quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Pré-Venda: Harry Potter Box de Colecionador









A Editora Rocco prepara para este fim de ano uma nova edição da série Harry Potter, maior fenômeno editorial de todos os tempos, com mais de 450 milhões de exemplares vendidos em 70 idiomas. O box Harry Potter – Edição de colecionador chega às prateleiras de todo o país a partir do dia 24 de novembro e reúne os sete volumes da saga criada por J. K. Rowling em capa dura com ilustrações inéditas. Os sete livros da saga criada por J.K Rowling – que acompanha a jornada de um jovem aprendiz de bruxo contra o maléfico Voldemort, responsável pela morte dos pais do bruxinho – revolucionaram o mercado editorial e deixaram órfã uma geração inteira de leitores, que se mantém atenta ao universo criado pela autora e ávida por novidades relacionadas à série. 

Harry Potter – edição de colecionador mantém a tradução de Lia Wyler, assim como o formato e número de páginas dos livros; já as novas ilustrações de capa ficaram a cargo do ilustrador Mario Alberto, artista gráfico formado pela Escola de Belas Artes da UFRJ com importantes trabalhos na área editorial e colaborador do jornal esportivo Lance!


Pré-Venda: Harry Potter – Edição de colecionador (sete volumes)

Autora:J. K. Rowling
Tradução: Lia Wyler
Formato: 14x21 cm
Preço: R$ 449,50

Previsão de chegada: 24.11.12



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Av. Nego, 255, Tambaú (João Pessoa-PB)

Lucille, de Ludovic Debeurme




Falar da passagem que todos fazem para a vida adulta sempre rende uma boa história. Crescer nunca foi fácil, mas pode ser tornar ainda mais perturbador em alguns casos. Em Lucille, Debeurme surpreende ao apresentar uma garota às voltas com os traumas da adolescência.

Ela é uma é uma garota normal e insegura, que usa óculos e não tem auto-estima. Além disso, encontra em sua mãe o papel da superprotetora. Lucille não consegue se encaixar em nenhum padrão da sociedade, e também não gosta muito das patricinhas de sua escola. Quando era criança, ganhou de presente de seus pais uma boneca, a qual ela deu o nome de Linda e que se tornou um modelo ideal de magreza e beleza. Passado o tempo, Lucille desenvolve anorexia e se isola cada vez mais do mundo.

Paralelamente à história dela, desenrola-se a história de Arthur, menino que também passa por todas as dores de tornar-se aquilo que sua família é. Ele é filho de pescador e herda uma tradição de também ter de se tornar um pescador e até o nome do seu pai quando este falecer.

As histórias de Lucille e Arthur se cruzam por acaso e os dois se apaixonam, talvez por sentirem-se tão angustiados e fora da realidade que lhes são impostas, talvez por vontade de viver em outro mundo que não os deles próprios, de não precisarem carregar consigo a história passada para eles através de seus pais. A partir desse encontro, os dois resolvem ganhar o mundo e vivem uma história única de amor, longe de todos, o que muda radicalmente a vida de Lucille, antes presa em seu próprio mundo de modelo de beleza e magreza. Para que todo esse desajuste fique bem claro, Debeurme os desenha em corpos de abelha. Isso cria a sensação de estranheza que nos acompanha por toda a história.

Ao final da história, podemos dizer que ela trata de escolhas de vida, autoconhecimento, descobertas, maneiras de enxergar o mundo, do comportamento humano, do primeiro amor, tudo visto pelos olhos de duas pessoas tão sensíveis quanto frágeis.

Debeurme lança mão de um traço minimalista e bastante delicado e quase não utiliza cenários, o que dá à história um aspecto mais dramático, é como tudo que estivesse ali pudesse desaparecer a qualquer momento. A graphic foi lançada pela Barba Negra, selo da editora Leya, e ao final do livro há uma indicação de este ser o final do primeiro volume. É que ele foi lançado em versão integral e ganhou uma continuação – Renée – cinco anos depois, até agora só publicada em francês.

Lucille, lançado originalmente em 2006, e no Brasil, em 2011. O livro rendeu a Ludovic Debeurme vários prêmios, entre eles o Angoulême e o Goscinny.

