criou uma obra que parece contemporânea ao mesmo tempo que respeita as histórias de Moorcock, que criou os personagens no início da década de 60. Para conseguir tal feito, o novo roteirista adaptou alguns detalhes da história com a benção do autor original – que chegou a afirmar que gostaria de ter pensado em algumas ideias apresentadas pelo francês. Contudo, o verdadeiro mérito da obra foi manter a essência dos personagens principais, desde a personalidade dominadora de Yrkoon, passando pelo poder de sedução de Cymoril, a fidelidade de Dyvim Tvar e especialmente o fato de Elric ser um anti-herói.

Em nenhum momento o Rei Albino tenta ser algo que não é. Ele faz acordo com Deuses para recuperar a vida de sua amada, destrói monstros para encontrá-la e queima uma vila pois duas crianças não sabiam quem ele era. Ele é um ser cruel, egoísta e que não vai parar até encontrar o que deseja. A cada página vemos a queda do monarca em desenhos que ficam cada vez mais fantásticos.

Não é nenhum absurdo dizer que esse é um dos quadrinhos mais belos de todos os tempos. Os desenhos, que contam com um grupo formado por Didier Poli, Robin Recht, Jean Batisde e Julien Telo, deixaram Melniboné literalmente gigantesca. O senso de profundidade desta HQ pode ser vista a cada página, seja no palácio onde está o Trono de Rubi até os mares onde Elric precisa navegar para encontrar Yrkoon. Acima de tudo, o grupo deixa um lugar apavorante como é Melniboné extremamente fascinante. A HQ é repleta de sangue, sexo e destruição e os desenhos são tão precisos que tudo isso não fica banalizado e soma à história, reforçando as características dos personagens principais.

O formato publicado pela Mythos em sua Gold Edition, que imprimiu o quadrinho em formato europeu de 24 x 32 cm (uma HQ nos padrões atuais conta com normalmente 17x26 cm), ajuda na imersão da história. As páginas grandes permitem ao leitor perceber cada detalhe do desenho sem perder nada e torna a experiência ainda mais impressionante.

A adaptação é perfeita tanto para quem conhece os livros de Michael Moorcock e também para qualquer pessoa que nunca ouviu falar na história. Elric – O Trono de Rubi é uma ótima forma de ser apresentado a este mundo e o tratamento das páginas, que parecem terem sido tiradas de um filme, torna essa HQ fundamental para qualquer fã de fantasia.

Texto acima extraído do site Omelete

Título: Elric - O trono de Rubi
Autores: Julien Blondel e Jean-Luc Cano(Roteiro) &  Didier Poli, Robin Recht, Jean Bastide e Julien Telo(Arte)
Páginas: 124 • Formato: 24 x 32cm •
Acabamento: Capa Dura •
Preço: R$ 84,90
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Assista abaixo a um comic trailer exclusivamente para esta obra. Caso não consiga visualizar, clique Entretanto, em seu canal no Vimeo


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