Debeurme nasceu na França, em 1971 e é ilustrador e também músico. É dele também a adaptação de O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson.


Lucille
Autor: Lucille Debeurme(roteiro e arte)
Capa Cartão - 
544 páginas
R$ 54,90




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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Eleição, por Igor Tadeu - Coletivo WC - Tira #12




Tentou ser desenhista, tentou terminar um curso, tentou fazer sucesso com uma banda, tentou ser rico, tentou mudar-se de sua cidade natal, João Pessoa. Hoje tenta se conformar.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Laertevisão – Coisas que não esqueci, de Laerte Coutinho




Mesmo depois de figurar entre os mais vendidos e ganhar três troféus HQ Mix 2008, o álbum (ou seria livro-documento? Novela gráfica? Ou biografia ilustrada?) “Laertevisão – Coisas que não esqueci” tem um enorme defeito: acaba logo, como aquele comercial de TV que nos impede de zapear com o controle remoto.
Laerte passeia pelos programas de tevê, praticamente desde sua chegada ao Brasil (1950) até os dias de hoje. Mas com um jeito diferente, mostrando efeitos que o aparelho em si trouxe à sua infância, como o feminismo na época, os super-heróis televisivos imitados na rua e as tendências das séries no cotidiano (como o assobio para chamar Lassie, imitado até por outro cachorro).
O livro – além das tiras inéditas – tem várias referências da época como panfletos, propagandas, jornais, muitas fotos do seu acervo pessoal, rabiscos e textos de um autor ainda em estágio de crisálida. Definitivamente uma viagem de volta ao túnel do tempo que os anos não trazem mais.
No HQ Mix, além de ganhar como Melhor Edição Especial Nacional, “Laertevisão” ganhou também de Melhor Projeto Gráfico e Projeto Editorial. E não é por menos. O trabalho da Editora Conrad (junto com o pessoal da Base V) é de “tirar o chapéu”, como diria certo apresentador de tevê. Capa dura, papel de ótima gramatura, páginas coloridas e um layout e diagramação que completam as reminiscências como um quebra-cabeça bem montado e bem definido, próprio do sistema de HDTV.
Apesar do preço não convidativo, em torno de R$ 46, é um valor bem menor do que uma parcela do seu LCD 42″”. “Laertevisão” com certeza merece reprise no Vale a Pena Ver de Novo da sua coleção.
Laertevisão - Coisas que não esqueci
Autor: Laerte Coutinho
Capa dura - 128 páginas
Formato: 21x22,5cm
Preço R$ 46,00
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Olga, por Thaïs Gualberto - Coletivo WC - Tira # 11


Nascida em João Pessoa em 1985, formou-se em Arte e Mídia na UFCG em 2010. Começou a fazer quadrinhos desde que começou a escrever e criou clássicos que ninguém conhece como Bago x Bago da editora Coxo. Mas foi com a criação de Olga, a sexóloga taradóloga que tomou realmente gosto pela coisa.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Hellblazer - A Cidade dos Demônios, de Si Spencer e Sean Murphy



Por Jéssica Figueredo



Um dos mais antigos anti-heróis da Vertigo, John Constantine, ganhou, em dezembro do ano passado, um encadernado especial para uma minissérie que celebraria os seus 25 anos de conflitos e batalhas pelos submundos do inferno e da terra. Escrito por Si Spencer (Books of Magic: Life During Wartime) com ilustração do mestre Sean Murphy (Joe, o Bárbaro), o volume somente ganhou publicação brasileira em agosto deste ano.

Tomando lugar na pequena e cinzenta cidade de Essex, ao norte de Londres, o mau presságio começa a rodear a cabeça e a alma do mago quando ele decide fumar um cigarro fora do bar e de repente é abordado por dois moleques prestes a pegar qualquer dinheiro para comprar droga. Usando uma de seus “truques de magia”, os moleques se viram um contra o outro e acabam machucando a si mesmos com a faca que carregavam. Mas Constantine não iria se safar fácil dessa.

No momento seguinte, John é atropelado por um carro – um acidente comum, digamos – e acaba sendo levado ao hospital, com um provável traumatismo craniano. Mas neste hospital, nem todos os médicos são bons samaritanos. Dois deles estão atrás de um mistério, algo que pudesse instigar seus intelectos mais do que salvar meras vidas no hospital, algo que pudesse dar a eles o controle total da raça humana. “Imagine, Johnathan... Poderíamos dominar o céu e a terra ao mesmo tempo”, prevê um deles, quando encontram no sangue de Constantine uma espécie de elemento maldito que torna todo e qualquer humano num ser diabólico.

É nessa hora que o leitor passa a perceber que não basta John apenas entrar em conflito com criaturas demoníacas e resolver seus “probleminhas infernais”. Ele mesmo também pode ser a causa de uma possível guerra demoníaca – e que, neste volume, está prestes a ser instalada em Essex, em Londres e, na mente dos médicos, por todo o mundo. Jonathan e seu parceiro, Sr. Yorke, reúnem então um exército de pessoas e animais que passaram pelo hospital, e fazem neles a transfusão que poderia, num instante, aniquilar a vida do mago. 
 
Sean Murphy é, realmente, um mestre no que pode ser considerado como “arte irregular”. Ele já tinha provado que gostava de construir cenas que fugissem o máximo do óbvio, criando planos estranhos e por vezes difíceis de acompanhar por aqueles acostumados com cada cena sendo contada dentro dos quadrinhos. Neste encadernado, o ilustrador abusa das cores escuras e cria cenas horripilantes, capazes de dar calafrios e provocar pesadelos até nos mais fãs de histórias de terror. 
 
Quando os personagens começam a mostrar os primeiros sinais da infecção feita pelos médicos, Sean Murphy desiste de colocar qualquer sentido linear ou coeso na história e altera totalmente o olho do leitor sobre os personagens, fazendo uma confusão de cenários, elementos e pessoas tão perfeita que quase ganham cheiro e som verdadeiros.

O escritor Si Spencer também não perde o prestígio nessa história. Desenvolvendo um texto assustador, mas que muitas vezes pode soar próximo à nossa realidade, ele mostra sua arte quando começa a instigar o pensamento maligno das pessoas ao redor da história. Porém, suas falas acabam se tornando longas demais, excessivas, como se faltasse um corte editorial no encadernado.

A parte principal da história, quando Constantine é pego pelos dois médicos e encara sua própria doença, é contada de lado – o leitor precisa virar o quadrinho na vertical para ler – e é a parte mais assustadora e instigante da história. Apesar disso, todas as situações de tensão acabam levando o quadrinho para um final sem graça e clichê, daqueles que terminam no mesmo lugar onde começou.

Acompanhado de um conto de natal escrito pelo gênio Dave Gibbons (Watchmen), no qual dispensa comentários, este encadernado não influencia diretamente na história do John Constantine, parece contar apenas mais uma das “demoníacas aventuras” que o mago mais antigo de Londres teve de enfrentar, em alguma parte da sua jornada. Apesar disso, é um quadrinho interessante, principalmente para aqueles que curtem histórias de horror. Mas totalmente proibido para menores de 18 anos.


Hellblazer: A Cidade dos Demônios
Autores: Si Spencer(roteiro) e Sean Murphy (arte)
Capa Cartonada - Formato 17x26cm
132 páginas
R$ 18,90




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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Espedito, por Ricardo Jaime - Coletivo WC - Tira #10


Desenhista paraibano acima do peso e nascido em 1979 em João Pessoa. Quadrinhista desde os 6 anos e profissional desde os 16. Trabalhou por 7 anos como diretor de arte e ilustrador em agências de propaganda na Paraíba. Freelancer desde 2006 resolveu desopilar suas mazelas criativas com um personagem que ama: Espedito – O verdadeiro workaholic!. Criado em 2003 e exposto em um blog desde 2009.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Trailer Pinóquio, de Winshluss



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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O Fotógrafo - Uma história no Afeganistão, de Emmanuel Guibert, Fréderic Lemercier e Didier Lefèvre





Por Bráulio Tavares*


Acabei de ler o volume 1 deste álbum de quadrinhos** (São Paulo: Ed. Conrad, 2006), em que o fotógrafo Didier Lefèvre conta sua viagem pelos desfiladeiros do Afeganistão, acompanhando uma caravana dos Médicos Sem Fronteiras. A primeira coisa que chama a atenção é a concepção visual do álbum (que tem textos e desenhos de Emmanuel Guibert, diagramação e cores de Fréderic Lemercier), misturando fotos e desenhos. Lefèvre fotografava a expedição o tempo inteiro, mas os intervalos entre as fotos, bem como as cenas não fotografadas, são contadas pelos desenhos de Guibert. Existe uma continuidade agradável entre as fotos e os desenhos, que são minimalistas, e em momento algum tentam parecer-se com fotografias. Concentram-se nos enquadramentos, angulações e iluminação, dizendo tudo com poucos recursos.


Os Médicos Sem Fronteiras viajam clandestinamente pelo Afeganistão, mas afinal, todo mundo que viaja por lá é clandestino. A história ocorre em 1986, na época pré-Bin Laden, quando o país estava sob invasão russa, e as caravanas corriam risco de bombardeios aéreos. Os autores explicam num único quadrinho assuntos fascinantes e complexos. Como se esconder de um helicóptero inimigo? Como cumprimentar muçulmanos – que gestos são esperados, que gestos são proibidos? Como urinar no meio de um grupo de afegãos? Como embalar medicamentos para que não se pulverizem no transporte? Qual a diferença entre o povo do Nuristão e o do Badaquistão? Como escalar um desfiladeiro na escuridão total? Como negociar cavalos?

As fotos de Lefèvre são em geral muito boas, e é pena que muitas delas apareçam apenas sob a forma de contatos. As paisagens do Afeganistão são impressionantes, e os autores preferem descrevê-las com seqüências de fotos parecidas, umas ao lado das outras. Eles ampliam algumas das melhores fotos, mas são poucas, como a magnífica foto da capa, em que um menino, entre um grupo de afegãos, olha para cima como se contemplasse gigantes. É um raio-X instantâneo de um civilização masculina, rude, violenta, muito diferente do mundo ocidental, e, em muitos aspectos, profundamente sertaneja. 

O quadrinho-documentário (se podemos chamá-lo assim) tem um belo futuro. Há coisa que só o desenho pode fazer, como retratar uma cena em que não havia uma câmara presente. Há outras que só a foto. No final do livro, um estribeiro afegão se perde no escuro, é dado como morto, e reaparece depois de ter caminhado sozinho e com fome no rastro da caravana. As fotos do seu rosto magro e de seus olhos transfixados pelo medo da morte, com “a expressão de um fantasma”, valem uma medalha de ouro. O mundo retratado é complexo, surrealista, sem reduções preconceituosas sobre a vida oriental. A integração entre médicos franceses e líderes tribais afegãos é improvável, tensa, instável, mas funciona. “O Fotógrafo” (vêm mais dois volumes por aí**) cria para nós uma “realidade enriquecida”, além da ficção e além do jornalismo.

(*) Jornalista, compositor e escritor. Colunista do “Jornal da Paraíba” e organizador de várias antologias literárias.
(**)   NE: Texto escrito em 28.08.2008 para o blog da Comic House quando hospeadado no Blig.
(***) NE: O segundo e terceiro volume de “O Fotógrafo” já foram lançados pela Editora Conrad.


O Fotógrafo - Uma história no Afeganistão
Autores: Emmanuel Guibert(textos e desenhos),Fréderic Lemercier(diagramação e cores) e Didier Lefèvre(fotografias)
Capa Dura » Formato 23x30cm
88 páginas
R$ 46,00


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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Vem ai a FLIQ....




 

O mundo dos quadrinhos e da literatura voltam a se encontrar na segunda edição da Feira de Livros e Quadrinhos (FLIQ) de Natal, que acontece de 23 a 26 de outubro de 2012, no Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), junto com a Semana de Ciência e Tecnologia (CIENTEC). Serão quatro dias de várias atrações, como oficinas, palestras e mesas redondas, objetivando o estímulo à leitura e à produção literária. O evento é gratuito e aberto ao público em geral.

Entre os participantes da FLIQ estão confirmados: Lira Neto, autor do livro “Getúlio: Dos anos de formação à conquista do poder”; Marcelino Freire, Moacy Cirne, Xico Sá, Márcia Tiburi, além de Humberto Gessinger, vocalista do grupo Engenheiros do Hawaii e escritor, com quatro livros já publicados;  Sidney Gusman, da Mauricio de Sousa Produções e editor do Universo HQ, os quadrinistas Gustavo Duarte e Flávio Luiz, e Maurício Ricardo, roteirista e desenhista do site Charges.com.br. Também estarão no evento os jornalistas e escritores Vicente Serejo, Carlos Fialho, Carlos Magno e Patrício Júnior. 


Na Feira deste ano serão realizados ainda o lançamento do Prêmio Quadrinhos Petrobras e a premiação do VI Prêmio Cosern Literatura de Cordel. O centenário de Luiz Gonzaga, o eterno Rei do Baião, também será comemorado na FLIQ, através de um bate-papo com  Múcio Procópio, pesquisador e palestrante sobre Música Popular Brasileira, e o cordelista Kydelmir Dantas, que estará lançando o livro “Luiz Gonzaga e o Rio Grande do Norte.”
    


Programação do setor de quadrinhos da 2ª edição da FLiQ


Dia 23 de outubro – terça-feira

Sidney Gusman
Das 14:00 às 15:15 - Mesa-redonda com Milena Azevedo, Brum, Juscelino Neco e Wanderline Freitas: Projeto Visualizando Citações – literatura e quadrinhos (Auditório)

Das 15:30 às 16:30 - Palestra com Tendson Artur: Jogos de tabuleiro literários (Auditório)

Das 17:00 às 18:30 - Mesa-redonda com Sidney Gusman, Williandi e Márcio Coelho – Projetos da MSP (Auditório)

Das 19:00 às 20:00 - Relançamento das edições da Maturi
                                                                                                 (Espaço do Autor)


Dia 24 de outubro – quarta-feira

Henrique Magalhães
Das 13:30 às 15:00 - Aula-demonstração criação de personagem com Flávio Luiz (Auditório)

Das 15:15 às 16:30 - Bate-papo com Sidney Gusman (com mediação de Milena Azevedo): perguntas mistas, envolvendo mercado, a questão da cota para o quadrinho nacional, o trabalho na MSP, Sidney enquanto editor do Universo HQ e leitor de quadrinhos (Auditório)

Das 16:45 às 17:45 - Mesa-redonda com Henrique Magalhães (Marca de Fantasia), Flávio Luiz e equipe da K-ótica: Independência é vida! (Auditório)

Moacy Cirne

Das 18:00 às 19:30 – Homenagem a Moacy Cirne: desbravador da pesquisa sobre história em quadrinhos, com Moacy Cirne, Henrique Magalhães, José Veríssimo e Sidney Gusman (Auditório)

Das 20:00 às 21:00 – sessão de autógrafos e sketches com Sidney Gusman, Henrique Magalhães e Flávio Luiz (Espaço do Autor)





Dia 25 de outubro – quinta-feira

Das 14:00 às 15:30 - Aula-demonstração do processo de criação de Gustavo Duarte (Auditório)

Das 15:45 às 18:00 - Mesa-redonda com Flávio Luiz e Gustavo Duarte - Não perca a piada: fazendo quadrinhos de humor (com mediação de Brum) (Auditório)

Das 19:00 às 20:00 - Lançamento das HQs “Monstros!”, de Gustavo Duarte (Cia. das Letras), e Aú, o capoeirista e O Cabra, de Flávio Luiz (independente) (Espaço do Autor)


Dia 26 de outubro – sexta-feira

Gustavo Duarte
Das 14:00 às 15:15 - Bate-papo com Gustavo Duarte (com mediação de Milena Azevedo) (Auditório)

Das 15:45 às 16:45 - sessão de autógrafos e sketches com Gustavo Duarte (Espaço do Autor)

Das 20:30 às 22:00 - Mesa-redonda com Maurício Ricardo, Brum, Ivan Cabral - O desafio da charge (Auditório)



A Feira do Livro de Natal integra o Circuito Potiguar do Livro, juntamente com as Feiras de Mossoró e do Seridó.  A Feira tem o patrocínio da Unimed, Petrobras, Governo do Estado, através da Lei Câmara Cascudo, Prefeitura de Natal-Lei Djalma Maranhão, Banco do Nordeste, Fundação Biblioteca Nacional, e apoio da Cosern, Fundação José Augusto e UFRN.


II FLIQRN - Feira de Livros e Quadrinhos de Natal
23 a 26 de outubro de 2012, no Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Maiores Informações:

O amor, por Samuel Gois - Coletivo WC - Tira #09


Parido em João Pessoa numa linda manhã de primavera no dia 25 de setembro de 1985, formado em  Publicidade e Propaganda numa faculdade que não vale a pena mencionar. Sempre acreditou que desenhava bem por causa da mãe que o mimou, por isso se tornou um diretor de arte mal pago e prostituído que publica tiras na internet como forma de auto flagelação. Mais de Samuel Gois em sua FanPage

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Habibi, de Craig Thompson





Desde Persépolis, de Marjane Satrapi, eu não me apego tão avidamente a uma graphic novel. A narrativa de Satrapi é autobiográfica, é um caso diferente de Habibi, mas nem por isso a narrativa de Thompson é menos emocionante. E, mesmo hoje em dia, poderia se encaixar na biografia de muitas mulheres do mundo árabe.

Existem diversas leituras para Habibi. Há o aspecto cultural e sociológico da mulher como objeto, da venda de pessoas como escravos, da influência da religião na vida cotidiana, da disparidade social dentre tantos outros que posso ter deixado passar na primeira leitura. Escolhi fazer a resenha partindo da arte da narrativa, porque é uma história fascinante e tem aspectos que lembram As 1001 Noites.

Como o próprio nome sugere (não vou dar a tradução literal do nome, deixo isso para a "aulinha" no capítulo final do livro), é uma história de amor entre Dodola e Zam, dois escravos refugiados no deserto. Ela foi vendida pelo pai aos 9 anos de idade para um escrivão, que a tomou como esposa. Com o marido morto, Dodola foi capturada como escrava e estava prestes a ser vendida quando escapou, levando consigo o bebê Zam, salvando-o da morte.

Dodola e Zam passam a viver num barco no deserto. Ela garante a comida dos dois, cuida do menino e ensina-o a escrever. Os dois vivem no deserto por vários anos e o destino os separa. Ela passa a fazer parte do harém de um sultão, ele termina de crescer em uma vilazinha próxima.

Durante todo esse tempo, a história parece se passar em tempos longínquos e é muito marcada pelos aspectos religiosos, que são utilizados principalmente como parábolas por Dodola ao ensinar Zam. Ela também mostra que o cristianismo e o islamismo vieram do mesmo lugar e utilizam lendas semelhantes. Em certo ponto, até mesmo faz uma árvore genealógica das duas religiões.

Há um reencontro entre Zam e Dodola e vemos, então, que toda a jornada dos dois se passa em tempos contemporâneos ao nosso e aí vemos a gritante diferença cultural existente no país. Também vemos como aquilo é distante da nossa realidade, mesmo estando a apenas algumas horas de avião de distância.

As páginas do livro são lindas. A maior parte delas são desenhadas com arabescos. Olha alguns exemplos:

Dodola é uma contadora de histórias nata, aos moldes de Sherazade. Craig Thompson também o faz com maestria, tornando a jornada de Dodola e seu irmão-filho-companheiro Zam linda, emocionante e empolgante.

A capa do livro em português é igual ao do inglês (felizmente, porque é linda). Outra felicidade é o livro fazer parte do selo Quadrinhos na Cia., da Companhia das Letras, porque eles produzem obras lindas, de excelente qualidade e a preços muito justos.

Habibi
Autor: Craig Thompson (Roteiro e Arte)
672 páginas
Formato 18 x 23 cm
Acabamento: Brochura
Editora: Companhia das Letras
R$ 57,00


 
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